22ª Sessão Ordinária - 12/04/2006
O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Sr. presidente, sra. deputada Ana Paula Lima, srs. deputados, catarinenses que nos acompanham através da TVAL, aqueles que participam da nossa sessão, nós estamos desde o dia 19 de março, deputado Antônio Carlos Vieira, quando o jornal ANotícia publicou a primeira notícia oficial da quebradeira, trazendo a nossa preocupação a cada dia.
Fico satisfeito em saber que a economia de cafezinho está sendo iniciada, mas é preciso, e nós estamos aconselhando, estamos alertando há muito tempo, quando foi criada esta megaestrutura avisamos que a Casa iria cair, que isso não iria acabar bem. Tenho dito e estou cada dia mais convencido de que o filme que começa a passar é o mesmo que já passou em 1988. Espero que o fim não seja tão trágico, culminando com três folhas de pagamento em atraso, mais de dois mil convênios sem fundos, porque já estamos chegando muito próximo disso, deputado Duduco.
Em dezembro do ano passado já existiam 1.666 convênios sem cobertura. E nesses últimos três meses de campanha oficial que o governador fujão fez, foram assinados inúmeros convênios sem fundos, sem provimentos. Inclusive lá no município de São Martinho ele assinou um convênio de dez prestações, para construir uma ponte, que ultrapassa o período do governo. Então, hoje já deve haver mais de 2 mil convênios sem fundos.
Agora o jornal ANotícia traz a informação de que vão começar a economizar cafezinho, a apagar a luz e reduzir a despesa de água. Têm que mexer nos programas estruturais, têm que conter a sangria; têm que demitir a metade desses comissionados, cabos eleitorais que ganham R$ 5 ou R$ 6 mil por mês em cada comitê eleitoral espalhado pelo estado. Se não mandarem a metade dessa gente embora, o governo não vai agüentar. Têm que reduzir as despesas com fornecedores privilegiados; têm que pagar, por exemplo, o combustível da Polícia Militar que não está sendo pago e têm que reduzir as despesas de campanha.
Aliás, deputado Antônio Carlos Vieira e deputado Reno Caramori, uma boa pergunta é sobre aquele kit distribuído no grande comício de domingo: quem será que forneceu aquele kit? Aquilo não custou barato! Quem será que pagou? O partido? Será que o partido está tão rico assim? Pagou como? Com o fundo partidário? De onde veio aquele material? Material muito parecido com aquele material de 1998 e tenho a impressão de que a fonte é a mesma. Mas nós vamos saber isso nos próximos dias.
Vamos falar sobre Joinville. Conforme anunciei, a cada dia eu vou cobrar mais uma escola quebrada, mais uma escola caindo sobre a cabeça das crianças, ou seja, o governador fujão abandonou a própria cozinha.
Agora é a escola que fica na zona sul da cidade. A secretária dando explicação de que tem mais uma escola interditada, que é a Escola Estadual Professor João Martins Veras, no bairro Anita Garibaldi. Olha a foto, deputado Duduco, a escola está caindo na cabeça das crianças.
Na quarta-feira, os ex-alunos e voluntários da organização não-governamental Ordem Demolay retocaram as linhas apagadas.
(Passa a ler)
"O estudante Fábio Luciano Chaves, de 18 anos, conta que estudou no colégio por muito tempo e ficou triste ao se deparar com a situação de abandono dos dois prédios. ‘Fiz uma carta e quero entregar ao pessoalmente para o governador durante a campanha. Quando eu estudava aqui o prédio era bem melhor conservado’, diz o estudante."
E a Dona Clarice Portella, gerente regional de educação, disse que o projeto está em licitação. É aquele negócio: estamos entregando a licitação, a ordem de serviço, mas não há previsão para consertar neste semestre, talvez no próximo. Como é que os alunos vão continuar estudando? Deputado Duduco, como é que os alunos vão continuar estudando numa situação dessas? Não há mais condições! E é lá no quintal do governador candidato, fujão. Lá no quintal dele, mais uma escola interditada!
E lá do norte também vem a seguinte notícia, deputado Lício Silveira: Câmara de Vereadores quer conclusão total da obra já inaugurada. A Câmara de Vereadores de São João de Itaperiú, junto com a prefeitura e a bancada do PMDB, fez reclamações formais ao governo do estado e à secretaria de Desenvolvimento Regional de Joinville e de Jaraguá do Sul por falta de cumprimento na finalização das obras da rodovia SC-474, que liga o município à BR-101 e à cidade de Barra Velha.
Além dessas reclamações a Câmara Municipal tem feito um levantamento dos dados da falência dos projetos que não foram considerados. Entre eles estão a falta de acostamento e de passagem de nível no acesso ao bairro de Braço Serraria e a ausência de uma lombada eletrônica para reduzir a velocidade no centro, onde já foram registrados vários acidentes.
Essa obra, deputado Vieirão, é aquela que foi inaugurada num evento de campanha, há duas semanas, só que a obra não tem serventia, não foi concluída, faltando apenas 500 metros! Estão cansados de reclamar para o Deinfra e para a secretaria dos Transportes, mas não há previsão para o seu término. Então, a obra até agora não serve para nada!
Os vereadores e a própria bancada do PMDB estão dizendo que a obra não pode ser usada. Ela já foi inaugurada, já houve festa, o comício já foi feito, mas não está concluída. E quem está reclamando são os vereadores do PMDB, partido do governador! Não é a Oposição, são os próprios aliados, deputado Lício Silveira, que estão reclamando de mais uma obra inacabada. E a inauguração já foi comemorada.
Eu já vi de tudo neste estado. Já vi obra inacabada e já vi obra futura inacabada, como são essas que estão entregando, ou seja, as obras do deputado Manoel Mota, como a ponte sobre o rio Mampituba, a serra do Faxinal, aquelas que só existem na cabeça dele.
Agora essa é inacabada e já foi inaugurada, fizeram até uma festa. E os próprios aliados na Câmara Municipal de São João do Itaperiú estão reclamando e dizendo que não agüentam mais reclamar para o governo e não ter resposta.
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Pois não!
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - Deputado, v.exa. colocou bem, acho que temos que começar a cobrar estas falsas promessas, como a do metrô de superfície e da ponte Hercílio Luz revitalizada, aqui em Florianópolis.
A deputada Ana Paula Lima, até alertou-me agora há pouco e conversamos sobre isso também com o deputado Dionei Walter da Silva: onde estão os uniformes dos estudantes? Eu também ando pelas ruas e não vejo os estudantes com uniforme. Agora, vejo na propaganda da televisão, onde as crianças aparecem bem uniformizadas, mas nas ruas e nas escolas não vejo! Talvez eu esteja mal de vista, vou ter que consultar um oculista para mudar a minha lente, o meu grau, talvez esteja enxergando mal, porque realmente não vejo.
Talvez v.exa., que reside em Tubarão, possa nos dar a informação, porque lá pode ser que todos os estudantes estejam bem uniformizados.
Muito obrigado!
O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Deputado Antônio Carlos Vieira, é a mentira descentralizada! Eles inventam numa região que fizeram obras na outra, porque como o povo não fica circulando o tempo todo; eles pregam no norte o que fizeram no sul; pregam no oeste o que fizeram no planalto, e por aí vai. É a descentralização da mentira!
E o vereador diz o seguinte aqui na nota: "... só falta encaminhar correspondência para o bispo."
O que é que o bispo tem a ver com isso?
Diz também que encaminhou inúmeras correspondências à secretaria regional, à secretaria de Transportes e Obras, deputado Lício Silveira, e nada de resposta.
Ele conclui dizendo o seguinte: "Já vi várias obras com início e sem fim, mas é a primeira vez que vejo uma obra com término, mas sem início." Porque faltam exatamente os 500 metros iniciais, inviabilizando desta forma, deputado Dionei Walter da Silva, v.exa. que é da região, a utilização daquele equipamento público.
Então, infelizmente, a enganação continua. E continuamos aqui fazendo o nosso papel, cumprindo com o nosso dever de mostrar para Santa Catarina, com os poucos meios que temos, é verdade, porque tudo é muito controlado pelo governo, mas para mostrar para Santa Catarina, que nem tudo são flores neste governo.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)