Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Gilmar Knaesel

115ª Sessão Ordinária - 14/12/2011

O SR. DEPUTADO GILMAR KNAESEL - Sr. presidente, sras. e srs. deputados, catarinenses que estão aqui conosco, gostaria de corroborar a fala dos meus colegas no dia de hoje, porque todos têm a mesma finalidade: buscar soluções e encaminhamentos para melhorar, acima de tudo, a vida do servidor público de Santa Catarina.

Não adianta falar em Segurança Pública, em Educação sem falar das pessoas que trabalham nessas áreas. Esse avanço que estamos conquistando não é o ideal. Todos nós sabemos disso, mas é o possível. Eu tenho certeza de que será o sentimento dos próximos governantes, bem como também dos secretários.

Mas quero chamar atenção, sr. presidente e colegas deputados, de que aí está o grande problema do qual sempre fugimos, que não enxergamos ou que não fazemos nada para combater.

Estive recentemente, juntamente com o deputado Joares Ponticelli, representando a Assembleia Legislativa em Quebec, no Canadá, estado que tem o mesmo número de habitantes que Santa Catarina, ou seja, 5,8 milhões. Lá estavam discutindo, deputado Joares Ponticelli, o orçamento do estado de Quebec para o próximo ano. A economia do Canadá é menor que a do Brasil, mas estavam analisando os US$ 10 bilhões que representam o orçamento de Quebec para 2012. Enquanto isso, vamos votar daqui a pouco o Orçamento do estado para o ano que vem, que é de apenas R$ 10 bilhões.

Ainda agora um jornalista me perguntou quanto sobrará para investimento? Muito pouco! Por isso precisamos de uma reforma tributária neste país, ou seja, para tirar recursos de quem tem, do governo federal, que fica com 64% dos recursos pagos pelos brasileiros em impostos. Enquanto isso, os estados ficam com apenas 22% e os municípios com 14%. E não é culpa somente do governo do PT, não! O meu partido também já esteve na Presidência do país e não fez nada em termos de reforma tributária.

Sou servidor público de carreira, conheço a história, e quero também incluir, além dos servidores da Segurança Pública, principalmente os administrativos, os técnicos, os funcionários das 12 secretarias e fundações, que estão angustiados, que foram renegados, esquecidos, que não tiveram gratificação e que tiveram que se contentar com abonos.

Então, vamos começar um grande movimento para uma reforma tributária decente neste país!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)