8ª Sessão Ordinária - 20/02/2014
O SR. DEPUTADO SANDRO SILVA - Sr. presidente, sempre fico muito honrado quando v.exa. lembra que fui morador da zona sul de Joinville, nasci lá, moro há 38 anos lá, e realmente é uma região onde a cidade é muito viva.
Sr. presidente, quero voltar a falar no assunto que tratei aqui, na semana passada, sobre o Hospital Municipal São José. Eu liguei agora pela manhã para funcionários do hospital, porque na semana passada falamos que os funcionários fariam uma paralisação. Eles fizeram uma paralisação durante duas horas na semana passada e vêm fazendo reuniões sistemáticas, todos os dias, para discutir essa questão da quantidade excessiva de pacientes que o Hospital São José está tendo.
E foi me falado, sr. presidente, que a sala de medicação, que é uma sala exclusiva para medicar, está servindo como uma sala de internação. É uma sala por onde as pessoas passam, são medicadas e saem. Hoje, o que acontece? Na semana passada havia 59 pessoas na sala de medicação, e hoje temos 45 pessoas internadas naquela sala. Na verdade, lá está tudo misturado, porque há pacientes internados, pessoas que estão entrando em internação e pessoas sendo medicadas, todas, na mesma sala.
Então, realmente, a situação da superlotação do Hospital São José ainda está complicada. Os servidores estão fazendo o que falaram que iam fazer, atender apenas a seis pacientes durante o dia, para que a qualidade do atendimento seja apropriada para cada caso.
Então, da semana passada para cá, houve um acordo entre o Hospital São José e o Hospital Regional, para que duas salas do Hospital Regional fossem utilizadas pelo Hospital São José nas cirurgias, mas por problemas estruturais essas salas não foram utilizadas.
Então, torcemos para que o prefeito Udo Döhler e o diretor do Hospital São José consigam, num curto prazo e com a máxima urgência, fazer com que essa superlotação do Hospital São José seja resolvida, agora que já veio chuva. A culpa era da falta de água, a culpa da superlotação era do calor, essa era a desculpa que se dava antes. Agora, com chuva, com água em abundância, o calor não sendo tão excessivo na cidade, que o Hospital São José consiga melhorar o atendimento aos pacientes que vão à busca do mesmo.
Outra questão que me preocupa também, com relação a Joinville, deputado Kennedy Nunes, v.exa. que também é de lá, e com certeza muitas mães e pais estão procurando por v.exa., como também estão nos procurando, bem como os deputados Nilson Gonçalves e Darci de Matos, é a questão das vagas nos CIS. Várias famílias têm nos procurado porque não estão encontrando vagas nos CIS.
Nós temos alguns CIS em construção, uns estão desde o ano passado em construção, o ano inteiro em construção, e não conseguiram terminar. As mães precisam trabalhar, não conseguem vagas na creche para os seus filhos e não conseguem ajudar no orçamento familiar.
Nós torcemos para que em Joinville não aconteça como aconteceu em Guaramirim, ontem, em que uma mãe, deputado Dado Cherem, por não conseguir vaga na creche para o filho dela, deixou-o no gabinete para que o prefeito cuidasse.
Realmente é algo grave. As famílias precisam ter creche para deixar os filhos; a prefeitura precisa acompanhar o crescimento da população que é acelerado, por meio da construção de CEIS, qualidade da saúde, ambulatórios e assim por diante.
Quero também falar, presidente, de um projeto de lei, de minha autoria, n. 0014/2014, que obriga as empresas de transporte intermunicipal a enviar antecipadamente a lista de passageiros para a Polícia Civil e Militar. Mas que tipo de lista de passageiros? Isso se refere a um projeto ligado a torcidas organizadas em viagens para outras cidades. Primeiro, o projeto exige que as empresa tenha a lista de passageiros e envie à Polícia Militar e Civil para que essas instituições verifiquem se na lista existe algum passageiro já envolvido em confusões anteriores em brigas de torcidas. Segundo, a empresa é obrigada a informar o itinerário às Polícias Militar e Civil para que possam planejar na escolta dos torcedores.
Por que fizemos esse projeto? Porque em muitos casos, já fui testemunha assistindo a jogos de futebol, as torcidas organizadas vão a outras cidades como visitantes, logicamente, e definem onde os ônibus param. Isso aconteceu por duas vezes, a primeira, com a torcida do Avaí, que escolheu onde deixar os seus passageiros e parou no meio da muvuca, em Joinville, entrou no estacionamento já brigando com a torcida do Joinville, atirando pedras nos carros.
Então, foi uma depredação gigantesca. Por quê? Porque não comunicaram à Polícia Militar. Assim, não houve escolta, o que é necessário para que os passageiros, a empresa, os motoristas, os funcionários cheguem com segurança até o estádio. Também aconteceu com a torcida do Figueirense, quando passaram em frente à arena de Joinville, sem escolta, e a torcida adversária começou a agredir os torcedores, a jogar pedra no ônibus, inclusive quebrou o vidro do ônibus. Além disso, o motorista sentiu-se ameaçado, e os torcedores desceram do ônibus para brigar com a torcida rival.
Então, realmente é necessário que haja disciplina na chegada das torcidas organizadas para assistir à partida de seu time, para que cheguem com segurança no estádio e consigam ver o jogo de futebol com segurança e depois voltar para as suas casas com segurança.
Isso só se consegue realmente se houver organização e disciplina no que diz respeito ao envio da lista de passageiros e do itinerário que irá auxiliar, e muito, no planejamento da segurança daqueles que querem assistir a um jogo de futebol.
Muito obrigado, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DO DORADOR)