78ª Sessão Ordinária - 15/10/2008
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, demais pessoas que nos acompanham nesta sessão, especialmente servidoras e servidores públicos do estado de Santa Catarina, hoje, 15 de outubro, como já foi falado aqui, é o dia das professoras e dos professores em todo o Brasil. Nós queremos parabenizar todos os integrantes do Magistério que constroem as condições balizares para qualquer progresso humano.
Sem professoras e professores, como já citei, professor Léo Cristelli, vereador em Blumenau aqui presente, a humanidade não teria, hoje, seis bilhões de seres humanos, seis bilhões de pessoas. Se não houvesse professores, salvo um ou outro autodidata, a maioria das pessoas não saberia ler e escrever. Talvez se não houvesse professor não existiria sequer a escrita, se regredirmos um tempo na história, porque não haveria as mínimas condições para a humanidade formada por seis bilhões de seres humanos. Não haveria também seis bilhões de seres humanos por falta de condições tecnológicas para produzir as condições materiais para a sobrevivência, para o transporte, para o atendimento médico-farmacêutico, etc.
Então, o professor faz parte de uma categoria fundamental, basilar de qualquer sociedade e da sociedade brasileira, obviamente.
O Magistério luta agora pelo piso salarial de R$ 950,00; o Magistério precisa ter melhores condições de trabalho, uma jornada digna, uma jornada justa e uma carreira efetivamente decente.
Por falar nisso, eu creio que amanhã, dia 16 de outubro, por proposição do deputado Pedro Uczai, será realizada uma audiência pública na Assembléia Legislativa, às 14h, para ser discutido o piso nacional de R$ 950,00. O piso é o salário mínimo para o nível médio de 40 horas semanais dos trabalhadores. E nós aproveitamos para convidar todos os professores e as professoras para participar dessa audiência pública.
Além disso, convidamos para participar, às 16h, duas horas depois, na Praça Tancredo Neves, na frente da Assembléia Legislativa, da concentração e início de ato em defesa do serviço público. Mas não só professores e professoras, como nós também, servidores da Segurança Pública, praças da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e outros servidores da segurança; servidores técnicos administrativos e professores da Universidade Federal; previdenciários que trabalham no estado de Santa Catarina; estudantes; servidores da Saúde do nosso estado.
Estaremos concentrados na Praça Tancredo Neves para lutar em defesa do serviço público, num ato organizado pelo Movimento Unificado Contra as Privatizações - Mucap -, que está ressurgindo em Santa Catarina para evitar que na atual década os serviços sejam privatizados, porque na década passada o Mucap se organizou para evitar que as empresas fossem privatizadas, como a Telesc, que foi privatizada, como a geração da Eletrosul de energia elétrica, que foi privatizada. A Celesc não foi privatizada porque os trabalhadores do estado conseguiram resistir.
Então, o Mucap está reorganizado e amanhã realizará esse ato com todas as categorias do serviço público estadual, com outros trabalhadores, não necessariamente o serviço público, para lutar em defesa dos serviços, para impedir a continuidade da privatização dos serviços, soldado temporário, privatização dos bombeiros, cedência na Saúde, contrato de gestão e precarização do serviço em geral.
Parabéns a todos os professores e nós, servidores públicos, iremos amanhã novamente participar da luta em defesa dos serviços, em defesa do fortalecimento do serviço público e contra todas as privatizações.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)