92ª Sessão Ordinária - 14/10/2009
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente e srs. deputados, nesses oito minutos do PSDB eu gostaria de tratar de dois assuntos. O primeiro está relacionado com a nossa sigla partidária, o PSDB, que viveu, na noite de ontem, um dia especialíssimo.
Viemos da Casa d'Agronômica, onde o deputado Jorginho Mello, presidente desta Casa, está interinamente como governador do estado. Lá estavam praticamente todos os prefeitos do PSDB de Santa Catarina, vice-prefeitos, como também lideranças femininas do PSDB estadual, ocasião em que tivemos a oportunidade de fazer uma grande confraternização partidária por conta da interinidade, como já falamos, do tucano Jorginho Mello no governo do estado.
Isso denota aquilo que nós, com certeza absoluta, teremos a partir de janeiro do próximo ano, quando toma posse definitivamente no governo do estado, por todo o ano de 2010, o nosso vice-governador Leonel Pavan. Estou-me referindo a todos os tucanos de Santa Catarina que militam e acreditam na ideologia partidária, que não estão no partido apenas por estar, àqueles que estão no PSDB por acreditar na solução para este país através da social democracia, e não àqueles que não estão no partido e que sequer conhecem a sua ideologia.
Democracia plena já se sabe que não deu certo, socialismo pleno já se sabe que não deu certo, mas a mistura dessas duas ideologias eu acredito piamente que será o caminho, a ideologia do partido ao qual pertenço e que governará este estado no próximo ano; ano em que certamente teremos grandes embates em nível nacional também, porque tenho certeza e convicção absoluta de que a eleição do próximo ano estará polarizada entre os que estarão com o PT e os que estarão com o PSDB.
Acredito que todos os segmentos políticos deste país estarão polarizados com uma ou com outra ideologia, na forma de governar e de pensar. Eu espero, sinceramente, que todos aqueles que comungam da social democracia entendam que ela é a grande alternativa para o mundo, não só para o Brasil.Tenho esperança muito forte de vê-los entre nós, no próximo ano, para que consigamos uma redundante vitória.
Quero aproveitar estes três minutos, sr. presidente, para tecer também alguns comentários sobre a questão do MST.
Ontem, prestei muita atenção nas fisionomias de pessoas ligadas ao MST que estavam nesta Casa. Ainda hoje cruzei com muitas delas pelo saguão desta Casa. E fazendo um exercício de raciocínio em relação a esse movimento, tenho a impressão de que muitos dos que estavam aqui no dia de ontem, pessoas humildes, servem de massa de manobra do MST.
A massa de manobra desse movimento estava aqui. Os seus verdadeiros líderes, aqueles que estão fazendo e acontecendo neste país, não estavam aqui. E essas pessoas estavam aqui de maneira ordeira, porque foi determinado a elas que viessem aqui de forma ordeira. Foi determinado a elas que viessem aqui mostrar outra fisionomia do MST, a fisionomia das pessoas humildes, das pessoas simples, das pessoas carentes. Era essa a fisionomia que era necessário mostrar aqui, na Assembleia, e também em vários outros lugares, no decorrer desta semana, porque ficou muito mal no país inteiro a invasão naquela fazenda em São Paulo, que todos os jornais e revistas do país, assim como toda a população, repudiaram.
Eu tenho aqui a revista Época, que tem a reportagem "Nem eles têm mais paciência". Após mais uma ação ilegal e violenta, o MST é criticado até por seus defensores dentro do governo Lula. Tenho a revista Veja, desta semana, que diz assim: "MST, até quando?" É uma matéria extensa. Tenho também a revista Isto É, desta semana, que traz no seu editorial uma extensa explicação de como está o MST nos dias de hoje.
Então, essas pessoas que vi aqui no dia de ontem, e cheguei a ficar penalizado, porque são pessoas que estão sendo usadas, formam a massa de manobra do MST. São pessoas que em vez de ganhar as suas terras, em vez de estarem abrigadas, trabalhando, estão sendo manobradas, levadas de um lugar para outro. Mandam-nas para cá; mandam-nas para lá. Mas as terras que elas tanto precisam, não estão ganhando. Estão sendo, na verdade, massa de manobra.
É lamentável, sr. presidente, que acabemos, ainda, um dia, vendo o MST se transformar numa segunda Farc na América do Sul.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)