9ª Sessão Ordinária - 28/02/2007
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, deputado Dagomar Carneiro, sras. deputadas e srs. deputados, ao iniciar o meu pronunciamento, quero cumprimentar o ex-deputado, ex-presidente da Fecam, prefeito de Concórdia e ex-presidente desta Casa, Neodi Saretta, assim como também o meu querido amigo e prefeito Guinga, de Siderópolis, que visitam hoje o governo do estado e esta Casa. Sejam muito bem-vindos!
Mas eu gostaria, neste espaço que me é reservado, de comentar a delicadeza e a bravura do secretário Paulo Bauer, agora também auxiliado pelo professor Silvestre Heerdt, na secretaria da Educação.
Hoje, o estado está com a máquina enxuta e o desejo do governador é de enxugá-la ainda mais, mas os desafios são, ao mesmo tempo, muito grandes, quando falamos em educação, em saúde e em segurança.
Com relação à educação, quero dizer que temos 1.324 colégios espalhados pelo estado de Santa Catarina. Nesses colégios, no ano passado, estavam matriculados 832 mil alunos. Mais ou menos 80% dos alunos estavam matriculados nas escolas públicas e apenas 20%, aproximadamente 200 mil, estavam matriculados nas escolas particulares. E nesta semana, srs. deputados, iniciaram praticamente as aulas em todas as escolas. Digo isso porque algumas já começaram antes e raras escolas vão começar logo adiante, ou seja, amanhã, dia 1º, ou no próximo dia 5, segunda-feira.
O deputado Paulo Bauer, que já foi secretário da Educação e tem uma larga experiência tanto do ponto de vista parlamentar quanto no relacionamento com os deputados, no relacionamento com os líderes políticos de cada cidade que compõe este grande estado, também tem uma grande experiência como executivo, uma grande experiência técnica na educação, na coordenação do serviço da educação.
Srs. deputados, administrar 1.324 escolas, com mais de 26 mil funcionários públicos e 14 mil ACTs, não é fácil, porque são números tão grandes que não estamos acostumados a relacioná-los com qualquer fábrica em Santa Catarina ou no Brasil. Qual seria a fábrica deste tamanho?
Esta é a fábrica de gente que educa pessoas, quase um milhão de pessoas, e que coordena a colaboração de tantos servidores. E ainda, no meio do tiroteio de interesses políticos justos que agora este governo, que se reelegeu com o apoio de uma tríplice aliança formada por cinco ou seis partidos, enfrenta, o secretário leva no capricho duas coisas: valorizar as lideranças, valorizar os presidentes de partidos de cada regional e, ao mesmo tempo, usar como primazia a capacidade técnica desses diretores e assessores de escolas, valorizando, ao mesmo tempo, a intenção política.
No meio de tudo isso, das 1.324 escolas, ele já conseguiu nomear mais de 850 diretores. Faltam apenas uns 400 ou 500 diretores, no máximo. E por que não foram indicados? Eles não foram indicados não porque nessa escola não há indicação, mas, sim, porque há muitas indicações, e o secretário Paulo Bauer está indicando com cautela para respeitar, primeiro, a vontade política do prefeito, dos vereadores, dos presidentes de partido, e, segundo, para respeitar a segunda maior casa. A primeira maior casa é a sua casa - a maior casa é a casa da nossa família.
Hoje, nos dias atuais, nós vemos, de certa maneira, a mãe e o pai preocupados muito mais do que há 15 ou 20 anos. Hoje, a mulher trabalha muito mais do que antes. Então a criança de agora está, de certa maneira, durante o dia, ou sob o olhar da professora, no colégio, estudando e fazendo trabalhos, ou em casa sozinha. E estando sozinha, ela pode estar sendo ocupada inadequadamente.
A escola, srs. deputados e sras. deputadas, é, na verdade, a segunda casa da criança. E à medida que os pais precisam trabalhar, devido a sua condição de vida, enfim, vários fatores acontecem que fazem com que eles trabalhem fora, a presença deles é cada vez menor. As crianças são entretidas muito mais pela televisão, por desenhos, por vídeo game em casa do que pelo pai e a mãe. Por esse motivo que a figura da escola é cada vez mais importante.
Por isso queremos manifestar aqui, sr. presidente, o nosso apoio à secretaria da Educação, ao deputado Paulo Bauer, ao Silvestre Heerdt, e a todos os gerentes de educação, que são 36 espalhados por este estado e que estão auxiliando o secretário da Educação, que estão auxiliando os 36 secretários regionais. Eu sei que a intenção deles é fazer com que a escola pública tenha boa qualidade e seja até melhor do que a escola particular; que a escola pública seja tão boa como a nossa casa; que a escola pública seja um local de referência tão bom quanto é a igreja que ele vai nos finais de semana.
Então esse tripé família, escola e igreja é muito necessário. E tenho certeza de que, com a ação sapiente do secretário Paulo Bauer, a ação de todos os colaboradores, dos secretários regionais, e se tiver a colaboração dos pais, através das APPs, teremos uma escola cada vez melhor. E ela precisa estar cada vez melhor!
Aqui há um detalhe: é claro que de 1.324 escolas, se houver quatro ou cinco que não estejam funcionando direito, isso não significa nada. É muito, mas percentualmente é um número pequeno, apesar de o secretário querer que 100% funcionem - ele, o governador e todos nós queremos! E certamente isso acontecerá com a colaboração do secretário, das famílias e dos pais.
Ao mesmo tempo, pedimos também a compreensão agora, nos primeiros dias do ano letivo, para que o secretário possa nomear todos os diretores, considerando, naturalmente, as indicações políticas, mas, principalmente, as indicações técnicas, para que a nossa escola seja a extensão da nossa casa.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)