68ª Sessão Ordinária - 05/09/2007
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, sras. deputados e srs. deputados, servidores deste Poder Legislativo, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, demais pessoas que nos acompanham nesta sessão.
Gostaria ainda de voltar à questão anterior a respeito do caráter do movimento grevista dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Santa Catarina e prosseguir na leitura da pauta de reivindicações daqueles trabalhadores, para não ficar a versão de que é um bando de vadios que estão fazendo greve porque não gostam de trabalhar, ou porque querem subverter a realidade da instituição que, com certeza, eles amam e admiram muito mais do que se imagina.
Os pontos de reivindicação que considerei, arbitrariamente, mais importantes são:
(Passa a ler.)
"1. Por concursos públicos que garantam o atendimento digno da população na UFSC, e contratação imediata dos já concursados;
2. Pelo fim das terceirizações e contratos temporários de trabalho na UFSC;
3. Pela paridade de direitos entre os trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas da UFSC;
4. Em defesa do direito de greve e contra a criminalização dos movimentos da comunidade universitária e sociedade em geral;
5. Pela realização de eleições diretas, com voto universal, em todos os níveis e instâncias da UFSC;
6. Por uma política de comunicação transparente e democrática na UFSC;
7. Pela igualdade e representação entre as categorias nos órgãos deliberativos centrais da UFSC;
8. Contra a proposta de Fundação Estatal de Direito Privado para o HU e para outros setores da universidade, da educação e do serviço público;
9. Contra a privatização da UFSC por dentro, motivada pela atuação das fundações nela existentes;
10. Contra o corte de rubricas salariais dos trabalhadores;
11. Contra o assédio moral, com a organização de um fórum conjunto da comunidade universitária para receber denúncias e solucionar conflitos;
12. Contra a política de cursos pagos na UFSC;
13. Contra a contratação de bolsistas na condição de substitutos dos trabalhadores concursados."
Agora vou ler alguns pontos da demanda dos estudantes.
(Passa a ler.)
"1. Bolsa de trabalho igual, pelo menos, ao salário mínimo." Contratam estudantes para substituir servidores e pagam menos de um salário mínimo;
"2. Contratação de professores." Porque há gente sem aula por falta de professor;
"3. Abertura da 3ª ala do Restaurante Universitário;
4. Construção de moradia estudantil;
5. Contra a privatização por dentro da universidade;
6. Representação paritária nas diversas instâncias entre professores, servidores e estudantes;
7. Mais recursos para a educação e menos superávit primário."
Então, essa é a pauta do movimento universitário, absolutamente legítimo, de interesse público e que, portanto, precisa ser respondida por parte do governo federal para que haja negociação.
Esse é o elemento que está colocado na Universidade Federal de Santa Catarina. É importante que saibamos dessa realidade para poder ajudar a defender, porque com certeza é de interesse público, é do interesse da sociedade e do conjunto de todos os jovens, seja do campo ou da cidade, de todos os trabalhadores e da população em geral, e não apenas dos estudantes que estão na universidade, dos professores e dos técnicos.
Quero anunciar ainda, sras. deputadas e srs. deputados, com bastante orgulho e satisfação, que a minha cidade natal, Imbuia, completará 45 anos no dia 10 de setembro, próxima segunda-feira. Quero dedicar, desde já, um abraço bastante grande, bastante entusiasmado a todos os cidadãos de Imbuia.
E fico triste de saber, pois li na imprensa na última semana, que Imbuia foi um dos 103 municípios que diminuíram de tamanho nos últimos 11 anos, por conta da política imposta pelos governos centrais, estaduais e municipais de deixar que a população rural fique sem perspectiva de permanecer na sua cidade.
Este é o nosso pronunciamento! E queremos dizer que estaremos na cidade de Imbuia na segunda-feira e que apoiaremos aqui políticas para evitar o êxodo rural que continua, sim, na nossa sociedade, no nosso estado.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)