Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Lício Mauro da Silveira

47ª Sessão Ordinária - 01/06/2010

O SR. DEPUTADO LÍCIO MAURO DA SILVEIRA - Sra. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, antes de adentrar ao assunto, só quero dar um recado à Fundação Catarinense de Educação Especial, a uma determinada diretora, não sei qual é o seu nome, mas saberei daqui a pouco, que simplesmente, através do deputado Antônio Aguiar, impediu que viesse uma pessoa aqui falar dez minutos sobre a situação da fundação, que está numa situação caótica, grave, irresponsável; um triunvirato que dirige aquilo sem condições de fazer gestão, uma irresponsabilidade total. Como ela não vai ter oportunidade, uma vez que o líder não assinando a pessoa deixa de ter a responsabilidade, estou propondo que seja realizada, à tarde, uma audiência pública, com a comissão de Educação, Cultura e Desporto, para tratar desse assunto. É grave a situação daquela fundação! E se não der de fazer essa sessão, eu vou fazer aqui uma novela: vou me pronunciar dez vezes sobre essa fundação, sobre a má gestão e sobre os indícios de corrupção!

Mas o meu assunto hoje, sra. presidente, é outro. Quero falar sobre um tema que assombra não somente a sociedade catarinense, como toda a sociedade brasileira, que é o crack. A droga está sendo cada vez mais consumida e está destruindo milhares de vidas e de famílias em todo o país. Precisamos conscientizar a população sobre os riscos e malefícios desse maldito crack. Precisamos ter políticas de tratamento para os usuários e de apoio aos familiares, além de tudo, um processo de educação firme e atuante.

Feito isso, peço a gentileza de projetar um filme. Peço escusas, antecipadamente, se algumas cenas não são adequadas. Eu acho adequadas, mas às vezes...

(Procede-se à apresentação do filme.)

Esse é um pequeno filme que mostra uma parte das consequências do uso dessa maldita droga, e pensamos em levar isso à Presidência da Casa, para que a Assembleia Legislativa se engaje como instituição combatendo a utilização do crack, logicamente envolvendo outras entidades como a TV Barriga-Verde, a RBS, a nossa TVAL, a Rádio Alesc Digital, para atuarmos de uma forma mais frequente nas escolas.

Podemos montar outro áudio, diferente desse que está aí. Esse foi feito com grande esforço pela minha equipe, na qual se destacaram duas pessoas, a Luciana e a Patrícia. Elas pesquisaram esse assunto por mais de 20 dias para encontrar essas imagens que às vezes são chocantes, mas temos que agir assim mesmo, haja vista que isso faz com que não esqueçamos esse grave problema pelo qual todos passam.

E, de acordo com os dados da secretaria da Segurança do nosso estado, o número de jovens viciados em crack é cada vez maior, e por ser uma droga mais acessível, atinge a maioria dos jovens de baixa renda. Isso não quer dizer que outros jovens estão fora desse processo. Pelo contrário, muitos jovens de classe média estão dentro desse processo.

Esse cachimbinho foi encontrado aqui atrás da Assembleia. Interessante que é uma peça de uma chave de automóvel, onde se verifica como é utilizado o instrumento. Também usam lata de cerveja, piteira e o diabo a quatro.

Segundo especialistas, uma vez inalado, o crack ataca imediatamente o sistema nervoso, deixando a pessoa em estado de euforia. Porém, a partir do momento em que o usuário não tem mais a droga, um sentimento de violência é aflorado.

É nesse sentido, então, que o perigo do crack vai além do alto grau de dependência física. E Santa Catarina está entre os três estados brasileiros com a maior rentabilidade no comércio do crack, segundo os dados da Polícia de Repressão à Entorpecente do Departamento de Polícia Federal em Brasília.

A proposição para o presidente desta Casa, como já falei no início, seria uma ação integrada, independentemente desta Casa, mas interando com outras campanhas, como a do Grupo RBS, TVBV, TVAL, Rede Record, SBT, entre outros, de tal modo que possamos minimizar essa situação de enorme gravidade que vem atravessando a nossa população, principalmente a juventude.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)