Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Dirceu Dresch

2ª Sessão Ordinária - 05/02/2015

O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Quero saudar todos os meus colegas deputados e deputadas, as pessoas que nos acompanham pela TVAL e pela Rádio Alesc Digital e os visitantes.

Sr. presidente, quero, neste primeiro pronunciamento desta nova legislatura, receber, com muita alegria, os nossos estreantes deputados que estão vindo, com certeza, com grande expectativa para esta Casa.

Claro que as coisas aqui também não são tão fáceis, não é, deputado Silvio Dreveck? Nós, que estamos já há algum tempo nesta Casa, sabemos que muita coisa que gostaríamos que acontecesse, pois lutamos para representar os anseios do povo, muitas vezes fica na gaveta por muito tempo ou quando é aprovada aqui é vetada pelo governador.

Então, estamos aqui retomando esta nova Legislatura com muita determinação. Quanto aos anseios, aos pedidos, aos apelos das pessoas pelo estado afora que encontramos no dia a dia, aos nossos apoiadores diretos que apostam em nosso trabalho, em nossa liderança, temos muita expectativa sobre tudo isso.

Eu acompanhava inclusive atentamente a fala do governador e fiz uma imagem, uma retrospectiva, dos outros anos, dos três anos em que estive aqui, no primeiro dia legislativo, e senti muita boa vontade até do governador falando sobre vários temas. E lembro-me da fala dele há quatro anos, quando ele se referia especialmente à segurança pública e à saúde fez o mesmo discurso. Portanto, vamos estar aqui atentos a tudo isso. Estaremos aqui cobrando, representando essas pessoas, a sociedade catarinense, como quando estive no dia 23 de janeiro, à tarde, lá em Caibi, onde estiveram mais de mil pessoas reunidas, na praça, fazendo um apelo para nós, e o próprio prefeito Dilair Menin fazia para mim, ao deputado Mauro de Nadal, à deputada Luciane Carminatti, ao deputado federal Valdir Colatto para que o representássemos, trouxéssemos para cá e pedíssemos à Assembleia Legislativa ir lá naquele município fazer uma audiência pública. E nós nos comprometemos, em praça pública, na frente de praticamente mil pessoas, que vamos discutir esse tema. Mas temos um limite, o Legislativo tem esse limite de representar, de cobrar para que o nosso trabalho também não perca a credibilidade.

Então, também queremos fazer um grande esforço representando aqui os anseios do povo catarinense, mesmo como legislativo. Muitas vezes falamos aqui, lutamos aqui, aprovamos moções, requerimentos, projetos, e do lado de lá não se faz nada para concretizar este sonho dos catarinenses, esta luta do nosso Parlamento.

Então, mesmo tendo tudo isso presente, vamos continuar insistindo na nossa luta.

Recebemos, srs. deputados, sras. deputadas, todos os dias, quatro, cinco ligações de pessoas que estão há um ano, dois anos, na fila para fazer uma cirurgia. Inclusive, recebi uma ligação de um amigo meu, de São Bento, na semana passada, que me dizia que o Hospital de São Bento está há algum tempo sem fazer cirurgias eletivas.

Como fica esse povo? O que esse povo pensa dos deputados que eles elegeram? O que fazem os deputados? E não é um movimento que vem da nossa parte. Inclusive, houve denúncias, algum tempo atrás, de alguns gabinetes, infelizmente, que forçam fila, inclusive cobrando para colocar gente na frente da fila.

Nós precisamos atender a todo povo catarinense, porque este Parlamento, como dizia um colega meu, ontem, aqui na tribuna, quando estreou, não representamos mais só os nossos eleitores, representa o povo catarinense. Por isso, não podemos trabalhar só pelos nossos eleitores, como infelizmente muita gente faz; temos que trabalhar pelo conjunto, para que todos que estão na fila sejam beneficiados.

Esse é o nosso grande desafio na Saúde, na Educação, na Segurança, ou seja, os grandes apelos do povo catarinense.

Temos que cuidar da Previdência! Nós estamos cometendo, na minha avaliação, alguns equívocos de projetos, quando discutimos o teto salarial. Como vamos cuidar da Previdência daquela pessoa que precisa daquele dinheirinho depois que se aposenta, para poder tocar a sua vida depois que a aposentadoria acontece?

Precisamos cuidar da infraestrutura, que é um apelo dos catarinenses, tanto em nível de estado, quanto em nível federal, das obras, das rodovias, pois são muitas rodovias estaduais em condições lamentáveis. Precisamos cuidar das rodovias federais que estão pautadas, como a BR-282, especialmente hoje, quando o pior trajeto é de Pinhalzinho a São Miguel d'Oeste.

Conduzo a coordenação da Frente Parlamentar. E felizmente estamos começando a avançar no tema das ferrovias do nosso estado, e tantos outros temas da infraestrutura, como os nossos aeroportos e outros.

Quanto à agricultura familiar, desde o primeiro mandato, discutimos aqui quase que diariamente os desafios da produção de alimentos, um dos setores estratégicos no desenvolvimento do nosso estado, especialmente do grande oeste, do meio-oeste, que hoje têm sido um grande celeiro de produção de alimentos no nosso estado.

Sobre esse tema falei com o secretário empossado agora, o secretário Moacir Sopelsa, nosso colega deputado, dessa luta do problema do leite no oeste. E temos um apelo dos nossos agricultores para fazer alguma coisa para ajudá-los nesta, infelizmente, crise que se provocou, principalmente por inclusão de químicos e produtos tóxicos no nosso leite catarinense.

Além disso, a nossa caminhada traz uma grande demanda para esta Casa novamente, porque já coordenamos o Fórum Parlamentar da Micro e Pequena Empresa. São desafios dos nossos microempreendedores, das nossas microempresas construir políticas públicas para esse setor.

Para terminar, gostaria de falar do debate do piso mínimo catarinense, um dos principais projetos que esta Casa já aprovou, criando o piso mínimo catarinense de 2009. Felizmente, a nossa mesa de negociação continua funcionando, entre trabalhadores, sindicatos, federações e o setor empresarial em Santa Catarina. E pela informação, pelos textos que recebemos, já há um acordo para a aprovação do piso entre as partes. Agora, este Parlamento e o governo do estado têm um papel importante em mandar, o mais rápido possível, o fruto desse acordo para esta Casa, para podermos aprovar. Tem o sentimento e um pedido dos trabalhadores, pois hoje são mais de um milhão de trabalhadores catarinenses que têm benefício direto do piso catarinense.

Estamos na expectativa de que o governador mande esse projeto logo, que ele chegue para esta Casa e nós possamos contribuir com tantos trabalhadores e trabalhadoras catarinenses que hoje já se beneficiam com essa importante lei que fizemos, em 2009, criando o piso mínimo catarinense.

É isso, sr. presidente, que queremos registrar, ou seja, alguns dos grandes desafios que temos para 2015.

Ontem, fiz uma passagem muito breve por Brasília, acompanhando a situação da Câmara, do Senado, da política brasileira e catarinense, pois sabemos que a sociedade exige muita seriedade. Muita gente acredita ainda na política brasileira, em nós, políticos, mas depende de nós agilizarmos os projetos, aprová-los e especialmente cobrar do Executivo os grandes desafios e apelos que a sociedade traz no dia a dia.

Não é com discurso, com fala bonita, que as coisas acontecem. É lá, na prática, definindo, decidindo e ajudando a melhorar a vida do cidadão e da cidadã catarinense. Portanto, estamos assumindo com responsabilidade esta nova Legislatura, discutindo os grandes temas que preocupam o povo de Santa Catarina.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)