96ª Sessão Ordinária - 02/12/2003
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. Presidente, Srs. Deputados e amigos da nossa terra querida e amada, Joinville, que estão visitando a nossa Casa, há pouco o Deputado João Rodrigues falava da injustiça que era cometida contra a sua pessoa, quando um Promotor ou um Procurador de Justiça, se não estou enganado, de Chapecó, acabou fazendo acusações levianas contra a sua pessoa e criando um sério problema de credibilidade àquele Deputado.
E eu escutava atentamente o Deputado João Rodrigues e ficava com os meus botões pensando quantos de nós, muitas vezes, acabamos por ser difamados através da imprensa, sem que a pessoa que lança as acusações tenha qualquer respaldo, qualquer sentimento de entendimento em relação ao Deputado.
Refiro-me a isso porque na semana passada, no jornal A Notícia, alguém resolveu também jogar para fora todas as suas frustrações, todas as suas tristezas, sentimento de inveja, é uma mistura de revolta pessoal, colocando toda a culpa em cima deste Deputado, falando as coisas mais absurdas sobre a minha pessoa, inclusive dizendo que tenho a cara de pau de receber o meu salário de Deputado na Assembléia sem sequer aparecer aqui.
É uma coisa que primeiro demonstra a total e a absoluta ignorância do cidadão em relação à minha pessoa, porque se sintonizar na TVAL, que tem no Estado inteiro através de TV a Cabo, certamente vai me ver aqui, porque estou trabalhando.
Segundo, não assiste nem o meu programa de rádio e nem o meu programa de televisão. Questionava ele, naquela sua carta ao jornal, como é que eu poderia estar na Assembléia Legislativa se, diariamente, estou fazendo o meu programa de rádio e televisão em Joinville. Não tenho como estar nos dois lugares, por isso como é que posso ter a cara de pau de receber o meu salário de Deputado.
O cidadão nem sequer assiste ao meu programa de rádio, muito menos ao meu programa de televisão. E até foi bom, porque tem um monte de joinvilenses aqui me assistindo no dia de hoje que sabem que quando estou em Florianópolis eu gravo, na parte da manhã, umas duas, três horas antes, o meu programa de televisão. E faço ao vivo o meu programa de rádio, porque tem um estúdio pequeno em Florianópolis, diretamente para Joinville, com uma escuta lá. Converso com o meu ouvinte, entrevisto quem precisa, tudo isso ao vivo, diretamente aqui de Florianópolis.
Portanto, sempre estou presente na Casa. Faço parte da Mesa Diretora, sou o Segundo vice-Presidente da Casa, e não falto com as minhas obrigações, pois se fizer isso, estarei faltando com as pessoas que votaram em mim.
Tenho que trabalhar aqui e defender os interesses da minha região. E fico extremamente amargurado quando vejo alguém, levado pela inveja, pela mágoa e pela raiva, usar um espaço de jornal para atacar um Parlamentar pura e simplesmente porque não vai com a cara dele.
Por isso, entendi perfeitamente, Deputado João Rodrigues, a sua revolta quando há pouco também desabafou e até desafiou aquele cidadão que não sei se é Promotor ou Procurador de Justiça na cidade de Chapecó. V.Exa. fez muito bem. Leve-o às barras dos tribunais para que ele tenha consciência da sua responsabilidade como homem público que é.
O Sr. Deputado João Rodrigues - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Pois não!
O Sr. Deputado João Rodrigues - Apenas gostaríamos de ser solidários com V.Exa. Pensamos que temos que começar a rever as posições aqui em Santa Catarina, principalmente nós, que somos homens de imprensa. A imprensa tem que avaliar melhor as suas publicações, porque é muito fácil jogar um travesseiro de pena de cima de um prédio e depois sair catando pena a pena para provar que é uma pessoa idônea. E quando você prova, já não adianta mais, pois o seu nome fica estampado nos jornais como sendo um cidadão desonesto.
Então, quero ser solidário com V.Exa., já que também num passado recente acabou sendo vítima de uma ação desta natureza. Penso que nós, Deputados, que não temos o rabo preso com ninguém, temos que começar a bater de frente. Os homens covardes acham uma desculpa; os honrados e honestos enfrentam o problema de frente e partem para o desafio.
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Só para complementar este assunto, quero dizer que o cidadão se referiu a minha pessoa dizendo que já estou no segundo mandato e não faço nada. Quem entende um pouquinho de computador, sabe que é tão fácil acessar a minha página aqui na Internet aqui da Assembléia. Lá está exposto todo o meu trabalho, todos os meus projetos e todas as reivindicações que faço em nome de Joinville para quem tiver vontade de ver. E isso demonstra que aquele cidadão, no mínimo, ignora qualquer atividade minha, seja ela pessoal, profissional ou política.
A Sra. Deputada Odete de Jesus - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Pois não!
A Sra. Deputada Odete de Jesus - Deputado, o tema que V.Exa. aborda é muito importante para a sociedade catarinense. Eu quero também contribuir com o discurso de V.Exa., dizendo que um cidadão honrado, trabalhador, pai de família da cidade de Blumenau, Sr. Aldonir José Borges, perdeu seus documentos. E um preso foragido do presídio achou e estava usando esses documentos quando matou uma senhora. E este cidadão honrado, que não tinha nada com isso, foi preso e cumpriu pena por dois anos. Inclusive, foi até torturado e humilhado. Os colegas de escola diziam para seu filho: "Seu pai é bandido, é assassino". A vizinhança toda descriminou a família. A mulher estava grávida na época e o marido foi despedido do emprego.
Estou levando este tema para a Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais aqui desta Casa, da qual eu sou Presidente, para que os Deputados membros possam dar o seu parecer. E nós queremos resposta. Não podemos deixar que um cidadão honrado e trabalhador fique nesta situação. A honra desta pessoa tem que ser ressarcida!
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Muito obrigado, Deputada, pela sua participação.
Quem me conhece, sabe do trabalho que desenvolvo. Não sou um Deputado de grandes obras, não sou um Deputado de asfaltamento, não sou um Deputado de construções. Eu advogo a causa das pessoas humildes, tenho um vínculo muito forte com entidades filantrópicas. E este meu trabalho vem de longa data, muito antes de ser Vereador pela primeira vez.
E aqui nesta Casa dou continuidade a esse trabalho. É só pegarem o meu jornal de trabalho ou qualquer coisa que diga respeito a minha vida, que todos terão uma idéia do quanto eu, o Deputado Nilson Gonçalves, trabalho neste segmento.
A Sra. Deputada Simone Schramm - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Pois não!
A Sra. Deputada Simone Schramm - Gostaria de me solidarizar com V.Exa., sabendo da sua atividade aqui na Assembléia legislativa.
Como viemos da região Norte, talvez fique um pouco abstrata a nossa atuação frente a este Poder. Por isso, ficamos satisfeitas em ver hoje os nossos conterrâneos aqui visitando-nos e vendo o que é o dia-a-dia de um Parlamentar que vem aqui defender os interesses também da região Norte.
Muito obrigada!
(Palmas)
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Estamos em casa hoje porque a nossa Joinville está aqui presente. Estou sentindo um calor bem mais forte.
O Sr. Deputado Joares Ponticelli - V.Exa. nos concede um aparte?
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Pois não!
O Sr. Deputado Joares Ponticelli - Deputado, tive a oportunidade de conviver na outra Legislatura com V.Exa. Eu era o Líder do Governo e V.Exa. integrava a base, e de fato tenho uma admiração muito grande pelo seu trabalho, pela sua dedicação, pela sua determinação e pelas posições firmes em todos os momentos.
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Muito obrigado, Deputado Joares Ponticelli.
Quero deixar registrada na Casa não só a minha revolta, mas também a de inúmeras pessoas desempregadas no Município de Joinville. Quando vão procurar emprego e fazem o cadastro na empresa, esta faz uma verificação e vê que o cidadão está com o nome no Ceproc. Daí ele acaba não conseguindo o emprego, porque está com o nome sujo. E como é que ele vai pagar as contas, se não consegue um emprego para trabalhar?
Uma série de empresas de RH em Joinville estão usando desse artifício. Não é admissível uma coisa dessas! Um cidadão vai procurar emprego e, como o nome dele está sujo, não consegue trabalhar. Quando é que ele vai pagar as suas contas? Esta é a pergunta que quero deixar registrada!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)