17ª Sessão Ordinária - 31/03/2005
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, amigos que nos assistem e imprensa falada, escrita e televisionada, graças a Deus a audiência pública solicitada por esta Deputada sobre o surto da doença de Chagas, realizada na última terça-feira, obteve muito sucesso.
Graças a Deus nós temos uma Casa Legislativa que está preocupada com a saúde pública. Hoje, as páginas do jornal Diário Catarinense trazem o nome de pessoas que, preocupadas também com a saúde pública, já estão-se dirigindo para cá, juntamente com o pessoal da Secretaria da Saúde, pois estão unidos para combater esta doença maldita que leva pessoas ao óbito.
Já conseguimos descobrir que o barbeiro foi encontrado no Município de Penha. Na página 27 do Diário Catarinense de hoje há uma manchete que diz o seguinte: "Força-tarefa encontra o barbeiro".
Então, segundo informações, a Anvisa estará dando todo o apoio e orientando os vendedores de caldo-de-cana, porque primeiro se orienta para depois cobrar. Assim, eles receberão orientações com relação à higiene dos materiais, para que voltem a reabrir o seu comércio e a vender o caldo-de-cana que as pessoas tanto gostam de beber, já que é um produto energético que traz vigor à saúde da população.
Portanto, isso já nos tranqüiliza. Também sabemos que não há nenhum problema com os sucos que nós compramos, porque eles passam por um processo de pasteurização. Mas, mesmo assim, as investigações continuam, porque em Belém, do Pará, há problemas com o açaí.
Srs. Deputados, hoje esta Deputada traz a esta Casa um outro fato gravíssimo. Inclusive, ontem eu tentei conversar por telefone com o Secretário de Estado da Saúde, o nosso Colega Eduardo Cherem, mas não consegui localizá-lo devido aos seus compromissos, pois ele trabalha bastante, não pára.
Conversei, ontem, com um casal que tinha uns 50 anos de idade. No meio da conversa, a senhora me disse que estava com os pés inchados - e tratava-se de uma senhora de família distinta. Perguntei o que tinha havido e ela me respondeu que tinha passado a noite toda no hospital segurando as mãos da sua filha, que estava com febre alta. Então, logo perguntei o que tinha havido e ela me respondeu que a sua filha, que trabalha no TRE, estava grávida e que tinha estourado a bolsa, ontem. Imediatamente indaguei: "Ontem? E ela já foi atendida?!" Ela me respondeu que não tinha sido atendida, ainda!
Sr. Deputados, quando atendi aquele casal, ontem, já eram 16h45min. Sr. Deputado Presidente da Comissão de Saúde, preste bastante atenção porque eu vou levar este assunto para debate na próxima reunião da nossa Comissão de Saúde. Isto é grave e V.Exa., como Presidente da Comissão, tem que tomar conhecimento dos fatos que estão ocorrendo! Imediatamente eu telefonei para o hospital e a telefonista me disse que naquele momento havia um único médico lá que estava fazendo uma cesária. Eu disse: "Quero conversar com alguém desse hospital"!
Eu não vou dar agora, aqui, o nome do hospital, mas na Comissão eu vou dizer! E vejam o seguinte, Srs. Deputados: depois que eu liguei, imediatamente eles foram atender a mulher. Já havia passado 24 horas e todos sabem que quando a bolsa de uma mulher grávida se rompe, ela tem de ser atendida imediatamente! Não sou formada em Medicina, mas já sou mãe e avó e por isso sei que isso pode causar uma infecção e a morte de uma mulher.
Sr. Presidente, Deputado Julio Garcia, daí é que foram fazer a ultra-sonografia, daí é que aquela mulher foi para a mesa de parto. E o que aconteceu? Não é preciso nem dizer, Deputado Pedro Baldissera. A criança estava morta!
Srs. Deputados, o nosso Secretário de Estado da Saúde tem o maior interesse de que as coisas andem - ele trabalha bastante e acha que está tudo certo, que está tudo bem. O nosso Governador Luiz Henrique da Silveira não sabe desses fatos que estão acontecendo! Eu irei passar um relatório para o Governador Luiz Henrique da Silveira para que tome conhecimento porque ele, como Governador, atende os Municípios com os mais diversos tipos de problemas e acha que está tudo bem.
Agora, quero dizer algumas coisas para a Dona Carmem, da Secretaria de Estado da Saúde: "Dona Carmem, como assessora do nosso Secretário de Estado da Saúde, Eduardo Cherem, cabe à senhora ver como estão as coisas, verificar se os materiais e os equipamentos estão bons! A senhora está desonrando a mulher catarinense, Dona Carmem! A senhora está desonrando as três Deputadas desta Casa Legislativa, Dona Carmem! No final do mês, Dona Carmem, o seu bom salário estará na sua conta bancária, e a senhora receberá o dinheiro dos impostos que todos nós pagamos, que a dona-de-casa paga! Dona Carmem, a senhora não está aí para esquentar a cadeira, mas para fiscalizar, olhar e cuidar da saúde das pessoas!
Eu gostaria também de dizer para a Dona Carmem da Secretaria de Estado da Saúde o seguinte: que pena. É bom quando se tem uma boa assessoria ...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
O SR. PRESIDENTE (Deputado Julio Garcia) Faz soar a campainha) - V.Exa. dispõe de mais trinta segundos para concluir seu pronunciamento.
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Eu irei continuar o meu pronunciamento, Sr. Presidente, na terça-feira. Vou levar este caso para debate na Comissão de Saúde, à qual eu pertenço, e na Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais, de Amparo à Família e à Mulher, à qual também eu pertenço, porque as coisas não podem mais continuar desta maneira, Dona Carmem!
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)