Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputada Professora Odete de Jesus

7ª Sessão Ordinária - 07/03/2006

A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Sr. presidente, deputado Julio Garcia, sras. deputadas, srs. deputados, platéia que hoje nos honra com sua presença, funcionários desta Casa Legislativa, amigos que nos acompanham e imprensa falada, escrita, televisionada, no ano passado, preocupada com problemas de nível mundial, nós nos reunimos, na sala da presidência, com o secretário Moacir Sopelsa e sua assessoria para discutir o problema da febre aftosa e da gripe aviária. Esta deputada pediu, inclusive, que o governo do estado investisse em campanhas publicitárias de esclarecimento à população sobre esse assunto, porque ela precisa ser bem informada para que não paire nenhuma dúvida. As pessoas já vivem preocupadas, com muitos problemas e agora há essa peste que está avançando em nível mundial. Eu pedi, então, que o governo investisse em campanhas publicitárias.

Estava lendo há pouco a matéria do famoso jornalista Moacir Pereira, que salienta que o governo do estado começa a cogitar até uma ampla campanha de esclarecimento à população catarinense, em ação conjunta com as secretarias da Agricultura e da Saúde, com a participação ativa da agroindústria. Graças a Deus, que bom! Em outubro já havíamos solicitado que houvesse esse esclarecimento e agora, felizmente, a população terá acesso a ele.

Gostaria de parabenizar o Diário Catarinense que publicou, no domingo, uma matéria muito bem feita de esclarecimento à população! Parabéns a esse jornal que, mais uma vez, provou a sua capacidade e a sua preocupação com a população catarinense.

Sr. presidente, estou dando entrada, nesta Casa, a uma indicação - que daqui a pouco será lida na Ordem do Dia - para que o governo do estado e o secretário de estado da Saúde tomem medidas urgentes para prevenir, viabilizar e disponibilizar a distribuição gratuita do medicamento preventivo antiviral contra a gripe aviária aos produtores de frango, criadores domésticos e trabalhadores em geral no setor, inclusive seus familiares, crianças e idosos que tenham contato permanente ou próximo com os aviários, as granjas.

Então, o nosso presidente, deputado Julio Garcia, irá ler esta nossa solicitação na qual peço medidas urgentes ao sr. secretário da Saúde para que esses criadores de aves, as crianças e os idosos tenham esse privilégio e recebam esses medicamentos preventivos, porque, como a minha mãe sempre dizia, é melhor prevenir do que remediar.

Agora, srs. parlamentares, essa matéria do Diário Catarinense, que está muito explicada e na qual foi utilizada uma metodologia espetacular para esclarecer a população catarinense, deveria ser veiculada em outros meios de comunicação porque esse jornal, com todo o seu conteúdo, com todo o seu esclarecimento, só irá atingir 3,5% dos catarinenses, já que nem todas as pessoas têm dinheiro para comprar o jornal todos os dias. Mas à televisão, elas assistem todos os dias!

Assim, como a nossa sugestão, já no final de outubro, foi para o governo do estado esclarecer a população, por que não aproveitar esse conteúdo maravilhoso, bem explicado, para que a mãe, a dona-de-casa e o trabalhador tenham acesso a ele?! Muitas pessoas que trabalham nos aviários estão preocupadas e vieram procurar-me. Então, as pessoas têm que ter acesso a essas informações. A sugestão desta deputada é que, nas escolas, os professores tenham uma cartilha, porque é a criança que leva para casa as informações aos pais. Como eles trabalham, muitas vezes estão desinformados, e a criança é uma transmissora de conhecimentos e de informações.

Portanto, chamo a atenção do secretário da Saúde para que as crianças tenham uma cartilha informativa, de esclarecimentos, tendo, como sugestão, o histórico de como surgiu o vírus H5N1 - supõe-se que tenha sido através das codornas - e explicando que as penas dos frangos podem conter o vírus, espalhando-se pelos aviários; que a contaminação pode ocorrer através de respingos, de secreções das aves selvagens, além das fezes e assim por diante; que o solo poderá estar contaminado e atingir maior número de aves; que os caminhões de transporte de frangos e até as roupas dos funcionários podem estar contaminados; que as aeronaves que nós usamos também podem estar contaminadas, e assim por diante.

Então, eu tenho a seguinte opinião: como professora, penso que seria muito importante que nós, formadores de opinião, informadores e esclarecedores, pudéssemos levar a todos os lares esses esclarecimentos.

Eu gostaria de perguntar aqui, sr. presidente - estou-me baseando no Diário Catarinense porque o conteúdo está muito bom: as pombas e as garças, comuns em cidades como Florianópolis, podem transmitir a doença? Pessoas que mantiverem contato permanente, e estando muito próximas a pombas eventualmente infectadas, poderão contrair o vírus? A pomba, por onde passa, deixa muitas fezes, muita sujeira!

Sr. presidente, muito obrigada pelo espaço!

(SEM REVISÃO DA ORADORA)