Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

1ª Sessão Ordinária - 04/02/2009

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Obrigado sr. presidente.

Quero parabenizar v.exa., assim como todos os membros da Mesa, pela eleição e posse no último domingo, por consenso dos 40 deputados desta Casa.

Quero cumprimentar os demais deputados e deputadas, público que nos acompanha nesta sessão e telespectadores da TVAL. Hoje é o primeiro dia de debates efetivos neste Parlamento, quando estamos retornando ao trabalho. Para nós não houve um único dia de descanso, nem no Natal e nem no Ano-Novo, pois continuamos peleando, atravessamos 2008 para 2009 na mesma balada.

Quero começar falando de uma nota, de uma matéria publicada no Diário Catarinense de hoje, uma frase dita pelo próprio governador ao referido jornal no dia de ontem à tarde, pelo que entendi, aqui neste Parlamento, dizendo que não negocia mais com os praças ou com aqueles praças que estavam aqui, como se isso fosse uma novidade. Não há novidade nenhuma nisso, pois o governador Luiz Henrique, no seu segundo mandato, não negociou com nenhuma categoria do serviço público e muito menos com a Aprasc. Ele, pessoalmente, não recebeu nenhuma entidade representativa do servidor público neste segundo mandato, que já está no terceiro ano. Passamos da metade do segundo mandato e o governador não negociou com nenhuma categoria. Os praças estão há três anos com os salários congelados. E aí o governo tem dito nos últimos meses que não negocia mais, como se estivesse falando alguma novidade, porque no segundo mandato ele não negociou absolutamente nada.

Temos reivindicado de todas as formas, através de ofício, de reuniões com o secretário, de tentativas de diálogo com o governador, de assembléia e de manifestos. E aí quando há uma manifestação mais forte, mais contundente ele diz que não negocia mais com a categoria. Olha, pois já não estava mais negociando, por isso o movimento e a nossa angústia.

Estamos desde o dia 7 de janeiro em vigília em sete cidades de Santa Catarina, aqui em Florianópolis, em Lages, em Chapecó, em São Miguel d'Oeste e ainda esta semana vamos inaugurar a vigília em outras duas cidades importantes do estado de Santa Catarina. Os praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, suas esposas e familiares estão vigilantes 24 horas por dia mantendo acesa a chama das reivindicações dos policiais e bombeiros de Santa Catarina e ao mesmo tempo protestando contra toda tentativa de coerção, de perseguição aos policiais e bombeiros honestos e valentes que estão há três anos com seus salários congelados e que no mês de novembro, esgotando-se a paciência por completo, junto com esposas e familiares, paralisaram as atividades normais de policiamento pelo menos na metade do território catarinense.

O governador falou aqui ontem da liderança de Santa Catarina em vários aspectos, mas não falou da questão salarial. Até porque os salários dos policiais e bombeiros de Santa Catarina, deputado Silvio Dreveck, perdem para os salários dos policiais e bombeiros do Piauí e o governador diz que o estado é líder em tantas coisas, mas tem o 21º pior salário para polícias e bombeiros.

Nós queremos voltar a falar dessas lideranças todas que Santa Catarina adquiriu, até porque as pessoas que estavam aqui ontem saíram me perguntando onde era este país? Onde ficava esse país de tantas maravilhas, de tantas belezas e de tantas lideranças, pois eles querem morar nele.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)