48ª Sessão Ordinária - 02/06/2010
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente e srs. deputados, telespectadores da TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital, quero anunciar que realizamos ontem, no centro da capital, o lançamento da nossa pré-candidatura ao governo do estado, com a intenção de firmar uma candidatura própria do PDT.
Foi um evento bonito, com a participação de cerca de 400 pessoas, a maioria lideranças, populares do espaço sindical, estudantes, movimentos sociais em geral, pequenos empresários, comunidade científica.
Lideranças políticas, especialmente do PDT, vieram de diversas regiões do estado de Santa Catarina marcar presença. Inclusive, comunistas, socialistas, trabalhistas, anarquistas, católicos e evangélicos. Isso mostra a diversidade que compõe o conjunto da base da sociedade catarinense. Sim, a base da sociedade catarinense esteve presente no ato de lançamento da nossa pré-candidatura
Esse é o método com o qual queremos fazer política, ou seja, trabalhando, discutindo a construção da própria candidatura com as bases da sociedade catarinense. Estamos cansados de ver os outros partidos fazerem atos dessa natureza e colocando na mesa pelo menos um ou, de preferência, vários grandes empresários para ganhar destaque na mídia, para dizerem que a campanha é forte, que tem estrutura, e com isso querem dizer dinheiro. Outros tomam banho de água de cheiro e enchem a cara de sorrisos para abraçar os grandes empresários.
Não dá para citar porque inexiste uma pré-candidatura entre os grandes partidos que possa dizer que é das classes trabalhadoras e da base da sociedade. Por quê? Justamente porque todo mundo acostumou-se a conviver com a ideia de que é possível administrar o estado em aliança ou em conivência com os grandes empresários, com os monopólios que, na verdade, fazem o estado refém dos seus interesses econômicos, em prejuízo da maioria da população e do fortalecimento do serviço público.
Nós queremos apresentar uma alternativa popular da classe trabalhadora, dos servidores públicos em especial, das pessoas que vivem do esforço do seu próprio trabalho, do suor do seu próprio rosto. Queremos reacender a chama da boa política, que é feita pela capacidade e pela força das pessoas que vivem do esforço do próprio trabalho e que não exploram ninguém para sobreviver. Não acreditamos, aliás, refugamos, rejeitamos a tese de que a nossa classe, a base da sociedade catarinense, é incapaz de administrar o estado. Entendemos justamente o contrário, ou seja, a nossa classe, aqueles que vivem porque trabalham, a classe que tudo produz, tudo distribui, tudo organiza e tudo administra, pode tudo governar. Não acreditamos, pelo contrário, achamos um erro subordinar o interesse, o rumo, o futuro do estado aos interesses dos monopólios empresariais, porque está aí justamente o cerne dos principais problemas da sociedade catarinense. E pretendemos alterar tudo isso em conjunto com a classe trabalhadora!
Muito obrigado.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)