85ª Sessão Ordinária - 06/10/2010
O SR. DEPUTADO GILMAR KNAESEL - Quero cumprimentar o nosso presidente desta sessão, deputado Jailson Lima, saudar todos os senhores deputados, as sras. deputadas, a imprensa e todos os nossos telespectadores da TVAL.
É meu momento de subir à tribuna e agradecer aos honrados 49.390 catarinenses que me deram o voto para que eu possa estar na Assembleia Legislativa para o meu sexto mandato consecutivo. A começar pela minha cidade, Pomerode, que mais uma vez me deu uma expressiva votação, quase 60% dos votos válidos. Isso mostra, acima de tudo, o carinho e a parceria dos nossos concidadãos pomerodenses. Orgulho-me muito de ser nato e também representá-los ao longo dessa história.
Da mesma forma gostaria de agradecer aos meus amigos que me acompanham tanto tempo nessa jornada, aos eleitores partidários, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, lideranças do meu partido, ao PSDB, que também me apoiou em inúmeras cidades, mas também de forma muito especial o carinho dos familiares que sempre estão ao nosso lado nos momentos difíceis de uma caminhada política.
Essa eleição, como todas as eleições, tem a sua própria história. Nós, do PSDB, trabalhamos ao longo dos últimos anos para termos nessa eleição um espaço para uma candidatura a governador. E o nosso líder maior, o nosso governador Leonel Pavan, era o nosso candidato a candidato. Trabalhamos isso nas bases e nas lideranças do partido, mas cada eleição tem a sua história e o seu momento. E não tendo essa candidatura, nós, por maioria, optamos por participar da tríplice aliança, ou da polialiança, liderada pelo então senador Raimundo Colombo, o nosso candidato a governador, hoje governador eleito, e pelo vice-governador eleito. E contou também com um espaço do PSDB, liderado por Paulo Bauer, como nosso candidato ao Senado, com Dalírio Beber, como nosso primeiro suplente, com Luiz Henrique e com a nossa chapa na proporcional a federal e estadual participando também da coligação.
A nossa resposta está aí: o PSDB elegeu seis deputados estaduais, dois deputados federais, um senador da República e um primeiro suplente. Portanto, foi significativa essa representação na política catarinense.
Nós haveremos de estar aqui, no Parlamento, em defesa, acima de tudo, dos interesses dos catarinenses, mas também dos interesses do nosso partido, o PSDB.
Volto a dizer que cada eleição tem o seu momento e a sua história. Acredito que dentro dessas possibilidades o PSDB saiu fortalecido e, na continuidade, haveremos de estar unidos para os embates políticos, administrativos e para dar a nossa participação, deputado Antônio Ceron, como demos ao governo Luiz Henrique, nos últimos oito anos.
Temos falado muito que, na verdade, não é um projeto apenas do PSDB, mas, sim, de todos aqueles que acreditam na verdadeira política, na democracia política. E haveremos de respaldar agora no segundo turno o nosso candidato a presidente, José Serra.
Apesar de tudo aquilo que se falava durante a campanha eleitoral, ou seja, que não haveria segundo turno, que a eleição já estava decidida, que nem Deus tiraria e eleição da candidata, hoje vemos que a realidade é outra, que o quadro está mudando, e mudando em todos os setores da sociedade.
O que estamos sentindo no nosso estado é uma movimentação espontânea, porque exauriu, deputado Antônio Ceron, o processo demagógico do presidente Lula. Cansou ao eleitor essa falácia fácil e muitas vezes até mentirosa, no sentido de querer mostrar que o Brasil só mudou e só melhorou graças à sua gestão.
Na verdade, deputado Dado Cherem, as mudanças profundas deste país - e aos poucos os brasileiros e os catarinenses estão vendo a verdade - começaram no governo do PSDB de Fernando Henrique Cardoso, quando se construiu a base da democracia, quando se construiu a base da economia, quando se construiu a base dos programas sociais neste país. Isso aos poucos está sendo colocado e a verdade haverá, agora no segundo turno, de ser mostrada e de prevalecer.
É isso que nós queremos agora, numa ampla frente catarinense, e não apenas do PSDB e do Democratas, que estamos juntos na chapa majoritária, mas, sim, dos grandes setores do PMDB, do Partido Verde do nosso estado, dos demais partidos políticos, principalmente daquele eleitor que ainda acredita que é possível haver mudanças no nosso país.
Na reforma política, e que aqui foi colocada, não se fez nada. Muito pelo contrário, atrapalhou-se. Decisões de última hora, deputado Elizeu Mattos, mudaram as regras do jogo para facilitar ou ajudar alguém. Essa foi a grande verdade!
Da mesma forma, cito a reforma do pacto federativo, que nós defendemos. E aqui temos várias pessoas que já falaram sobre isso. Não é possível mais continuarmos com esse centralismo, como um poder centralizado, como existe, hoje, em que 64% da carga tributária ficam na mão do governo federal e só atendem àquele que está aliado, fazendo a política do beija mão.
Então, todas essas mudanças vão acontecer, sim, através do voto livre nesse segundo turno. E estaremos juntos nessa grande caminhada liderada por todos aqueles que sabem que precisa haver mais mudanças neste país, a começar até pelo próprio pacto federativo.
Acima de tudo, quero cumprimentar todos os colegas deputados e as deputadas que conseguiram a sua reeleição ou a sua eleição para deputado federal ou para outros caminhos que buscaram.
Gostaríamos de dizer que nós, que estamos na vida política, somos sobreviventes. Já dizia o dito popular de alguns filósofos políticos que em toda eleição nós buscamos a nossa sobrevida, a nossa sobrevivência. E nós, que a alcançamos, temos que agradecer aos nossos eleitores. Mas devo dizer que eu, pessoalmente, vou sentir falta de um velho companheiro aqui nesta Casa, o deputado Reno Caramori, que está aqui há cinco mandatos trabalhando, dedicando-se à causa política e à causa pública. V.Exa., deputado, realmente não merecia o destino das urnas. Mas o seu trabalho foi feito, e a consciência fica com aquele que não honrou o seu voto com v.exa. Eu conheço a sua história. Chegamos aqui juntos em 1991 para o nosso primeiro mandato e já temos cinco mandatos consecutivos. Mas quem sabe lá na segunda fase dessa legislatura v.exa. poderá estar de volta, porque o Parlamento catarinense precisa de políticos como v.exa., com certeza.
Então, quero deixar os meus sentimentos de tristeza por v.exa. não ter alcançado a reeleição. Mas tenha certeza de que a sua vida política ainda haverá de continuar.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)