Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Valmir Comin

87ª Sessão Ordinária - 12/11/2008

O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sr. presidente, srs. deputados, faço uso da tribuna na tarde de hoje, para tecer comentário sobre uma matéria que pude ler no Diário do Sul, que diz o seguinte:

(Passa a ler)

"Irmã Enedina comunica afastamento do HNSC

Tubarão - O Hospital Nossa Senhora da Conceição passará por mudanças na administração a partir de janeiro de 2009. A irmã Enedina Sacheti, atual diretora da instituição, assumirá ao lado da irmã Rita Fambömel (diretora do Colégio São José) e mais quatro religiosas, a coordenação da Província Coração de Jesus e da Sociedade Divina Providência, em Florianópolis.

De acordo com a irmã Enedina, a idéia é formar um grupo administrativo que possa acompanhar mais de perto os projetos, as obras (hospitais e escolas) e dar auxílio às equipes responsáveis por essas entidades.

'Antes quatro irmãs prestavam assistência às obras. Sempre recebi convites para estar junto a essa equipe. Mas eu sempre pensei que não era o momento, eu não queria sair de Tubarão, onde estou há 21 anos, porque tenho uma missão aqui', conta.

No entanto, segundo ela, o momento agora é propício à aceitação. 'Está tudo bem encaminhado aqui e, na verdade, eu não vou deixar o hospital completamente. Não será uma ausência permanente, e sim periódica. Estarei sempre na cidade, acompanhando as reformas, os projetos e investimentos no hospital. Nada vai parar, nada vai mudar', garante.

A Província Coração de Jesus é a personalidade jurídica que cuida da administração das 30 comunidades religiosas, compostas por 202 irmãs, em vários pontos do estado. Elas são responsáveis por quatro colégios (em Blumenau, Joinville, Laguna e Tubarão) e quatro hospitais (Blumenau, Jaraguá do Sul, Tijucas e Tubarão), que formam a Sociedade Divina Providência.

'Até o dia 28 de janeiro ficaremos em Tubarão. Depois, eu e a irmã Rita passaremos a morar em Florianópolis. Antes, faremos uma reunião e definiremos quem irá nos substituir (a mim no hospital e a ela, no colégio). Estou estudando as possibilidades para chegar à melhor conclusão: se traremos alguém de fora ou se nomearemos alguém que já está conosco,' diz.

Justificativa - (Que ela coloca à sociedade, não só de Tubarão, mas de toda a Amurel) Há 50 anos abraçando a causa religiosa, na Congregação das Irmãs da Divina Providência, a irmã Enedina agradece aos tubaronenses (e a todo o povo do sul) pelos anos em que ficou na cidade e justifica mais uma vez a sua decisão. 'Entrei na congregação para servir a Deus, onde Ele me chamasse. Agora Ele me chama para servir nesse novo trabalho. A voz Dele e de todas as irmãs era de que eu desse o meu sim. Não tinha argumentos para dizer não.'"[sic]

Fiz questão de relatar aqui essa escrita num gesto de agradecimento e em homenagem a essa guerreira, irmã Enedina, que, nos momentos mais difíceis, em que as pessoas são acometidas de enfermidades, de doenças inesperadas, com seu gesto nobre, as suas mãos acolhedoras sempre abraçaram e abrigaram milhares de cidadãos catarinenses, de maneira especial de Tubarão e do sul do estado.Por isso a nossa forma de agradecimento.

Outro assunto que passo a relatar é com relação a um setor muito importante para o fortalecimento da economia sul-catarinense, situado basicamente na região carbonífera, no sul do estado.

(Passa a ler.)

"O setor carbonífero pretende fechar o ano com resultados positivos. A estimativa é de que a indústria obtenha crescimento de 15% na produção em relação ao ano passado. Números impulsionados pelo aumento da cota do carvão, repassada para a Usina Termelétrica Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo, serviram para registrar o aumento durante 2008. Para o próximo ano, a previsão é de que os números da extração se mantenham no mesmo patamar de 2007. 'Já temos contratadas 2.25 milhões de toneladas de carvão para 2009', revelou o secretário do Sindicato da Indústria de Extração do Carvão de Santa Catarina, Fernando Zancan.

O aumento no consumo de carvão utilizado para gerar energia no complexo Jorge Lacerda obrigou a compra do minério extraído no Rio Grande do Sul, porque a produção catarinense não comportava a situação exigida. Hoje, os estoques na Jorge Lacerda estão em torno de 300 mil toneladas, total que é produzido mensalmente pelas carboníferas da região. 'Hoje já há um estoque, mas tudo muito diferente de anos anteriores, quando chegava a ficar acumulado até um milhão de toneladas', explicou Zancan.

O setor tem projetos de expansão. Cinco novas frentes de trabalho estão abertas ou já têm projeto avançado. Uma está localizada no município de Lauro Müller, com a Carbonífera Belluno; três são da Carbonífera Rio Deserto: a Mina 101, denominada Mina Santa Cruz; a Novo Horizonte, no bairro Renascer, em Criciúma; e a Cruz de Malta, no município de Treviso. A Cooperminas também está abrindo um novo plano inclinado, melhorando o acesso à frente de trabalho, que hoje está a quatro quilômetros da entrada da mina.

O futuro para o setor carbonífero surge como positivo. Embora o mundo passe por uma crise, parece que ela passará às margens do setor. O governo brasileiro já deu demonstrações de que pretende investir mais no ramo. 'Um sinal de que a política do carvão será retomada vem com o retorno da pesquisa geológica, melhorando o conhecimento e a produtividade', ponderou o secretário executivo.

Novas tecnologias para a exploração do minério são estudadas. De acordo com Zancan, o Centro Tecnológico de Carvão Limpo (CTCL), que está sendo construído na nossa querida escola SATC, tem como objetivo buscar novas tecnologias para a indústria carbonífera."

Sempre temos colocado aqui, presidente, a importância desse segmento na economia do estado de Santa Catarina e da nação, porque temos, hoje, no país, em torno de 32 bilhões de toneladas auferidas pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral. E precisamos fazer com que essa tecnologia - hoje investida em países de primeiro mundo há mais de 60 anos, há cinco, seis décadas - venha a ser colocada à disposição do cenário nacional e, de uma maneira especial, aqui em Santa Catarina.

Precisamos agregar valor ao nosso produto, e com essa capacidade de carvão que temos estocado no subsolo catarinense temos condições de gerar energia aqui e transmiti-la até o sudeste de São Paulo. No momento em que corremos um sério risco de apagão nós próximos dois, três anos, realmente há uma necessidade premente de investimentos nesse segmento.

A falta de uma política para a matriz energética do carvão é que resultou nessa situação que nós estamos vivenciando nos tempos de hoje. Para uma exploração racional, uma exploração inovadora, com tecnologias modernas, com beneficiamento de circuitos fechados, com a estocagem dos rejeitos sólidos adequados, nós precisamos de investimento no setor de geração de energia.

E com o potencial que temos, há a possibilidade de instalar-se três grandes usinas: uma no município de Lauro Müller, outra no município de Treviso - projeto, inclusive, já com os estudos de viabilidade econômica e o EIA/Rima já viabilizado -, e outra, no projeto, entre Criciúma e Maracajá.

Com isso, com certeza, estaremos agregando valor ao produto e qualidade de vida, bem como gerando milhares de empregos a esses jovens que necessitam tanto de uma oportunidade digna de trabalho.

Era isto, sr. presidente e srs. deputados, que tínhamos a dizer!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)