14ª Sessão Ordinária - 15/03/1999
O SR. DEPUTADO AFONSO SPANIOL - Sr. Presidente e Srs. Deputados, o primeiro assunto que me traz a esta tribuna nesta segunda-feira diz respeito ao fato do meu nome ter sido incluído na coluna do jornal A Notícia, o que quero desmentir categoricamente, e que leva o seguinte título: "Deputado articula novo Partido em Santa Catarina."
A coluna é de autoria do jornalista Cláudio Prisco Paraíso, na qual está estampada uma foto minha como sendo integrante de um Partido novo.
Então, quero deixar muito claro que não falei com nenhum jornalista sobre este assunto e que no momento não pretendo trocar de sigla, não pretendo sair do meu Partido, o PDT.
Nós iniciamos uma série de reuniões pelo Estado. O PDT luta por condições para se redemocratizar. Então, quero fazer este registro para dizer, de forma muito clara, que não estou entre esses Deputados aqui elencados e que estariam formando um Partido novo em Santa Catarina.
Srs. Deputados, o segundo assunto que quero abordar é que no último sábado, em Iporã do Oeste, participamos do 1º Seminário Regional sobre a Produção e Comercialização de Leite daquela região.
A microrregião do Extremo Oeste de Santa Catarina, a Ameosc, é hoje, sem dúvida, a maior bacia leiteira de todo o Estado de Santa Catarina. É formada por pequenos Municípios, num total de 24 Municípios, formando uma população de duzentos e cinco mil duzentos e oitenta e oito habitantes, dentre os quais 66% ainda constituem a população rural e apenas 33% a população urbana. Portanto, 2/3 ainda permanecem no campo.
Hoje, aqueles Municípios, aquela microrregião tem um gado leiteiro formado por mais de oitenta e quatro mil vacas e produz cento e cinqüenta e três milhões de litros de leite por ano. Uma produção média de 5,7 litros de leite/vaca por dia, ainda é muito inferior.
Se fizermos um comparativo com os países do Primeiro Mundo, como os Estados Unidos, onde se produz mais de dez mil litros de leite de vaca por ano, e os Municípios da região da Ameosc, como Itapiranga, São João do Oeste, Tunápolis, onde a produção média de leite, que é a mais alta, está em torno de dois mil e quinhentos litros/vaca por ano, vamos ficar muito atrás. No entanto, isso deve ser motivo para nós continuarmos a incentivar os produtores de leite, porque só assim cresceremos, melhoraremos e expandiremos a produtividade, a competitividade nesses Municípios.
Mas, Srs. Deputados, no sábado recebemos um elenco de reivindicações do setor leiteiro no Extremo Oeste Catarinense. Não vou ter mais tempo de ler todas essas reivindicações que serão remitidas às respectivas autoridades, mas, enfim, o que eles pedem, em resumo, é uma atenção do Governo do Estado para o setor leiteiro, para essa bacia de leite que está se tornando cada vez mais um fator de renda para o nosso agricultor. E além daquela região produzir aves, suínos, cereais, hoje está começando a plantar laranja e limão - a Cooperativa Aurora está instalando uma fábrica de cítricos. O leite também está representando para o pequeno agricultor dessa região, a cada dia que passa, uma renda a mais.
Numa outra oportunidade nós vamos nos ater às reivindicações, aos pedidos justos que esta comunidade, que esses Municípios estão fazendo...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)