Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

52ª Sessão Ordinária - 14/06/2011

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, caros colegas deputados, professoras e professores aqui presentes na tarde de hoje e demais pessoas que nos acompanham pela TVAL e pela Rádio Alesc Digital.

Quero, como já fiz no microfone de apartes, noticiar o triste falecimento do nosso companheiro Luiz Carlos Brunel Alves, proprietário da Lanchonete PG de Capivari de Baixo. Ele foi vice-prefeito da cidade, candidato a prefeito em 2008 e também candidato a deputado estadual na eleição de 2010, de forma que o mandato que estamos exercendo aqui é também por conta da votação e do trabalho daquele companheiro que será velado na sua cidade, no final da tarde de hoje.

Sr. presidente, quero fazer referência à liberdade dos bombeiros militares que ficaram presos durante uma semana no Rio de Janeiro e agora foram soltos, postos em liberdade, via um habeas corpus impetrado na última sexta-feira. Houve uma manifestação a favor dos bombeiros na praia de Copacabana, no último domingo, com mais de 30 mil pessoas vestindo roupas vermelhas, para simbolizar o Corpo de Bombeiros.

(Palmas das galerias)

Foi uma demonstração de solidariedade, como a das professoras e professores, que também aprovaram uma moção de apoio aos bombeiros militares na última assembléia-geral.

A Aprasc esteve presente, evidentemente, representada pelo seu vice-presidente, o companheiro J. Costa, junto com outros três companheiros também da diretoria.

Gostaria de dizer que eles estão soltos justamente pelo apoio que a sociedade lhes deu, pela determinação da própria categoria, dos praças da Polícia Militar e pelo conjunto de pessoas de diversos partidos, diversas organizações sociais e populares que no Rio de Janeiro e pelo Brasil afora manifestaram solidariedade aos bombeiros militares cariocas, que têm o pior salário do Brasil, apesar de ser um estado que tem a segunda maior arrecadação.

A reivindicação dos bombeiros cariocas é por um piso de R$ 2 mil e vale transporte, o que é absolutamente justo e necessário para profissionais que trabalham em qualquer lugar do mundo, especialmente numa cidade como o Rio de Janeiro.

Quero cumprimentar e parabenizar o pessoal do Magistério que está novamente aqui, nesta tarde. Quero dizer da nossa satisfação e emoção, inclusive, por ter tido a oportunidade de acompanhar as assembleias que contaram com mais de dez mil pessoas desde o início da greve. A última assembleia, na tarde da última quinta-feira, na Passarela Nego Quirido, lotou o espaço. Havia mais gente do que num desfile de carnaval. A Passarela Nego Quirido, em Florianópolis, que é, com certeza, a maior do estado, estava lotada de professoras e professores de todo o estado, inclusive da cidade de Imbuia, que é a minha cidade natal, que tem seis mil habitantes e de onde veio um ônibus com mestres de todas as cores partidárias. É bom que se diga que o colégio estadual de Imbuia também está em greve. No último sábado, inclusive, as professoras me cobraram que eu deveria ligar para a rádio da cidade e deixar uma mensagem de apoio à greve.

No que se refere à negociação, ela caminhou, mas infelizmente empacou, emperrou. O acerto, que parecia tão próximo, não aconteceu. Parece-me que basta apenas que o governo garanta que não haverá perda na regência de classe, nenhuma perda de direitos para que a greve termine com a vitória não somente dos professores, mas também do estado e da Educação de Santa Catarina.

Professores, parabéns pela greve, parabéns pela força, pela unidade, porque é uma bela demonstração de que a educação precisa ser tratada com mais respeito na sociedade brasileira.

Muito obrigado!

(Palmas das galerias)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)