Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

6ª Sessão Ordinária - 20/02/2013

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas e demais pessoas que nos acompanham na tarde desta quarta-feira, telespectadores da TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital, quero me reportar a um assunto que vem ainda do ano passado.

No ano passado, ainda, durante a greve dos trabalhadores da Saúde, em determinado dia eu disse nesta tribuna que alguns dos chamados formadores de opinião, apresentadores de programa de televisão, editorialistas, colunistas, alguns, deles, emitiram opinião com respeito àquela greve, àquele movimento e àquele momento difícil na sociedade catarinense contra a greve, reproduzindo discurso do palácio do governo ou de setores muito específicos do palácio, inclusive nem era discurso do governo, no seu conjunto, como se fosse uma opinião isenta, imparcial, quando, na verdade, alguns deles, repito, tinham e ainda têm cargos comissionados nas estruturas de Poder. E, inclusive, neste Poder.

Eu nem pensei numa certa pessoa, mas parece-me que ela se sentiu ofendida. Vejamos o que ela falou e começou a falar. A greve terminou no dia 21, a Assembleia Legislativa encerrou seus trabalhos, se não me engano, no dia 19 ou dia 17, e vejam o que aconteceu no dia 21 de dezembro e nos dias seguintes. E vem até hoje essa situação.

Queria que os srs. parlamentares prestassem atenção neste pronunciamento, nessas frases, porque tem a ver com o conjunto da administração deste Poder aqui.

Peço à assessoria que exiba um vídeo.

(Procede-se à apresentação de vídeo.)

Queria agradecer por essa exposição, essa apresentação que durou dois dias. Mas em outros dias esse cidadão, usando os meios de comunicação, que é uma concessão pública, tem feito ataques absolutamente gratuitos e de forma muito dirigida contra este parlamentar. Ele imagina que quando eu disse que tem formador de opinião em cargo comissionado, estava me referindo a ele, mas nem era ele, não citei nome algum, muito menos o dele. Só que eu acertei, eu mirei, deputado Dirceu Dresch, no gavião que estava no galho do angico e pegou meio enviesado, ricocheteou e pegou, parece, um passarinho menor no pasto, perto do banhado. E aí esse ataque gratuito para cima deste deputado. E esta semana ou na semana passada esse jornalista andou falando do auxílio-moradia deste deputado, como se não tivesse 40 deputados nesta Casa e 60 desembargadores ali. E por aí afora vai.

Quero dizer para todo mundo, em primeiro lugar, o seguinte: a minha companheira, a minha esposa Edileusa Garcia Fortuna, diretora do SindSaúde, dirigente sindical, responde por ela, aliás, responde muito bem, é autônoma, independente, uma mulher que merece o aplauso de muita gente e não a crítica gratuita e barata de um qualquer.

A Aprasc não é cabide de emprego. Ela tem 12 mil filiados e dois funcionários. Dois funcionários para 12 mil filiados. O nosso gabinete tem exatamente a mesma estrutura que os outros 39 gabinetes. E Roberto Salum sabe disso. Dos 180 mil que ele falou, dos outros não sei nem me interessa saber! Do nosso sobra dinheiro. E no ano passado, inclusive, sobrou e ficou, evidentemente, nos cofres da Assembleia Legislativa.

Um cidadão comissionado nesta Casa Legislativa, na Mesa Diretora, que até dezembro do ano passado, durante vários anos, estava numa certa diretoria administrativa, e está agora no comissionado desde 1º de fevereiro, no colegiado de bancadas, usar de um meio de comunicação que é uma concessão pública? Ele está aqui comissionado para não dar ponto na Polícia Civil, onde é servidor.

Então, os funcionários de cada um dos nossos gabinetes podem e devem sair catando nos outros gabinetes e levando ao público, através dos meios de comunicação...

Essa é uma questão que precisa ser tomada, porque vir para frente de um canal de televisão, que, repito, é uma concessão pública do sr. Petrelli, com falsos moralismos, é hipocrisia.

O nosso mandato responde por ele. O Sindicato da Saúde responde por si. A Aprasc responde por si e tem dois funcionários. Falou por quê? Porque eu era presidente da Aprasc até novembro. E em dezembro ele ainda não sabia que eu não era mais!

Como policial civil, deveria se preocupar com a representação da sua categoria. Ele disse que a Aprasc não serve para nada. Mas quem tem que dizer se serve ou não são os praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Fui eleito pela minha categoria duas vezes e por um conjunto de outros trabalhadores. Não tenho rabo preso absolutamente com ninguém! Não recebi um tostão de nenhum empresário, muito menos fui acariciado por alguém que apresente programa de televisão há 12 anos em mordomias, diz o cidadão.

Faz seis anos que estava preso por denunciar certas iniquidades na segurança pública de Santa Catarina. E, aliás, esta tribuna tem sido instrumento de denúncias permanentes nesses seis anos que estou aqui.

Então, se o Roberto Salum ou outro jornalista acham que sou o pior deputado, não tem problema. Essa é a opinião pessoal deles! E, aliás, a opinião pessoal deles interessa muito pouco para a minha gente. Há outros motivos pelos quais o Salum critica este parlamentar, mas, infelizmente, não sobra tempo para expor sobre o assunto desta tribuna. Quem sabe, se valer a pena, no futuro.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)