65ª Sessão Ordinária - 13/06/2012
A SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA - Muito obrigada, sr. presidente.
Novamente, srs. parlamentares, temos a visita nesta Casa de 35 aposentados da cidade de Blumenau, juntamente com o presidente da Associação de Aposentados, Pensionistas e Idosos, sr. Hildo Mário de Novaes, que está com esses senhores e senhoras, e também o presidente da Federação Catarinense de Aposentados e Pensionistas, sr. Iburici Fernandes. Já os saudei, e eles estão acompanhando a sessão na tarde desta quarta-feira.
Sejam muito bem-vindos a esta Casa do Povo!
Sr. presidente, o deputado Jailson Lima hoje já falou sobre saúde, e o meu assunto também é a saúde.
Sou enfermeira de profissão, e o que me está causando uma preocupação muito grande... E reporto-me ao ano de 2008, quando vivenciamos uma tragédia anunciada, qual seja, os desastres naturais em Santa Catarina, srs. parlamentares.
Naquela época, reportando-me ao ano de 2008, eu, na minha cidade de Blumenau, ouvia a rádio e a rádio dizia à população: "Calma população, calma, senhores e senhoras, porque não vai dar enchente em Blumenau."
Eu estava assustada, porque gato escaldado tem medo de água fria. Sou moradora daquela cidade, crio os meus filhos lá, a minha família mora lá. E com o nível de chuvas em 22, 23 de novembro, já estava preocupada com o anúncio da rádio.
Essa preocupação vem acontecendo novamente, mas em relação a outro tema, ao da saúde. Estou preocupada com o número elevado de notificações de pessoas portadoras do vírus H1N1 da gripe A, não somente com as pessoas que foram diagnosticadas, mas com as pessoas que foram mortas devido ao contágio dessa gripe. E a minha pergunta é a seguinte: O que está faltando? Acho que está faltando prevenção no município de Blumenau.
Essa palavra deve ser observada pela administração da minha cidade. Recordo-me, como falei antes, da catástrofe de 2008, quando falavam que não ia dar enchente. E agora é a mesma coisa com a questão da gripe. Naquela época, a tragédia castigou Blumenau em 2008, e mais uma tragédia está castigando a nossa cidade, que é a questão da gripe A, do vírus H1N1.
É uma situação lamentável, srs. parlamentares e público que nos assiste pela TVAL. Lamento que essa tragédia esteja envolvendo a área da saúde. E isso merece realmente uma atenção especial, porque a situação é especial.
A população precisa confiar nas ações desenvolvidas e nas ações que precisam ser empreendidas para que a doença não avance ainda mais.
Temos pessoas morrendo por causa do vírus H1N1; temos pessoas doentes e internadas por causa da gripe A.
Vacinaram as crianças e os idosos. E agora as pessoas que possuem doenças crônicas estão sendo vacinadas também. Mas quem está morrendo na cidade de Blumenau e na região do vale de Itajaí são pessoas que não estão no grupo de risco. Hoje mesmo um jovem de 29 anos morreu na cidade de Blumenau, no Hospital Santo Antônio, por causa da gripe.
Então, a preocupação com isso também me levou a fazer uma indicação ao governador do estado e ao secretário de estado da Saúde, ao ministério da Saúde e também à nossa ministra Ideli Salvatti, ao presidente do Fórum Catarinense, deputado federal Décio Lima, para agirmos em conjunto nessa tragédia anunciada, que é a questão da gripe A.
Já informamos ao secretário de estado da Saúde, sr. Dalmo, na semana passada, de que precisamos de mais vacinas em Blumenau, porque o número de casos é maior naquela região. Mas ele falou que não havia mais vacina. Mas existem ações em Blumenau de empresas e do diretório central dos estudantes. Eles estão comprando vacinas para vacinar a população. E por que não há uma medida mais emergencial? Por que não proteger a nossa gente que está sofrendo, alarmada inclusive com essa preocupação?
Hoje eu comentava com o deputado Volnei Morastoni e com os técnicos da secretaria de estado da Saúde que talvez em Blumenau estejamos fazendo o diagnóstico tardio. Será que os postos de saúde em Blumenau estão preparados? Será que a equipe de enfermagem está preparada para diagnosticar se é gripe comum ou gripe A? Será que os postos de saúde de Blumenau não podem fazer uma medida preventiva, atendendo até as 22h, inclusive nos finais de semana, e orientando a população de que além da vacina pode-se prevenir a gripe A com algumas ações, como a lavagem das mãos, como num simples resfriado procurar um médico em 48h? Será que esses médicos estão atendendo à população adequadamente?
Ontem assistia nos jornais que a Vila Germânica está superlotada de pessoas esperando atendimento médico, todas gripadas. O diagnóstico tardio é morte certa. E se há diagnóstico de sintomas de gripe A, por que então não podemos medicar a população com tamiflu, uma medicação que cura e inibe a gripe A, o vírus H1N1?
O que está faltando mais acontecer em Blumenau ou na região do médio vale do Itajaí para termos a ação das autoridades responsáveis por essa área, que são os secretários municipais, os prefeitos, o secretário de estado da Saúde, o governador, não descartando também o ministério da Saúde? Quantas mortes haverá ainda? Quantas pessoas vão morrer para as autoridades responsáveis tomarem uma providência?
Não basta apenas fazer uma propaganda milionária e dizer que a nossa cidade é a melhor para se viver, e é, precisamos também de propaganda de prevenção da gripe. A população está alarmada e quer informações. A pessoa que está com gripe corre o risco ou não de ter o vírus H1N1?
É lamentável mais essa morte. Houve 37 casos e dez mortes apenas na região do vale do Itajaí. Santa Catarina é menor do que o Paraná e o Rio Grande do Sul em área territorial e em população, mas 88% dos casos de gripe A estão neste estado. E a população reclamando, não sabe se vai para o hospital ou para o posto de saúde.
Diante da gravidade desse problema protocolamos uma indicação a ser enviada ao governador do estado, ao secretário da Saúde, para que possam fazer ações mais efetivas na região onde há um alto índice.
Espero que não tenhamos mais óbitos. Espero prevenção. Espero que o nosso governante de Blumenau possa fazer ações mais eficazes de orientação; que possam através dos meios de comunicação orientar o nosso povo.
Quais são os sintomas da gripe? O que difere da gripe comum? Quais as maneiras de contágio? Qual a forma de prevenção, além das vacinas necessárias? Porque os que estão indo a óbito em nossa cidade são pessoas que não estão no grupo de risco. São jovens acima de 20 anos até a idade de quase 50 anos que estão morrendo; não foram vacinados, não tiveram o diagnóstico preventivo para tomarem a medicação e não irem a óbito.
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)