61ª Sessão Ordinária - 15/06/1999
O SR. DEPUTADO JORGINHO MELLO - Sr. Presidente e Srs. Deputados, fiz parte da Comissão Especial que viajou a Brasília para tratar do Besc, composta pelos Deputados Jorginho Mello, Herneus de Nadal, Wilson Wan-Dall, Ivan Ranzolin, que foi representado pelo Deputado Reno Caramori, e pela Deputada Ideli Salvatti. E espero, Deputada, se é que estão liberando, que sobre algumas Letras para o Besc, que a solução para o Banco do Estado seja encontrada.
Todas as reuniões que fizemos em Brasília foram uma demonstração de força política dos Deputados Federais de Santa Catarina. Os próprios diretores do Banco Central disseram que nunca viram uma posição tão firme e tão coesa em torno de um assunto da relevância que tem o Banco do Estado de Santa Catarina.
Tivemos uma audiência dura, áspera com os diretores do Banco Central na quarta-feira. Na quinta-feira, tivemos uma nova reunião com o Presidente daquele Banco e, à noite, uma audiência com o Presidente da República. Colocamos toda a questão do Besc, a questão social, os 148 Municípios onde só existe o Besc, que desejávamos que fosse cumprido através do Governo Federal e do Banco Central, aquilo que foi assinado entre o Banco Central e o Governo de Santa Catarina.
Aquelas histórias que o Besc está na marca do pênalti, que o Besc não sei o quê, tudo isso foi afastado, graças a Deus, porque, para nossa alegria, tivemos o compromisso do Presidente em determinar que o Ministro Malan e o Presidente do Banco Central encontrassem caminhos para a capitalização do Besc, caminhos construídos pelo Governo de Santa Catarina, pelo Governo Federal, pelo Banco Central, até porque o Banco Central tem dois inspetores que trabalham dentro do Besc para acompanhar os números, isso, desde o Governo do saudoso Vilson Kleinübing. O diretor financeiro do Besc é funcionário do Banco Central.
Então, nós levamos ao Presidente as dificuldades políticas com relação a esta Casa, que o Governo não tem os votos suficientes para mexer na Constituição. E o meu desejo, o meu propósito é que nós consigamos, juntamente com o Governo, com sabedoria, com inteligência e, acima de tudo, com espírito público, encontrar uma solução que seja a melhor para Santa Catarina, que seja a melhor para os funcionários do Besc, que seja a melhor para o Governo do Estado.
Nós queremos a preservação do Banco do Estado como um banco público, como uma porta de entrada para o cidadão nesses 148 Municípios, por isso, precisamos criar formas inteligentes de o banco ser superavitário em todas as suas agências.
É com fórmulas e caminhos como este que nós vamos encontrar a solução e a capitalização do Banco do Estado de Santa Catarina, fazendo com que Santa Catarina seja respeitada pelo Governo Federal pelo nosso valor, pelo que nós representamos para a União nos grandes números. O FCVS foi considerado para a Caixa Econômica, mas para o Besc não está sendo reconsiderado. Temos, ainda, a questão da Fusesc, que pode ser administrada com economia, com parceria, o que ela vem fazendo ao longo de todos esses 20 anos.
Portanto, prestando conta da nossa viagem a Brasília, Deputado Herneus de Nadal, queremos dizer que não perdemos as esperanças, vamos continuar lutando pelo Besc como um banco público e, acima de tudo, como um banco que orgulha Santa Catarina não só pelos seus cinco mil e cem funcionários, mas pelo que representa econômica, financeira e socialmente.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)