15ª Sessão Ordinária - 11/03/2015
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, prezados catarinenses que nos acompanham pelos nossos meios de comunicação.
Hoje, pela manhã, a comissão da Educação, da qual faço parte também, recebeu uma comissão de professores. Também fazem parte da comissão a deputada Luciane Carminatti e deputado Valdir Cobalchini. Enfim, são sete deputados desta Casa membros daquela comissão. E recebemos uma comissão de professores, coincidentemente todos efetivos, do Colégio João XXIII, de Tubarão. Certamente os deputados da região sul conhecem bem toda região, mas eu também, particularmente, conheço aquele bairro.
O que ocorreu, basicamente, é que esse colégio estadual de segundo grau, implantado, instalado num bairro com várias comunidades como Passagem, Revoredo, Campestre, Recife e Passo do Gado, todas essas comunidades, não diria carentes, mas carentes de recursos, carentes de investimentos, que, durante muito tempo, como são bairros, ficaram meio à margem, como acontece em todas as cidades.
Mas o foco que eu queria colocar sobre isso é que a secretaria Estadual da Educação, tecnicamente olhando os mapas, ou melhor, certamente uma planilha - porque se olhassem mapas alguém já teria tomado uma providência diferente - de alunos matriculados, concluiu que era melhor fechar aquele colégio e levar os alunos para outro, também em Tubarão, mais distante três ou quatro quilômetros. Mas mesmo que não fosse tão longe, em minha opinião, o procedimento de fechar uma escola, numa comunidade de mais de dez mil habitantes é inaceitável. E nesse tipo de comunidade, todos podem imaginar, cabe muito bem um colégio estadual de 2º Grau, pelo menos.
A minha cidade, Botuverá, tem 4.500 habitantes, então, se cair na planilha de algum técnico de educação, é capaz de ele fechar o colégio da minha cidade porque só tem 4.500 habitantes. Mais de 120 municípios de Santa Catarina tem menos de dez mil habitantes.
Estou falando aqui, dessa maneira, indignado, porque eu tenho a certeza de que não foi o governador quem mandou fechar aquele colégio, que não foi ninguém que colocou a cara na urna para dizer que o colégio tinha que ser fechado olhando uma planilha. Nós comentamos anteriormente de que talvez algum técnico veta um trabalho que a Assembleia fez durante meses, desconsiderando qualquer relação que existe entre o parlamentar e a sociedade. Eu acredito que aqueles técnicos da Educação que fecharam um colégio estadual, encravado num comunidade de dez mil habitantes... Deputado Manoel Mota, v.exa. conhece Tubarão melhor do que eu, eu conheço o bairro da Passagem, onde já existe uma construção enorme que não pode ser usada pela comunidade para suas atividades. No entanto, faz quatro anos que iniciei um processo, quando era secretário da Assistência Social, e a porta daquele educandário continua fechada. Naturalmente por algum desentendimento burocrático entre estado e prefeitura.
Vejam os srs. que em Tubarão já fecharam o colégio, os alunos já estão sendo removidos para outro colégio que nem sala tem, estão estudando num galpão, num ginásio. Então, há de 80 a 100 alunos num galpão. Essa é a observação dos professores.
O que eu quero destacar é que algumas atitudes são tomadas e quem vê pensa que a culpa é do governo, mas o governador nem sabe. Todos nós, deputados, mesmo os da Oposição, somos do governo de Santa Catarina e não concordamos com isso. Santa Catarina tem mais de 1.200 colégios estaduais e, muitos deles têm dificuldades de funcionamento, mas a sociedade sempre se empenha em fazer funcionar bem o colégio, pois a educação é uma bandeira de todos. É extremamente difícil tentar explicar para alguém essa situação sem mostrar indignação com respeito a essa decisão da secretaria de ter fechado o colégio.
Vejam os srs. que anexo a esse colégio tem um colégio estadual de ensino fundamental. Pelo menos se juntássemos os dois faríamos um colégio bonito naquela região que se chama Passagem, porque lá é passagem de trem. Na grande maioria dos municípios onde passa o trem acabam sendo criados mais bairros, com certa marginalização. Mas lá em Tubarão, nesse bairro isso não acontece.
Tenho um apreço muito especial pelas pessoas daquele bairro porque, quando secretário, tive um envolvimento muito grande para tentar ressuscitar outra construção do estado, para servir aos munícipes, que, infelizmente, está fechado. E agora a secretaria de Educação fecha também um colégio estadual, quando deveria unir o colégio João XXIII com o colégio Martinho Ghizzo, que é outro colégio anexo de ensino fundamental, fazendo um colégio exemplar com ensino integral.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)