Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Mauro Vargas Candemil

28ª Sessão Solene - 18/11/2004

O SR. PRESIDENTE (Deputado Nilson Gonçalves) - Quero marcar essa passagem dos 15 anos da Rede SC/SBT. No dia de hoje nesta Casa entendemos que deveríamos entregar uma singela homenagem a alguns dos principais colaboradores da Rede SC/SBT.

Eu convido o Sr. Mauro Ribas, jornalista da TVAL, para proceder à leitura da nominata dos senhores homenageados e entregar, também, a cada um uma placa de recordação.

O SR. MAURO RIBAS - Convido o Sr. Deputado Nilson Gonçalves para prestar homenagem, em nome do Poder Legislativo, à Rede SC/SBT, pela passagem dos seus 15 anos de fundação e por sua consolidação como importante veículo de comunicação do Estado de Santa Catarina.

Para receber a placa chamo o Sr. Mário José Gonzaga Petrelli, Presidente da Rede SC/SBT.

(Procede-se à entrega da placa.)

(Palmas)

Convido também a sua esposa, Dircéa Corrêa Petrelli, para receber as homenagens da Assembléia Legislativa de Santa Catarina.

(Procede-se à entrega das flores.)

(Palmas)

Convido o Sr. Diretor Administrativo e Financeiro da Rede SC/SBT, Valdemar Sauchuk, para receber a placa.

(Procede-se à entrega da placa.)

Convido também a sua esposa, Marinês Heineck, para receber as homenagens.

(Procede-se à entrega das flores.)

(Palmas)

Convido agora o Deputado Nilson Machado (Duduco), para fazer a entrega ao próximo homenageado: Marcello Corrêa Petrelli e a esposa Ana Cristina Pereira Petrelli.

(Procede-se à entrega da placa e das flores.)

(Palmas)

Convido o Deputado Jorginho Mello para fazer as homenagens a Reynaldo Ramos Junior e esposa Giovana Ramos. Reynaldo Ramos Junior é Diretor Comercial da Rede SC/SBT.

(Procede-se à entrega da placa e das flores.)

(Palmas)

Convido a seguir o Deputado Reno Caramori para prestar as homenagens a Paulo Hoeller, Diretor Operacional da Rede SC/SBT, e esposa, Cláudia Hoeller.

(Procede-se à entrega da placa e das flores.)

(Palmas)

Convido a seguir o Deputado Manoel Mota para fazer as homenagens da Assembléia Legislativa aos Diretores da Rede SC/SBT. O próximo homenageado: Mário José Petrelli Filho - Diretor Institucional da Rede SC/SBT. Convidamos também sua namorada, Ana Patrícia Tancredo, para receber as homenagens.

(Procede-se à entrega da placa e das flores.)

(Palmas)

Convidamos a seguir a Deputada Odete de Jesus para fazer as homenagens a Régis Rogério Rocha, Diretor Regional da Rede SC-Chapecó, representado neste ato pelo Sr. Vitor Guilherme, Diretor do SC/SBT.

(Procede-se à entrega da placa.)

Convidamos o Deputado Cesar Souza para fazer as homenagens a Silvano Silva, Diretor Regional da Rede SC-Joinville.

(Procede-se à entrega da placa.)

O SR. PRESIDENTE (Deputado Nilson Gonçalves) - Convido o Sr. Mário José Gonzaga Petrelli, Presidente da SBT, para fazer uso da palavra.

O SR. MÁRIO JOSÉ GONZAGA PETRELLI - Excelentíssimo Sr. Deputado Nilson Gonçalves, que preside esta sessão, nosso companheiro de trabalho;

Excelentíssimo Sr. Álvaro Junqueira Arantes Filho, Secretário-Adjunto do Estado;

Excelentíssimo Sr. Dr. Cid José Goulart Júnior;

Excelentíssimo e querido velho amigo, ex-Governador Ivo Silveira, que no seu período de governo foi, sem dúvida alguma, introdutor do grande projeto de pacificação catarinense.

Meu querido e velho amigo companheiro de luta, jornalista Moacir Pereira, que nos deu a honra de por muito tempo conosco colaborar;

Excelentíssimo Sr. Deputado Estadual Genésio Goulart, Quarto Secretário da Assembléia Legislativa;

Meu caro companheiro e amigo José Matusalém Comelli, companheiro do velho e mais antigo Jornal de Santa Catarina e agora jornal O Estado.

Sr. Presidente e Srs. Deputados, minhas senhoras e meus senhores, minha família, meus companheiros de trabalho, verdadeiros merecedores da homenagem que a Assembléia Legislativa nos presta, porque sem vocês funcionários não haveria esta homenagem. Vocês são os símbolos do trabalho, da eficiência e da eficácia com que nós fizemos a divulgação catarinense.

É importante rememorar um pouco da história. Falar em televisão em Santa Catarina é preciso voltar ao velho Chiquinho, que na sua parte mais alta um idealista chamado Hilário Silvestre montava uma antena puramente doméstica, uma antena impraticável de ser ouvida, além da Praça XV, mas que iniciava a história da televisão catarinense.

É preciso lembrar de Flávio Ramos, de Hülse Melro, de Caetano Deeke, que formavam a TV Coligadas de Blumenau.

É preciso lembrar do entusiasmo de Darci Lopes ou de Varela que criavam a TV Cultura.

É preciso lembrar que os meios de comunicação, que a televisão é um forte instrumento de massificação. É preciso lembrar que ela não nasceu nos Estados Unidos, o país mais avançado de todas as eras em qualquer setor.

Ela nasceu da visão de Goebel, e em 1935, Úrsula Pachio (?), uma funcionária do correio alemão, e iniciava com dez aparelhos, em 22 de março, a primeira pregação de massificação. Era o nazismo querendo se expandir, era o Nazismo querendo se mostrar ao mundo.

Esta é a responsabilidade da televisão, esta é a responsabilidade das comunicações. A força do ouvido é superior à força do rádio; ela só perde para a era da informática.

E nós, efetivamente, compreendemos a força da televisão, e entendendo a força da televisão, voltamos ao Estado onde nascemos, onde tivemos o início da vida da nossa família, que aqui aportava em 1878, para vir instalar o Judiciário catarinense.

Meu bisavô vinha para Santa Catarina como juiz e teve o privilégio de fundar o Tribunal de Justiça e presidi-lo até sua morte, em 1904.

Tínhamos e temos nós a responsabilidade de uma família que se dedicou ao Judiciário catarinense e a obrigação de preservar aquilo que a família procurou fazer, honrar, entender, viver e difundir Santa Catarina, cumprir assim o art. 221 da Constituição Federal de 1988, que não é cumprido, porque as programações não cumprem o determinado pelo art. 221 da Constituição.

Não cumprem e fogem da obrigação constitucional, quando, na realidade, diz o art. 221: a difusão da cultura, a difusão do lazer, do esporte, do turismo e, principalmente, a regionalização. Esta é a nossa visão, quando para Santa Catarina voltamos. Voltamos após aqui termos estado; voltamos após termos comprado a TV Coligadas; voltamos após termos comprado a TV Cultura; voltamos após 28 anos que temos a vida de comunicação de Santa Catarina.

Quando compramos a TV Coligadas, em 1975, tivemos depois que dela nos afastarmos quando perdemos a programação da Rede Globo. Aí partimos com entusiasmo e com a vontade para comprarmos a TV Cultura, que tinha programação da Rede Tupi.

Lamentavelmente, aquela que era a maior rede de televisão brasileira, a Rede Tupi, foi decretada a sua extinção pelo Governo militar. E com a decretação da sua extinção, estabeleceu-se, sem dúvida alguma, quase que um monopólio das comunicações.

E o monopólio das comunicações não serve para nenhuma democracia, não serve a nenhum país, não serve a nenhum povo. O que precisa haver é a liberdade da comunicação; o que precisa haver é o direito da competição, para que na competição se tenha a melhor comunicação, aquela que diga mais respeito ao povo, que diga mais respeito ao interesse nacional; a comunicação que busque que o Governo da União acerte, que o Governo do Estado cresça e que o Governo Municipal melhorem; a comunicação que procure, na realidade, enaltecer os bons fatos e não a comunicação que procure fazer das notícias fúnebres e das notícias tristes os dissabores de um país permanentemente sofredor.

O que nós precisamos é acreditar que o Brasil, o Estado, o Município são células vivas do desenvolvimento, e que eles tenham condições de cada vez mais gerar o benefício social nacional. Esta é a responsabilidade dos meios de comunicação.

Goebel, em 1935, entendia isso antes dos americanos. Os americanos chegaram à televisão na década de 40 a 50. O nazismo chegou na década de 30, 40. E Hitler entendeu que para a difusão de massa era preciso que o vídeo chegasse a qualquer lugar, e em Berlim se instalavam dez aparelhos receptores para ouvir a voz de Úrsula Patchev falando sobre o nazismo. Não do nazismo que nós conhecemos, de um nazismo fantasioso, de um nazismo do grande Führer, que seria a salvação do mundo, que graças a Deus foi condenado à sua própria erradicação.

É preciso que nós tenhamos a visão de que as comunicações precisam construir, precisam cada vez serem mais eficientes, e que elas se irmanem com o povo, dia-a-dia, que elas tragam o sentimento de orgulho do catarinense, de orgulho do brasileiro, porque nós somos um Estado forte, como disse o meu querido Moacir, e somos um Estado com legitimidade, onde aqui se cruzaram várias etnias. É o alemão, é o italiano, é o ucraniano, é hoje o japonês, é o açoriano que chegou no nosso querido São Miguel e aqui no Canto da Lagoa.

São todas essas etnias que formaram Santa Catarina, assim como o Brasil se formou, com o português, com o espanhol.

O Brasil superou o Tratado de Tordesilhas de 1492, quando dizia que de Belém a Laguna era PortugualPortugal, e de Belém a Laguna para trás era Esapnhaanha. Nós vencemos os próprios desafios de Tordesilhas, das bulas papais, fazendo um Brasil integrado, um Brasil forte e soberano.

E Santa Catarina e o Brasil, indiscutivelmente, precisam cada vez mais afirmar a sua soberania, e para que isso aconteça é importante que cada vez mais os meios de comunicação sejam livres, sejam coerentes, difundam a Nação, difundam o amor ao patriotismo, ao seu País, ao seu Estado e ao seu Município.

Nós agradecemos a V.Exa., Deputado Nilson Gonçalves, pela homenagem que nos foi prestada e a estendemos, pedindo licença e respeito, aos funcionários, porque são eles que fazem o nosso desenvolvimento e o nosso trabalho.

E aos Srs. Deputados de Santa Catarina que honram, sem dúvida alguma, a história do Legislativo Catarinense, a história de um Legislativo altaneiro, de um Legislativo que já teve, assim como o Judiciário catarinense, quando em 1891 o Marechal Floriano Peixoto mandou o seu emissário fechar o Judiciário. E o Judiciário reagiu à altura, entregou as chaves do Poder, mas não se curvou à imposição ditatorial de Floriano.

E este ato me orgulha, porque o Presidente daquela Casa era aquele que nos antecedeu na nossa vida, José Roberto Viana, meu bisavô.

Obrigado aos senhores e da minha satisfação de dizer: Santa Catarina merece os homens públicos que tem, pela sua história, pelo seu valor e pela correção do seu povo.

Muito obrigado!

(Palmas)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)