69ª Sessão Ordinária - 28/09/2004
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, funcionários desta Casa, imprensa e amigos que estão a nos assistir pela TVAL, o que nos traz à tribuna no dia de hoje é para falar sobre a morte do filho do Sargento Alberto, com três tiros na cabeça. Esse acontecimento é doído para uma família. É triste, é trágico e lamentável.
Abrimos os jornais e lemos sobre mortes, assassinatos, pessoas encapuzadas entrando nas casas, como o ocorrido em Curitibanos, terra do Deputado Onofre Santo Agostini, para matar uma pessoa tão querida, filiada ao meu Partido Liberal.
Não sei o porquê de tanta violência, de tanto ódio, de tanta maldade! Na comunidade Chico Mendes ocorre morte atrás de morte! Eu faço um trabalho naquela comunidade carente e fico com medo de ao entrar ali receber um tiro!
Antigamente tínhamos paz no Estado de Santa Catarina. Os turistas vinham para cá e queriam morar aqui porque a cidade é bela, mas hoje não temos controle de nada!
Concordo com as palavras da Deputada Ana Paula Lima, de que existe um grande desrespeito com a família. As crianças das comunidades carentes estão crescendo num ambiente de pavor, com tantas morte, e com certeza ficarão traumatizadas.
Vou fazer um pedido ao Secretário de Segurança Pública, Dr. Ronaldo Benedet, nosso brilhante Parlamentar, para que o Comando de Operações Especiais, que foi criado com o fim de atender os morros, as comunidades carentes, para dar proteção às famílias, seja instalado, e não apenas que as patrulhas seja passadas.
A nossa Comissão recebeu o proprietário de uma casa simples, que veio nos dizer que tinha ido ao velório do seu pai e quando voltou encontrou pessoas instaladas dentro da sua casa ameaçando-o de morte, e ele teve de ir embora para outro Município.
Eu tenho registrado! Se V.Exas. querem saber, o assunto foi levado a debate na Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais, de Amparo à Família e à Mulher! Esse senhor veio (o Deputado Dionei Walter da Silva, que é o vice-Presidente da nossa Comissão, e outros Parlamentares da mesma Comissão presenciaram) pedir socorro! E teve que ir embora!
Srs. Deputados, eu sinto que há necessidade da presença do COE nas comunidades mais carentes, nos morros. E, segundo me consta, o COE foi criado para atender essas comunidades, essas famílias.
Fica aqui uma sugestão (e até uma crítica construtiva): ao invés de termos muitas patrulhas na cabeceira da ponte, com muitos policiais portando fuzis, metralhadoras e pistolas calibre 12, que coloquemos esses profissionais nos bairros necessitados.
Eu até sinto, Deputados, que aqueles policiais estão querendo entrar em ação, sinto que estão querendo ter uma atividade mais intensa. E ali, na cabeceira da ponte, o que acontece? Eles só vêem passar os carros. É um carro que passa para cá, um carro que passa para lá... É o turista chegando, é o turista saindo...
Então, vou fazer um pedido ao nosso colega, Secretário da Segurança Pública, Deputado Ronaldo Benedet, que, por favor, atenda ao meu apelo, o apelo de uma mãe, o apelo de uma Parlamentar que está nesta Casa para defender os interesses dos menos favorecidos, das pessoas carentes, das famílias necessitadas, que fazem as suas compras com tanta dificuldade! O chefe de família já é mal remunerado, pois trabalha hoje para comer amanhã. Ele faz as suas compras com tanta dificuldade, já que tem que sustentar os filhos, pagar o aluguel, manter os filhos na escola e quando chega em casa ainda vê que até o seu próprio alimento foi tirado de dentro do seu lar!
Faço esse apelo, repito, para o meu amigo, Secretário da Segurança Pública, Dr. Ronaldo Benedet, para que, por favor, atenda-me! Eu estou pedindo em nome de toda a população catarinense para que, por favor, ajude-nos a instalar nessas comunidades, onde há tantas mortes, tantos assassinatos de inocentes, patrulhas policiais!
Sr. Presidente, essa situação não pode continuar assim! Esta Deputada está pedindo, cobrando por toda a amizade que tem com o Secretário, que é nosso Colega, pois trabalhamos juntos nesta Casa! Tenho certeza de que S.Exa. vai entender e ver a solução para o problema.
Agora, quero falar uma coisa a V.Exas.: quando envio uma correspondência, sempre coloco o remetente, ou seja, o meu carimbo. Eu acho...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DA ORADORA)