10ª Sessão Ordinária - 14/03/2006
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Sr. presidente, srs. deputados, gostaria de iniciar a minha fala, fazendo uma apelo deputado João Henrique Blasi, aos secretários de estado, para que pudessem atender aos telefonemas deste deputado, que tanto liga e, infelizmente, eles não atendem. E isso já virou rotina com alguns secretários de estado.
O interessante é que o governador, a mais alta autoridade do estado, atende, se não pode naquele momento, 15 ou 20 minutos depois, retorna o telefonema. Mas com seus secretários existe dificuldades de contato, de audiência. Não sei se eles gostam de ser chamados para falar nas comissões, se isso é comum para eles. Porque para conversar com alguns deles, só se começarmos a chamá-los através das comissões, deputado Joares Ponticelli. Acho que eles deveriam dar uma atenção especial para os deputados, afinal de contas, somos os representantes do povo e temos satisfação para dar aos nossos eleitores.
Então, fico triste com este fato e gostaria de fazer uma apelo para que os secretários, por favor, liguem os seus celulares, atendam os parlamentares, porque quando eles precisam da Assembléia Legislativa, eles vêm em comboio, digamos assim, vêm em caravana. E na hora que um deputado precisa de uma informação, são poucos os que atendem.
Sr. presidente, também gostaria de falar, não vou dizer da minha revolta, porque seria um termo muito forte, mas quero fazer um questionamento à respeito das comissões, pois encontro-me somente em uma comissão da Casa, conforme já conversei com v.exa., que tem me dado uma atenção muito especial. Mas gostaria de ver da possibilidade, já que o regimento interno estabelece, de participar no mínimo de duas.
Achei um desprestígio com este deputado, embora eu respeite o acordo feito há alguns anos, quando não pude presidir nenhuma comissão. E também não é uma insatisfação só minha. Acho que deveria haver uma maneira para que todos os deputados participassem da presidência, afinal de contas ficamos quatro anos nesta Casa.
São diversas comissões as quais os deputados poderiam presidir, mas a disputa é tão grande que, realmente, alguns deputados praticamente nem saem da presidência. E acho isso desleal. Eu, por exemplo, pleiteei a presidência da comissão de Direitos e Garantias Fundamentais e não consegui nem mesmo ser membro da comissão.
Respeito o acordo, mas acho que os srs. deputados poderiam, naquele acordo de cavalheiros, mesmo sendo entre os partidos, ceder para outros colegas, para que cada um de nós possa atender sua área. Represento o social nesta cidade e gostaria de ter assumido a presidência da comissão de Direitos e Garantias Fundamentais. No entanto, nem como membro consegui um espaço, e isso é muito ruim, sr. presidente.
Por isso, gostaria de fazer um apelo a v.exa., porque tem deputado que está exercendo cargo de secretário de estado e estão esperando seu retorno para assumir a comissão. Quer dizer, é um desprestígio muito grande para nós que estamos nesta Casa. Isso está errado, já basta os gabinetes que eles têm aqui, sem estarem aqui dentro.
Então, acho isso muito errado e poderíamos construir melhor a forma de se fazer política aqui dentro desta Casa, ou seja, de dividir os cargos.
Mesmo respeitando um acordo, volto a frisar, de cavalheiros, existente - e sei que v.exa. é um cumpridor desses acordos - acho que poderia também achar uma forma de proporcionar a outros deputados a presidência de uma comissão. Até dispenso o tal cargo existente, porque existe um cargo para o deputado-presidente. Mas gostaria mesmo de ter presidido uma comissão. Como não houve esta oportunidade devido ao acordo, eu respeito, sr. presidente, mas fica aqui o meu protesto.
Gostaria também de dizer, sr. presidente, que durante a semana li na coluna do grande colunista, Cacau Menezes...
A Sra. Deputada Odete de Jesus - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Antes de fazer meu comentário, concedo um aparte à deputada Odete de Jesus, que sempre gentilmente concede-me apartes.
A Sra. Deputada Odete de Jesus - Deputado Duduco, v.exa. que faz parte do Frentão, é um deputado bastante atuante aqui nesta Casa. Eu faço parte, meu nome está na lista de membro da comissão de Direitos e Garantias Fundamentais e Amparo à Família e à Mulher, como o da deputada Ana Paula e também de demais colegas. Mas quero dizer que vou ceder o meu espaço para v.exa.
Sei que v. exa. quer desenvolver um trabalho dentro desta comissão, e eu prefiro ficar fora e ceder a v.exa, porque quando tivermos algum assunto relevante, tenho certeza que vou fazer o encaminhamento para a devida comissão e terei respaldo da mesma.
Como vamos mandar um pedido para a comissão de Segurança Pública, vou fazer o encaminhamento, conforme já citei na tribuna, retirando o meu nome da comissão e deixando o de v.exa.
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - A sra. deputada é muito gentil e agradeço a generosidade.
Sr. presidente, registre-se.
Eu gostaria de agradecer, não foi um acordo de cavalheiro, e sim de uma dama. E v.exa. me proporcionou isso.
Fico agradecido, vindo da bancada feminista e, quem sabe, para o próximo haverá um deputado cavalheiro que ceda a este deputado.
Gostaria também, sr. presidente, de dizer que li na coluna do meu amigo Cacau Menezes, grande colunista do sul do Brasil, algumas notas referentes ao carnaval.
Gostaria de deixar bem claro que não tenho nada em particular contra o dr. Mário Cavallazzi, do qual eu fui cabo eleitoral no ano de 1982 quando candidatou-se a deputado federal e foi eleito.
Quando falo de alguns consertos que precisam ser feitos no carnaval, isso é direcionado especialmente ao sucesso do carnaval, do qual participo como grande folião e carnavalesco. Não gostaria que as pessoas entendessem como se fosse uma ofensa, como se fosse alguma perseguição. Absolutamente, sou contra esse tipo de procedimento.
Vejo que algumas pessoas pensam que eu e o dr. Mário Cavallazzi não temos nenhum laço de amizade. Temos sim! Respeito-o e conheço bem a sua família. A sua esposa até é nossa funcionária. A Lenita é eficiente funcionária desta Casa e foi praticamente presidente da LBA, onde fez um grande trabalho. Sua presença ficou marcada na LBA.
Gostaria de fazer aqui o registro de que não tenho o dr. Mário Cavallazzi como um desafeto. Absolutamente! Torço pelo seu sucesso porque o sucesso da secretaria de Turismo será o sucesso da minha cidade.
Existem alguns problemas. Durante essa semana me senti tão carregado com tantos problemas oriundos dessas comissões e dos jornais, que acabei me sentindo mal, me sentindo perseguido.
Trouxe hoje o meu santo para que me proteja. É o São Pancrácio, o protetor do olho grande e da inveja para que me agüente aqui nesta Casa, porque estou me sentindo exausto e perseguido. Ao São Pancrácio peço proteção para mim aqui nesta Casa, porque realmente não está sendo fácil.
Gostaria de pedir que me prestigiassem, porque me sinto desprestigiado. O único prestígio que tenho aqui é, em particular, com v.exa. O respeito dos colegas é muito importante, mas no que se referiu às comissões, me senti desprestigiado.
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)