83ª Sessão Ordinária - 04/11/2008
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital e pessoas que nos acompanham nesta sessão, enquanto os servidores do Hemosc e do Cepon tiveram uma doce vitória na greve realizada na semana de 20 a 24 de outubro, os praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros continuam se organizando e mobilizando-se no estado inteiro para buscar uma negociação da lei salarial, a Lei n. 254/2003, ainda neste ano de 2008, porque se jogarmos para o ano que vem teremos que esperar mais seis meses. Virão as férias, a operação veraneio, todo mundo se dispersará e lá para março do ano que vem é que iremos retomar esse diálogo.
Srs. deputados, eu irei falar ainda sobre isso no próximo pronunciamento da tarde de hoje, mas gostaria de registrar, já no começo desta semana, essa mobilização que a categoria está organizando.
O Sr. Deputado Joares Ponticelli - V.Exa. nos concede um aparte?
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Pois não!
O Sr. Deputado Joares Ponticelli - Nobre deputado, vou falar muito rapidamente, só quero dar uma sugestão a v.exa.
Nós estamos nos aproximando do dia 15 de dezembro e talvez, eu já disse isso, o problema tenha sido a data que ela foi promulgada: dia 15 de dezembro. E no dia 15 de dezembro do corrente ano vai fazer cinco anos que essa lei é lei e que o governo não a cumpre.
Então, no dia 15 quero me colocar à disposição. Já tenho alguns discursos do dia 15 de setembro de 2003, especialmente de quem defende o governo apaixonadamente. No dia 15 de dezembro vamos fazer uma comemoração negativa dos cinco anos, um desagravo de comemoração pelos cinco anos de enganação com o pessoal da Segurança Pública de Santa Catarina.
Parabéns pela persistência, deputado Sargento Amauri Soares.
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Muito obrigado também, deputado Joares Ponticelli, pelo seu apoio permanente, assim como de vários outros deputados, nessa causa tão justa para melhorar a Segurança Pública no nosso estado.
Mas voltarei a falar sobre isso no pronunciamento posterior. Quero agora falar justamente sobre a greve que ocorreu entre os dias 20 e 24 de outubro e que terminou, felizmente, com a doce vitória dos trabalhadores.
São cerca de 800 servidores do Hemosc (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina) e do Cepon (Centro de Pesquisas Oncológicas) para atender a uma população de seis bilhões de catarinenses em todos os exames, todas as consultas, todo o tratamento de câncer, toda a coleta, toda a seleção, todos os exames, toda a distribuição do sangue no estado de Santa Catarina. Repetindo, são 800 servidores para atender a seis bilhões de habitantes e visitantes que aqui precisam desse tratamento.
Fizeram a greve porque o governo do estado, através da secretaria da Saúde, queria cedê-los para a fundação privada que administra aqueles órgãos por contrato de gestão. Eles fizeram a greve pela intransigência de poucas pessoas, porque já no dia 16 de outubro o secretário de Articulação, Ivo Carminati, e o então secretário interino de Administração, Paulo Eli, em reunião, já queriam negociar no sentido de atender à demanda dos servidores.Como não houve acordo por parte da secretaria da Saúde, a greve começou no dia 20.
Durante aquela semana nós falamos muito aqui nesse assunto e aprovamos uma moção nesta Casa nesse sentido, e todos os deputados estão de parabéns por isso. E quero agradecê-los por aprovarem aquela moção de apoio à greve e pela negociação do requerimento.
Abrimos aqui um espaço para a servidora Regina Rombaldi, do Hemosc, se pronunciar e falar sobre o anseio daqueles trabalhadores. Na tarde de quinta-feira daquela semana o líder do governo, deputado Herneus de Nadal, ainda estava buscando uma forma de estabelecer canais de diálogo para poder superar o impasse, mas, felizmente, no dia seguinte, na sexta-feira, dia 24, a negociou culminou com o acordo de que não haverá cedência de trabalhadores públicos no Hemosc e no Cepon para uma fundação privada.
Esta luta é longa, vai continuar, mas quero agradecer a todos que se empenharam em prol de resolver pacificamente e sem maiores prejuízos essa situação.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)