2ª Sessão Ordinária - 05/02/2009
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, queria cumprimentar, desta tribuna, o vereador Dorigon Nego, do PSDB de Guaraciaba, que acompanha esta sessão nas galerias desta Casa.
Gostaria de destacar aqui que a RBS, hoje, entra com o sinal digital em Santa Catarina. Estará aqui, em torno das 17h, o ministro Hélio Costa, que vai assinar, na Assembléia Legislativa, o termo de consignação para que a partir das 19h a RBS possa começar a transmitir com sinal digital, se não todos, alguns programas.
O ministério das Comunicações começou a implantar essa forma de transmissão no Brasil em 2007 e está previsto que até 2016 todas as televisões estejam transmitindo sua imagem através do sistema digital.
E alguns me perguntam qual será a diferença. Certamente, poucos de nós paramos para ver em aparelhos diferentes qual a diferença entre a imagem de uma TV analógica e a imagem de uma TV com sinal digital. Alguns tentaram explicar a diferença com a seguinte comparação: se alguém mandasse um fax para outra cidade, representaria o sinal analógico, e se mandasse um e-mail, representaria um sinal digital e ter-se-ia uma clareza total do que está escrito. Ou seja, a imagem digital é praticamente a imagem real sem nenhuma ofuscação à frente, o que normalmente haveria nas televisões de sistema analógico.
Quero aqui então, sr. presidente, cumprimentar a RBS que se adianta em Santa Catarina, sendo a pioneira - como já foi em tantas outras atitudes - na transmissão do sinal digital para o nosso estado.
Para termos uma idéia, esse sinal já é transmitido no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, em Salvador, em Campinas, em São Paulo, em Porto Alegre, em Goiânia, em Curitiba e partir de hoje em Florianópolis, Santa Catarina. Em pouco tempo certamente esse sinal será transmitido para todo o estado de Santa Catarina e também por todas as televisões. Ou seja, todos os aparelhos de televisão poderão receber o sinal digital, com um detalhe: a televisão terá que ter o conversor já embutido nela ou, se tivermos uma televisão normal, teremos que comprar o conversor, e esse, então, transformará a imagem do nosso aparelho.
Queria saudar o governador Luiz Henrique da Silveira e o vice-governador Leonel Pavan, que tiveram o conhecimento de que esse é um grande mercado não só para Santa Catarina, mas para o país. Parece-me que nesse momento esses conversores estão sendo vendidos por um valor entre R$ 400,00 a R$ 800,00. Imaginem, v.exas., quantas televisões nós temos no Brasil? Certamente, se temos 180 milhões de brasileiros, podemos dizer que pelo menos, se em cada casa tiver um aparelho de TV, mais de 50 milhões de residências teriam que ter esse conversor.
O nosso modelo é o japonês. Existem três sistemas de transmissão de sinal digital: o sistema americano, o sistema europeu e o sistema japonês. O sistema adotado pelo ministério das Comunicações, que certamente será adotado por toda a América Latina, é o sistema japonês, porque esse sistema favorece a transmissão do sinal para os aparelhos móveis.
Prevendo que nós tenhamos a transmissão da televisão através dos aparelhos de telefone digital, certamente esse sistema seria o mais adequado para termos no país. Por isso foi adotado esse sistema.
Uma empresa inglesa vai trazer aqui para o estado a fábrica que vai produzir esses conversores. Já estiveram inclusive em Brusque, por duas vezes, com o governador Luiz Henrique da Silveira, e uma vez com o vice-governador, Leonel Pavan.
Hoje, o conversor que está chegando ao Brasil é produzido em Taiwan e em outra cidade da China. Mas, certamente, a partir do ano que vem, esse aparelho passaria a ser produzido em Santa Catarina, significando grandes divisas para o estado, porque seria vendido para o país inteiro e também para os demais países da América Latina.
Imaginem que grande mercado é esse e o que significa para ao país, especialmente para Santa Catarina, ter a produção desses conversores.
Saudamos a RBS por mais esse ato de pioneirismo!
Para encerrar, sr. presidente, queria agradecer aos meus companheiros do PSDB: aos deputados José Natal, Giancarlo Tomelin, Nilson Gonçalves, Jorginho Mello, Gilmar Knaesel, Dado Cherem e Marcos Vieira.
O deputado Marcos Vieira foi o nosso líder nos anos 2007 e 2008. Exerceu com muita propriedade a atuação de líder. Liderou a bancada e na avaliação geral os demais deputados tiveram um bom desempenho graças ao trabalho de liderança que fez.
E no dia de ontem, na reunião que tivemos, optamos por uma permuta da liderança ano após ano. De agora em diante, ano após ano, nós vamos, podendo cada um até tentar a recondução, fazer a eleição do novo líder, aliás como já fazem alguns outros partidos, justamente para dar oportunidade a todos, até porque, considerando os oitos deputados presentes na Assembléia e os dois deputados que são secretários de estado, o deputado Dado Cherem e o deputado Gilmar Knaesel, eles podem e têm capacidade para exercer a liderança.
Eu queria agradecer a cada um dos deputados que me depositaram essa confiança. Já reiterei a eles o meu empenho para desempenhar bem esse papel aqui na bancada, e coloco-me à disposição de cada um dos líderes dos diversos partidos para que nós possamos, juntamente com o nosso presidente Jorginho Mello, dar agilidade às matérias que chegam a esta Casa. O deputado é a caixa de ressonância da sociedade. Tudo chega aqui e nós precisamos encaminhar a solução de cada um dos problemas.
Por isso, a articulação dos deputados, o desempenho de cada um e a capacidade de envolvimento dos líderes é muito importante também para a imagem deste Parlamento.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)