Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

97ª Sessão Ordinária - 27/10/2009

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente e srs. deputados, eu também quero desejar rápidas e boas melhoras ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jorginho Mello, que agora está internado. Da mesma forma, quero parabenizar o presidente da República que está de aniversário no dia de hoje.

Quero saudar, ainda, a TVAL que está completando dez anos. É muito importante esse instrumento de comunicação, porque a maioria das pessoas que nos está ouvindo com certeza nos vê através da televisão. E para ficar melhor do que já é precisamos torná-la um canal aberto, para que toda a população, todas as camadas sociais possam ter acesso às discussões e às votações neste plenário. Isso ajudaria, no sentido de se fazer um debate mais amplo, mais profícuo, mais rentável, inclusive entre nós, deputados, uma vez que teríamos certeza de que uma parcela grande, um conjunto grande da população catarinense estaria nos acompanhando.

Enfim, quero parabenizar todos os trabalhadores da TVAL e todas as pessoas que de casa, do trabalho, das suas associações acompanham os trabalhos da Assembleia Legislativa através desse importante meio de comunicação.

Mas, srs. deputados, tenho um assunto que tenho tentado evitar, mas não dá mais, até por dever de ofício. Eu li na imprensa há alguns dias que dentre as diversas atividades realizadas pelo vice-governador Leonel Pavan, com toda uma caravana de deputados aos Estados Unidos, nas últimas duas semanas, foi contatar com o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, que implementou lá, na década passada, há 15 anos, a filosofia da tolerância zero. Hoje, está nos jornais que aquele ex-prefeito virá a Santa Catarina no dia primeiro de dezembro.

Eu não quero acreditar que isso seja o que de melhor o vice-governador Pavan pôde buscar nos Estados Unidos, porque, sinceramente, esse discurso não é novidade no nosso estado, deputado Kennedy Nunes.

Há dez anos, há uma década, quando a Angela Amin, hoje deputada, era prefeita da capital, já se tentou implantar essa filosofia em Florianópolis e os resultados foram ruins, inexistentes e talvez escandalosos, deputado Professor Grando. Nós vemos, continuamente, o debate de que é preciso fortalecer a segurança pública, capacitar melhor os servidores e aí a autoridade governante impõe o discurso da tolerância zero. Aliás, já na década passada escrevia-se sobre isso e se dizia, inclusive, o seguinte: tolerância zero é igual à ignorância dez. Então, é preciso que o vice-governador reflita sobre isso.

Eu tenho falado aqui de forma franca, até por dever de ofício e, por que não dizer, por lealdade à Segurança Pública do estado de Santa Catarina, que o governador precisa parar e respirar fundo e, de repente, prestar atenção, porque deve ter alguém conduzindo-o por sendas, por veredas nebulosas nesse debate sobre a segurança pública.

Tolerância zero, a nosso ver de praças da Polícia Militar, já é o que está acontecendo dentro da instituição. Agora, tolerância zero para dentro e para fora?!

Eu já falei desta tribuna algumas vezes, vice-governador Leonel Pavan, que aceitamos que seja buscada experiência, conhecimentos em outros países, mas para resolver os problemas da segurança pública em Santa Catarina temos que começar por aqui, com muita tolerância, discutindo com os trabalhadores da Segurança Pública ou com a maioria deles, o que não se tem feito, e com os praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, investindo mais na formação. Nós temos um projeto nesse sentido que, infelizmente, foi barrado pelo próprio governo.

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)