Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Dirceu Dresch

59ª Sessão Ordinária - 14/08/2007

O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Boa-tarde sr. presidente, srs. deputados e sras. deputadas, abri o jornal Diário Catarinense no dia de ontem e uma frase me chamou atenção: "Deus foi muito bom com o Brasil, porque colocou uma figura como Fernando Henrique para governar na crise e Lula em um momento de bonança." Frase do senador Artur Virgílio, do PSDB.

O que me chama muito a atenção é que não querem admitir que o Brasil esteja num momento estratégico, não simplesmente por vontade de Deus, mas porque é o momento em que entramos numa construção muito consciente do governo Lula, um momento em que o Brasil entra num crescimento seguro. Inclusive muita gente nunca ganhou tanto dinheiro como nestes últimos tempos com a valorização do salário mínimo, com investimentos do BNDS na estruturação do nosso país.

Não é por acaso que o Brasil avança com o fortalecimento do estado e da política pública, tanto de empresas públicas como é o caso do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal que estão investindo em habitação, saneamento e tantas outras políticas de investimento do estado. A capacidade do nosso país é investir mais de R$ 500 bilhões, sem buscar um real do FMI.

Deputado Reno Caramori, eu comecei a atuar nos movimentos sociais discutindo: "Fora FMI". Hoje não temos mais nenhuma dívida com o Fundo Monetário Internacional, melhor, estamos com uma condição muito positiva, pois a nossa reserva cambial é maior do que a dívida externa do país. Isso dá condição do Brasil disputar e de olhar para o mundo. E o governo Lula é quem tem feito isso, enquanto outros governos, o próprio Fernando Henrique, ficavam de joelhos para os Estados Unidos tentando forçar uma relação comercial, onde o Brasil sempre levava o pior.

O governo Lula foi para a Arábia, para a Índia, para a China e outras regiões buscar mercados importantes de exportação, de relações comerciais que têm crescido muito, melhorado a balança comercial e dado um belo superávit para o Brasil.

Não querer admitir isso é fechar os olhos para esse novo momento que o país vive. Os trabalhadores brasileiros, com a melhoria do poder aquisitivo, com o salário mínimo maior do que US$ 200,00 está comprando e consequentemente as indústrias estão produzindo, o comércio rendendo e o Brasil arrecadando impostos. Outro fator importante é justamente a cobrança de impostos dos grandes, que nunca pagavam, que sonegavam impostos e consequentemente o país não tinha poder para investimentos externos, para políticas públicas e para construir os grandes programas sociais.

Os programas Bolsa Família e Fome Zero têm dado uma condição diferenciada para a população pobre, de baixa renda, que agora também pode entrar no mercado, consumir, se alimentar e contribuir com o desenvolvimento.

O controle da inflação hoje, sem planos artificiais, mas com uma política séria, austera, de investimento, constrói a política estratégica e séria da diminuição dos juros mês a mês, criando uma condição melhor para investimentos, apostando na continuidade do mercado interno e na construção e possibilidade das nossas indústrias produzirem para o mercado brasileiro.

Essa condição vem se expandindo a cada momento, assim como a construção de políticas sociais de combate à pobreza que são estratégicas também, mas não devem ser permanentes, pois é preciso, num primeiro momento, garantir a segurança alimentar, porque uma criança com fome não estuda, uma família com fome não trabalha, não tem perspectiva de buscar um trabalho. É preciso pensar o futuro do Brasil. Agora, não querer admitir que estamos num novo momento interno no Brasil... É verdade que nós temos uma política externa importante, mas não foi construída com programas, com planos aventureiros que duram algum tempo e depois acaba sobrando para a população brasileira.

Assim, nesse segundo mandato do nosso presidente Lula está-se construindo grandes estratégias de desenvolvimento no país; está-se discutindo o PAC; está-se discutindo um plano para a educação; está-se discutindo um plano de segurança pública. Isso com certeza é olhar para o futuro com segurança; é olhar pela população brasileira olhando pelos trabalhadores; é olhar pelas micro e pequenas empresas construindo uma política nacional de garantias. Com certeza essa estratégia visa fortalecer as nossas políticas de estado, as nossas políticas públicas.

Chama-me muito a atenção essas declarações de quem ainda não quer admitir que o nosso Brasil está no rumo de uma política segura e que não precisamos manter artificialmente uma moeda forte, que cada vez mais se transforma em uma moeda forte, porque tem segurança na política econômica, na política de juros, na política de inflação e na relação comercial com os outros países.

Vamos ver, com certeza neste segundo mandato... Muitas vezes os segundos mandatos são piores que os primeiros, mas temos a convicção e a certeza de que com a estratégia do governo para a economia brasileira, teremos uma grande perspectiva de um segundo mandato com mais investimentos, com mais política pública para a sociedade nas mais diversas áreas de políticas de estado.

Então essas palavras de não-reconhecimento do que vem acontecendo neste novo momento que o Brasil vive, com certeza é por não reconhecer essa perspectiva do presidente Lula em reconhecer as grandes demandas do país, de construí-las com muita segurança e enfrentá-las com muita tranqüilidade, olhando de fato para o futuro pelos próximos dez ou vinte anos.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)