Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Antônio Aguiar

123ª Sessão Ordinária - 11/12/2012

O SR. DEPUTADO MAURO DE NADAL - Sr. presidente, srs. deputados, o que me traz à tribuna é algo que me preocupa e preocupa principalmente as pessoas que residem no oeste e no extremo oeste de Santa Catarina, aquelas que utilizam a BR-282 para o escoamento da produção, para passeio e turismo e até mesmo aquelas que vêm em busca de tratamento de saúde.

Tivemos, há menos de quatro meses, uma recuperação do trecho entre Chapecó e São Miguel d'Oeste. Nesse período, por várias vezes o trânsito foi interrompido na rodovia para que fosse feita uma recuperação digna, o que há muitos e muitos anos vínhamos reivindicando. Todos nós, oestinos, esperávamos que a recuperação fosse de qualidade, pois é o que representa o extremo oeste catarinense para a economia deste estado e deste país.

Mas, por incrível que pareça, a decepção foi grande. Após somente quatro meses os problemas tornaram a aparecer no mesmo local e numa intensidade ainda maior, fazendo com que inúmeros veículos tenham que trafegar pela contramão para que não estourar os pneus ou até mesmo sair da pista. É claro que na semana passada foi feito um remendo por cima de tudo aquilo, só que o investimento que a união fez na recuperação não foi pouca coisa. Foi dinheiro público jogado pela janela mais uma vez, porque o problema não foi resolvido.

Sendo assim, queremos chamar a atenção do DNIT para que acompanhe de perto toda a recuperação que vem sendo feita na BR-282, principalmente no trecho entre Chapecó e São Miguel d'Oeste. Por incrível que pareça, a recuperação dos outros trechos da BR-282 tem sido feita de maneira duradoura, assim como aquelas realizadas em estradas do vizinho estado do Paraná.

Contudo, no extremo oeste de Santa Catarina, não sei se por problema do solo, não sei se para economizar na recuperação, a verdade é todo o material empregado tem uma duração muito pequena.

Há dias, a Udesc, de Pinhalzinho, fez uma grande paralisação na BR-282, principalmente no trecho que dá acesso à universidade. Inclusive, tem sido motivo de briga constante por parte dos parlamentares da nossa região a busca de um trevo de acesso àquela universidade. Tivemos sorte que até então nenhuma vida tenha sido ceifada naquelas imediações, mas o perigo é iminente, porque ali entram ônibus, entram veículos pequenos e, às vezes, principalmente no inverno, quase não há visibilidade, uma vez que se trata de um trecho onde a cerração é baixa. Com a construção de uma rótula, com certeza resolveríamos o problema.

Sabemos que agora foi licitada toda a recuperação da BR-282, mas estamos pedindo ao DNIT que dê uma atenção toda especial à construção do trevo de acesso à Udesc, à construção de um trevo de acesso à Unoesc, também no município de Pinhalzinho, à melhoria significativa do trevo de entroncamento da BR-282 com a BR-158, à construção de um viaduto, de um elevado ou de uma rótula iluminada, algo que permita que as ligações do Rio Grande do Sul ao Paraná que passam pela BR-282 possam ser feitas com segurança, porque somente naquele ponto foram mais de 70 acidentes em três anos.

Já temos uma empresa vencedora, segundo informações do ministério dos Transportes, que está prestes a ser contratada e vamos acompanhar de perto para ver se agora a recuperação que vai ser feita será de acordo com o que merece o povo que reside no extremo oeste catarinense.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)