4ª Sessão Ordinária - 12/02/2014
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, ouvi atentamente o pronunciamento da deputada Luciane Carminatti e tenho escutado posições, discussões até acaloradas sobre as manifestações que proliferam pelo país. E agora está fazendo 50 anos que aconteceu o golpe militar no nosso país e há inclusive iniciativas no sentido de comemorar ou pelo menos de lembrar aquele episódio.
Srs. deputados, fazendo uma reflexão sobre a questão, primeiro, quero falar sobre a ditadura militar de 1964. Na época eu tinha quatorze anos e o país estava vivendo uma verdadeira balbúrdia, ninguém entendia ninguém nesse país de norte a sul, de leste a oeste, estava tudo virado! Eu morava sozinho, era meio um menino de rua, dormia onde dava e muitas vezes participei dessas manifestações. E esses movimentos tinham líderes que comandavam os encontros e muitas vezes me deram saquinhos cheios de bola de gude, assim como para muitas outras pessoas e determinavam o momento propício para jogarmos nos policiais.
Esses manifestos eram muitos fortes, ajudei inclusive a derrubar a estátua do Suplicy numa universidade de Curitiba, sem ter a menor noção do que estava fazendo. Como adolescente achava legal, muito bacana aquela confusão toda estabelecida no país. E quando vinha a cavalaria da Polícia Militar, os líderes nos mandavam manter silêncio para escutar de onde estava vindo a cavalaria e quando aparecia aquele pelotão enorme, eles gritavam para ficarmos atentos e quando chegavam perto nos mandavam jogar os sacos de bolinhas de gude no asfalto. Ai os cavalos caiam, era soldado para todos os lados, uma verdadeira bagunça.
Nestes movimentos levei algumas cacetadas nas costas e fiquei por muito tempo com marcas, porque naquele tempo os cassetetes não eram de cabo de vassoura, eram de borracha dura. E lembro que estava olhando para um lado, descuidei do outro e um dos soldados me deu uma guascada nas costas que eu me urinei inteiro e fiquei gritando quase meia hora de tanta dor.
Estou falando isso para mostrar como aconteciam esses movimentos e como fui participar deles. E depois, um pouquinho mais jovem, acompanhei esses movimentos e uma coisa que me chama atenção é que muitos daqueles que participaram e lideraram aqueles movimentos falam que lutaram pelo restabelecimento da democracia no Brasil. E o que me chama atenção é que essas pessoas iam treinar em Cuba ou na Rússia!
Quantas e quantas pessoas escuto hoje dizendo que lutaram pela democracia no país, mas que eram treinadas em Cuba?
Cuba, por acaso, foi algum país democrático? É um país democrático? Estou vendo esses médicos que vêm trabalhar no Brasil, e o passaporte deles é retido. O passaporte deles é retido lá na embaixada. Eles não podem ficar com os passaportes. Aqui paga-se R$ 10 mil, mas eles recebem R$ 2 mil. E não têm autorização para deixar Cuba. Quer dizer, a pessoa quer sair do país e não pode. Isso é democracia?
Isso não é democracia, mas o nosso brasileiro ia treinar lá, receber orientação para restabelecer a democracia aqui. É uma coisa muito interessante, pois muitos líderes daquele movimento, daquele tempo, iam treinar na Rússia para instalar no Brasil a democracia.
Então, vejo essas coisas, fico assistindo, porque participei, vi, assisti, e até tinha idealistas neste movimento, tinha pessoas que realmente queriam estabelecer uma democracia nesse país, mas tinha muita gente, muita gente mesmo, que queria, na verdade, estabelecer aqui o comunismo.
Queriam estabelecer e instalar, neste país, o comunismo, esta que é a grande verdade! Mas hoje todo mundo diz que lutou pela democracia no Brasil. Todo mundo! Todo mundo é herói, tem muita gente recebendo indenização porque lutou pela democracia no país, mas é uma grande de uma falácia, e nós sabemos disso. Quem tem mais ou menos a minha idade sabe que isso é uma grande falácia.
Uma boa parte era idealista, uma boa parte era patriota, e uma grande parte, uma boa parte dessa gente queria, na verdade, era instalar o comunismo neste país.
Vejo agora estes movimentos que estamos tendo aqui, inclusive que redundou na morte deste rapaz, cinegrafista, e eu fico impressionado, porque foi um cinegrafista, aí mexeu com a imprensa.
Foi um cinegrafista, e aí houve esta mobilização no país inteiro, está toda essa mobilização porque foi atingido um elemento da imprensa. Eu queria saber se teria a mesma comoção no país se fosse um policial militar, um soldado que estivesse combatendo, levasse um petardo na cabeça, e tivesse morrido.
Queria saber se haveria a mesma comoção no país, que está havendo com esse rapaz. Claro que lamentamos, e lamentamos profundamente isso. Mas está se chegando à conclusão, agora, e está se investigando que por trás destes movimentos, estas manifestações, que não são manifestações, são pessoas infiltradas nas manifestações, movimento político, e político radical.
São políticos radicais que estão sustentando essa rapaziadinha e que não sabem nem por que estão brigando, por que estão acendendo foguete, como disse esse que acendeu aquele artefato, que pensou que era tipo cabeça de nego.
Entrevistaram e ele disse que acendeu, mas não sabia o que era aquilo, nem sabia que tinha tanto poder, e que imaginou que fosse só um foguete tipo cabeça de nego.
Isso é gente aliciada por segmentos políticos radicais que querem estabelecer o caos no país, como eu vi, como eu assisti em 64 e, um pouquinho mais para frente, assisti de corpo presente. E nós estamos vendo a coisa acontecer novamente, movimentos políticos radicais querendo desestabilizar o país. Essa que é a grande verdade.
E vai dar muito pano para a manga, porque ainda nem chegamos porto da Copa do Mundo, nós ainda vamos ver muita coisa nesse país, com certeza absoluta.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)