54ª Sessão Ordinária - 28/05/2014
O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Sr. presidente e srs. deputados, todos que nos acompanham, quero trazer a esta tribuna um tema que já foi tratado por várias vezes aqui, que é o da Rodovia-283, que liga o município de Chapecó ao município de São Carlos.
Estou inclusive estranhando muito essa demora de se investir recursos na recuperação daquela rodovia. Nós fizemos inúmeras mobilizações, inclusive de motoristas de ambulância no município de Planalto Alegre. Tivemos mobilização na ponte que liga o município de São Carlos a Águas de Chapecó, que passa pelo Rio Chapecó e a informação que temos é de que novamente os recursos que tinham perspectivas de chegar e serem investidos naquela rodovia, não vão mais vir. Tivemos uma situação da Barragem da Foz de Chapecó, onde os caminhões que levavam os equipamentos para a construção da mesma contribuíram muito nos prejuízos da estrutura da rodovia.
Portanto, não temos tido os investimentos necessários por parte do governo de Raimundo Colombo e dos nossos secretários que inclusive são do oeste, como o secretário Cobalchini, nosso colega deputado, secretário João Carlos, de São Lourenço, que assumiu o Deifra. Por isso, estamos aqui, mais uma vez, com essa pauta. Essa é uma região importante de Chapecó para o extremo oeste catarinense, toda essa costa do Rio Uruguai e do Rio Chapecó e de inúmeros municípios que dependem daquela rodovia.
Então, nada mais justo que a sociedade novamente se mobilize e chame a atenção para essa situação preocupante naquele trajeto da rodovia, depois de tantos investimentos, de tantos recursos federais que o estado recebe, mais de R$ 11 bilhões, que estão sendo aplicados aqui em diversos programas. Um desses programas diz respeito às rodovias estaduais. A presidente Dilma foi sensível com Santa Catarina para ajudar nas obras que precisam ser feitas em nosso estado, que tem um povo que luta, que trabalha, que produz e que contribui com o desenvolvimento do nosso país e precisa ter os seus devidos retornos.
Então, mais uma vez, quero cobrar aqui e dizer que vamos estar juntos na mobilização. Estivemos nas outras duas e vamos estar de novo. Cobramos aqui desta tribuna por inúmeras vezes esses investimentos que têm que ser feitos naquela rodovia. Certamente queremos que não aconteça, mas como já aconteceu em vários momentos, acidentes graves naquela rodovia e vamos ter outros, porque o movimento é grande, pois ela liga toda uma região produtora, como a de Itapiranga e São João do Oeste, que quando se desloca para Chapecó usa essa rodovia. Assim sendo, queremos aqui chamar a atenção e cobrar novamente do governador os investimentos que precisam ser feitos na Rodovia-283, que liga os municípios da região do oeste ao extremo oeste pela divisa do Rio Grande do Sul, na bacia do Rio Uruguai.
O segundo tema que quero trazer é sobre o belo evento que fizemos na última semana aqui na Casa, que é o 5º Sustentar 2014, que reuniu mais de 30 palestrantes, os melhores nessa área de energias renováveis e consumo responsável. Foi o primeiro seminário de agricultura urbana. E por que a agricultura urbana está sendo discutida junto com o sustentar? Porque além de produzir alimentos de qualidade, são organizações e entidades que usam o lixo orgânico para produzir alimentos nas comunidades carentes de Santa Catarina. Temos várias cidades como Balneário Camboriú, como São José e precisamos ter políticas públicas, precisamos ter investimentos nessas experiências como a Revolução dos Baldinhos aqui na cidade de São José.
Então, quero agradecer todas as entidades, a esta Casa, à comissão de Economia, Minas e Energia, presidida pelo deputado José Milton Scheffer, que deu todo o apoio. E quero agradecer a todos, em nome do curso de Engenharia Bioenergética, da Unoesc, de Xanxerê, que esteve participando com 40 estudantes e com lideranças nesses dois dias de debates aqui na Casa. Em nome de todas as entidades que participaram, quero agradecer.
Quero aqui registrar que o Sustentar 2014 propôs o fomento como energia alternativa, o consumo responsável e os orgânicos. Propôs também adequar à legislação estadual e nacional para fomentar a produção de energias alternativas, sobretudo a mini e a micro geração. Estimular o consumo responsável dos recursos naturais nos processos industriais e agrícolas e a locação de recursos em programas no campo e na cidade de produção orgânica e agroecológica. Esses são os principais pontos da Carta do 5º Sustentar, divulgada na tarde de sesta-feira, dia 23, durante o encerramento do 5º Fórum de Energias Renováveis, Consumo Responsável, Agricultura Rural e Urbana, que aconteceu aqui na Assembleia Legislativa.
Eu quero aqui em nome de um palestrante, que é da Udesc que disse o seguinte: Precisamos ousar mais e envolver o conjunto da sociedade no debate da sustentabilidade. Referindo-se ao aumento da demanda de energia de alimentos. Segundo ele, até 2040 os países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, vão consumir 56% a mais de energia. O problema é a fonte dessa energia, ponderando que em 2012, cerca de 42% da energia consumida no Brasil foi obtida de fontes renováveis. O Brasil tem uma grande fonte de energia renovável, isso precisa ser cada vez mais explorado.
Então, em nome do engenheiro Alessandro, da Udesc, quero aqui cumprimentar todos os palestrantes e entidades que participaram desse grande evento que, com certeza, vai trazer muitos elementos para o debate e também para as novas propostas de legislação em Brasília, nas Câmaras de Vereadores e para o debate da sociedade.
Então, quero novamente falar da importância desta Casa em promover debates como este e contribuir com a sustentabilidade, com o futuro do nosso planeta e da nossa humanidade.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)