34ª Sessão Ordinária - 15/04/2014
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO AGUIAR - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, comunidade catarinense. Gostaria de fazer uma saudação especial ao ex-prefeito de Porto União, Renato Stasiak. Seja bem-vindo a esta Casa!
Quero dizer que amanhã a cidade de Bela Vista do Toldo comemorará 20 anos de existência e este deputado, como presidente da Câmara de Vereadores de Canoinhas, à época, encaminhou a emancipação política daquele município.
Portanto, parabéns ao prefeito sr. Gilberto Damaso da Silveira, em seu nome parabenizo toda a comunidade da cidade e gostaria de dizer que estaremos presentes lá amanhã juntamente com a população para festejar essa grande data.
Também quero reportar um importante documento que vou apresentar neste momento, que é a readequação do Hospital Sagrada Família, de São Bento do Sul, e isso significa que este hospital terá alta complexidade em oncologia.
Está de parabéns São Bento do Sul, esperamos o aval final da vigilância sanitária para que na semana que vem possamos fazer um convênio de R$ 110 mil para essa readequação.
Foi uma longa jornada e tivemos que nos esmerar para que isso acontecesse. Agora chegamos praticamente na reta final com todos os itens preenchidos, com todo o trabalho feito e com toda a comunidade de São Bento do Sul, de Campo Alegre e Rio Negrinho querendo essa importante obra, esse importante benefício aos pacientes que são portadores de câncer, para que não mais viagem a Jaraguá do Sul e fiquem em São Bento do Sul, uma vez que o médico oncologista daquele município também se dirige a Jaraguá do Sul para atender os pacientes.
Isso mostra que a descentralização está funcionando. Esse é mais um ato de descentralização do governo.
Queria parabenizar o sr. governador, Raimundo Colombo, e o vice-governador, Eduardo Pinho Moreira, pelo andamento que estão dando, juntamente com a secretária Tânia Eberhardt e o secretário adjunto Acélio Casagrande e toda a sua equipe.
Queremos agradecer a todos os colaboradores que ajudaram, no sentido de fazer com que esse passo importante para o credenciamento da quimioterapia em São Bento do Sul se realizasse.
Nós temos também que falar, especialmente, do senador Luiz Henrique da Silveira. Quero relatar aqui o pronunciamento que ele faz para os nossos companheiros peemedebistas, principalmente a você, delegado, que vai votar no dia 26.
Vou ler a carta, então, do senador.
(Passa a ler.)
"Carta aos peemedebistas
Joinville, 30 de março de 2014
Prezadas e prezados companheiros,
Em 15 das 16 eleições que disputei, levei, sempre, o PMDB velho de guerra a retumbantes vitórias. Sempre que o partido me convocou (inclusive para eleições quase impossíveis, como para prefeito, em 1966, e para governador, em 2002), ofereci o meu nome, sem nenhuma hesitação, para elevar, sempre bem alto, a bandeira do PMDB. Para enfrentar o pleito municipal, renunciei a uma eleição certa de presidente da Câmara dos Deputados, para poder concorrer a governador, renunciei a dois anos e nove meses do mandato de prefeito.
Em 1989, nosso partido tinha 22 dos 23 governadores e a maioria esmagadora dos senadores, dos deputados federais e estaduais, dos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Era o único que tinha presença em todos os municípios!
Lançamos candidato a presidente da República o deputado Ulysses Guimarães, o maior estadista dos nossos tempos. Qual foi o resultado? O dr. Ulysses fez apenas 3% dos votos. Por quê? Porque ele era o vice-presidente, assumiu diversas vezes e ocupávamos espaços generosos no governo Sarney. O povo não acreditou que pudéssemos virar oposição de uma hora para outra.
Em 1988, pela mesma presunção de que o PMDB, sozinho, pode tudo, sofremos uma retumbante derrota para o governo do estado.
Estou no fim da minha vida pública. Com a minha longa experiência, cumpro a responsabilidade de alertá-los para que aquela triste história, que deixou o nosso partido tão fragilizado e desnorteado, não volte a acontecer.
Tenho respeito, admiração e afeição aos companheiros que defendem a candidatura própria. Também quero a volta do PMDB ao governo, mas, com toda certeza, isso acontecerá normalmente em 2018.
Alinho abaixo 15 razões para demonstrar que a análise sensata e equilibrada da realidade atual recomenda a manutenção da coligação que firmamos em 2010.
1. Quando nos coligamos para eleger o governador Raimundo Colombo, a lei já lhe assegurava o direito de postular a reeleição.
2. Somos governo, temos, no companheiro Eduardo Pinho Moreira, o vice-governador, além da maioria dos integrantes dos cargos de confiança.
3. Em Joinville, só elegemos o prefeito Udo Dölher, porque desembarcamos do governo municipal entregando todos os cargos um ano e seis meses antes das eleições!
4. Continuamos ocupando os cargos indicados pelo Partido. E se no dia 27 deixarmos todas as funções de confiança (o que seria o gesto de mínima dignidade política!), ainda assim o povo entenderia como decisão tardia e oportunista, o que, sem dúvida, repeteria o insucesso da candidatura presidencial do dr. Ulysses.
5. Não coligados, levaremos o Partido ao isolamento, ao enfranquecimento, e à impossibilidade de vencer, em candidatura solitária, ladeira acima.
6. Coligados, manteremos a vice-governança e, assim, assumiremos o governo em 2018, já que o governador Raimundo Colombo será candidato a senador.
7. Coligados, faremos eleição de morro abaixo, aumentando as nossas bancadas de deputados estaduais e federais, e os espaços no Governo. Assim, poderemos apoiar, ainda com mais força, os nossos prefeitos, nos seus atuais mandatos e nas futuras campanhas eleitorais.
8. Coligados, vamos negociar uma nova relação com o Governo Colombo, para restabelecer a força da descentralização, das Secretarias e dos Conselhos Regionais.
9. Coligados, seremos beneficiados pela geografia das urnas, o que aumentará, ainda mais, a presença do nosso Partido e dos nossos companheiros no Governo.
10. Coligados, seremos corresponsáveis pelo canteiro de obras em que o nosso governo tornará Santa Catarina, aplicando os nove bilhões de reais repassados pelo Governo Federal, cuja maioria dos investimentos encontra-se nas fases de projeto, desapropriação, licença ambiental ou licitação (o que demora, normalmente, de um a um ano e meio).
11. Coligados, preservaremos nossas posições no Governo, mantendo a visibilidade do PMDB, essencial para o maior êxito dos nossos candidatos à Assembleia Legislativa e ao Congresso Nacional.
12. Coligados, não entregaremos as nossas posições aos nossos adversários históricos, e, assim, não permitiremos a ressurreição das lideranças que derrotamos em quatro eleições recentes. Não se esqueçam: o político é o único animal que ressuscita!
13. Coligados, participaremos de uma enorme reunião de Partidos. E, assim, ocuparemos, de longe, o maior tempo de rádio e TV, o que aumentará significativamente o sucesso eleitoral dos nossos candidatos ao Poder Legislativo.
14. Coligados, manteremos a unidade do PMDB, sem ter que enfrentar o salve-se quem puder de uma ruptura abrupta com o Governo, às vésperas das eleições.
15. Não coligados, o que diremos? Que propostas apresentaremos? Teremos autoridade para criticar as políticas de saúde, da administração, da infraestrutura, da Justiça, da Celesc, do Deinfra, do Deter, da Fatma, do Iprev, da Codesc, da SCGás, e de tantas outras áreas que são geridas por companheiros do PMDB? Isso não vai levar como aconteceu com o dr. Ulysses, à divisão, ao descrédito e à perda do apoio popular?!
Companheiras e companheiros, observem que não há nenhum companheiro pleiteando candidatura própria, também, para Presidente da República. Por quê? Pelas mesmas dificuldades e obstáculos que detalhei acima: o vice-presidente da República é o nosso Presidente Nacional, Michel Temer; e o PMDB ocupa vários Ministérios e importantes cargos no Governo da Presidente Dilma Rousseff. Nossos companheiros sabem que por estas mesmas razões é inviável tanto a candidatura a Presidente da República, quanto desembarque do Governo Federal, agora, tão perto das eleições.
Pedindo que reflitam sobre o passo que vão dar no dia 26, peço-lhes o voto pela coligação, para que a continuidade do projeto vitorioso potencialize, ainda mais, a grandeza do nosso PMDB, assegurando-lhe a volta ao cargo de Governador do Estado em 2018.
Em 2018, encerro a minha vida pública. Minha última missão será levar o PMDB de volta ao Governo do Estado, daqui a apenas três anos.
Forte abraço."[sic]
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)