27ª Sessão Extraordinária - 05/11/2014
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, prezados catarinenses que nos acompanham pelos meios de comunicação, quero, ao saudar aqui o dr. Genoir Simoni, médico e presidente da Unimed de Florianópolis, lembrar que o nosso atual sistema de saúde pública está, infelizmente, muito aquém da necessidade da população catarinense e certamente da população brasileira. Graças a Deus ou graças à organização dos catarinenses, em muitas cidades, temos o serviço paralelo que, de certa maneira, atende parte dessa demanda reprimida que existe na saúde.
Em muitas cidades como Itajaí, Blumenau, Joinville e Brusque, os sindicatos, como o Sintrafite, Sindmestre, Sindicato dos Metalúrgicos, atendem mais de 30% da população.
Então, 30% da população já é atendida por esses sindicatos, e 20%, 25% da população é atendida pela Unimed.
Então, pode-se dizer que na cidade de Brusque, pelo menos, metade dos brusquenses não usa o sistema público, a não ser programas de vacinação ou outros, como Outubro Rosa - campanha de controle e combate ao câncer feminino -, Novembro Azul, fora isso, seguramente, a metade da população daquela cidade não usa o serviço público. Ainda bem que é assim, não fosse isso apareceria muito mais essa ferida que está caótica, pois sofrem aqueles 50% que são obrigados a usar o SUS, que sofrem na espera de filas para atendimento de urgência, de emergência. E, seguramente, a Unimed tem contribuído muito para esse atendimento.
Hoje a Unimed inaugura aqui em Florianópolis O Hospital Unimed, justamente para melhorar esse atendimento que é feito em diversas cidades em Santa Catarina, em grande parte do Brasil. A Unimed é grande em todos os estados. O primeiro hospital feito pela Unimed foi em Chapecó, depois, Joinville, e agora, aqui em Florianópolis.
Sei que a Unimed de Brusque já articula para construir o próprio hospital. A Unimed Litoral, em Itajaí, Balneário Camboriú, já tem um hospital há alguns anos. Então, a Unimed cresceu, mas pode atender melhor, otimizando melhor os recursos, revertendo aquilo que é contribuição para os cooperados, para os associados, num serviço melhor.
Então, queria cumprimentar o doutor Genoir Simoni, da Unimed de Florianópolis, saudar a grande Unimed, todos os cooperados da Unimed porque, graças e essa cooperativa, conseguimos suprir bastante essa grande deficiência que, infelizmente, existe na área da Saúde.
Em segundo lugar, sr. presidente, os jornais de ontem e de hoje reportaram a eleição dos Estados Unidos e lá, aliás, nos resultados está justamente aparecendo o crescimento de deputados e senadores da Oposição.
Mas eu não queria me ater à questão de deputados e senadores ou de Situação e Oposição nos Estados Unidos, mas certamente muitos dos senhores, dos nossos expectadores, ouviram alguma reportagem em que aparece bem o tipo de eleição eletrônica que existe nos Estados Unidos.
O nosso modelo de votação todos conhecemos. Vamos lá na urna eletrônica, digitamos o número do nosso candidato e aparece no controle, no visor, a fotografia do candidato. Depois você confirma, mas ninguém tem certeza se aquele voto foi mesmo para o candidato escolhido ou não. Acreditamos que sim! Acreditamos que, de fato, o voto foi para aquele, mas não existe uma forma de o eleitor conferir. A votação é tão secreta aqui no Brasil que nem mesmo o eleitor consegue saber com certeza se aquele voto dele valeu mesmo para o candidato que ele quis votar.
Mas na reportagem que eu vi, de ontem à noite e hoje pela manhã, apareceu bem este aspecto que eu vou enfatizar. O cidadão, nos Estados Unidos, na urna eletrônica, que foi copiada daqui e melhorada, vota, digita os números do candidato dele, na sequência, como tivemos aqui. Quando ele termina de digitar sai um papelzinho, na mão dele, onde estão escritos todos os candidatos que ele votou. Assim, ele confere para ver se são aqueles candidatos mesmo. E, por último - apareceu bem nesse trabalho que a Rede Globo apresentou - o eleitor coloca aquele papel numa máquina que o engole.
Ou seja, aquele papel foi apenas para ele ter certeza de que o voto foi para o candidato dele e, para confirmar essa votação, ele tem que colocar na máquina o papel que faz a leitura em código de barras. Então, automaticamente, aquele voto que está expresso no papel passa a valer no sistema, é contabilizado no sistema para fins de apuração rápida, mas lá dentro da caixa, da urna, ficou o voto dele escrito e pode ser então recontado.
E ainda o juiz eleitoral pode, aleatoriamente, escolher algumas urnas, em algumas cidades, para fazer a contagem dos votos e confrontar com os votos que já estão contabilizados no sistema eletrônico.
Para que isso tudo? Para ninguém cair na bobagem de fazer qualquer adulteração e, de fato, confrontar sempre o resultado que está na apuração eletrônica e o voto que está escrito no papel, dentro da máquina.
Ou seja, o sistema americano permite que se recontem os votos no papel e se faça acreditar que não seja adulterado o resultado da eleição. Aqui no Brasil, infelizmente, cabe-nos acreditar. E uma recontagem torna-se até impossível.
Agora, à tarde, especificamente, às 13h, o juiz eleitoral tentou contar os votos de uma urna lá de Içara que ainda não havia contado, são 287 votos, e a vontade do eleitor não está expressa em lugar nenhum, com um detalhe, não há como contar! Tentaram contar no dia da eleição e não deu. Agora, novamente, não deu!
Então, vão chamar alguém de Brasília para ver a questão da criptografia e tentar interpretar os votos que estão lá dentro! Ora, isso significa que precisamos melhorar aquilo que foi inventado há alguns anos no Brasil, mas até agora não houve nenhuma evolução, que precisa acontecer para...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)