94ª Sessão Ordinária - 22/10/2014
A SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA - Sr. presidente, srs. deputados, estamos a quatro dias de tomarmos uma decisão que vai influenciar a nossa vida, as nossas cidades, o nosso estado e o nosso país.
No domingo, dia 26, o povo brasileiro retornará às urnas para eleger a presidente do Brasil.
Nessa campanha eleitoral muitos daqui que foram candidatos conseguiram chegar vitoriosos, e outros não. Mas fizemos, sim, um bom debate, o bom combate, mostrando proposta, mostrando as diferenças de projetos.
Nós ouvimos muita gente, pessoas simples, que vivenciaram esses últimos 12 anos de mudanças em suas vidas, pessoas que nos deram depoimentos interessantes, nosso líder, deputado Neodi Saretta, como um jovem, que disse o seguinte: "Não votar em Dilma Rousseff é arriscar o futuro.
Acredito que seja isso mesmo.
Nós que temos mais um pouco de idade, que vivenciamos dois governos, um da presidenta Dilma Rousseff e outro do Presidente Lula, sabemos que agora há outro Brasil, um Brasil diferente, um Brasil de oportunidades, como tenho falado sistematicamente. E esse é um palco para debate político. Temos feito uma reflexão com o povo catarinense, homens e mulheres.
As pessoas já pararam para pensar no que aconteceu na última década? O que a família, o que as pessoas vivenciaram na década de 90 ou até o ano 2002? Já pararam para pensar no bairro onde moravam e na cidade onde moram hoje? Com os seus vizinhos, o que mudou na vida deles? Os seus vizinhos melhoraram ou pioraram de vida? A sua vida melhorou ou piorou? Tiveram a oportunidade de comprar um carro nos últimos anos? Trocaram a geladeira, a televisão, que era antes pequeninha e agora é uma televisão de plasma, de led. Há pessoas que tem até cinema dentro de casa!
As maiores lojas do comércio são as lojas de eletrodomésticos, porque as pessoas estão tendo oportunidade de trocar esses bens de consumo. Antes a maioria das pessoas trabalhava apenas para sustentar a família - eu sou dessa época -, mas hoje as pessoas sustentam a família e adquirem bens de consumo. É isso que mudou na vida.
Hoje os brasileiros e as brasileiras têm a oportunidade de comprar um carro novo, de viajar de avião, conquistar o sonho da casa própria e com isso tem a liberdade de escolher o que colocar dentro de casa. Antes era uma geladeira simples, agora é uma duplex, com modelo de congelador embaixo ou em cima. Agora dá para escolher, também um fogão de quatro ou seis bocas, dessa forma graças a Deus que o salário vale alguma coisa e as pessoas podem comprar.
A maioria dos brasileiros e brasileiras está empregada ou possuem um pequeno negócio, nunca houve tanta abertura de supermercados, que antes funcionava até sábado meio-dia e agora alguns até funcionam 24h, de domingo a domingo, e sempre tem gente comprando.
Será que o Brasil está ruim? Eu fico a pensar! A presidente Dilma Rousseff era para ter 80% de aprovação nas pesquisas devido às melhorais que tivemos nessa última década. E olha que o Brasil tem 514 anos e o PT governa apenas há 12.
E nesses 12 anos foi feita uma revolução sem bala, foi feita uma revolução na vida das pessoas e para melhor. Por isso, temos sempre feito essa boa conversa com as pessoas, pois a renda das famílias cresceu devido à valorização do salário mínimo, dos aumentos reais de salários e também muito emprego.
Antigamente, via-se enormes filas de pessoas em busca de emprego. Já dei esse exemplo nesta tribuna, deputado Padre Pedro Baldissera, porque na minha cidade há um padre que, antes, benzia carteiras de trabalho, porque a maior procura das pessoas era trabalho. Hoje, ele continua benzendo, mas benze chaves de carros, chaves de casa própria, é isto que as pessoas levam para ele benzer. É essa mudança que houve na nossa vida e é essa a reflexão que temos que fazer.
Tínhamos uma casa de alimentação comunitária, chamada Associação Beneficente Bom Samaritano, na minha cidade, Blumenau, deputado Ismael dos Santos, onde o Padre João Bachmann servia 450 refeições por dia. E v.exa., deputado Ismael dos Santos, lembra-se disso, porque conhece a nossa cidade, era fila de pessoas na década de 2000 e 2001, para irem comer nessa Casa, e hoje o Padre João Bachmann continua a manter essa casa, mas não chega a 50 refeições diárias. Esse é o reflexo! As pessoas estão tendo direitos e condições de comprar alimentos, de matar a fome, de ter melhorias na vida. Então, é isso srs. deputados, sras. deputadas e público catarinense, que temos que refletir.
O Brasil é o único país no mundo onde o rico tem inveja do pobre, porque o pobre tem carro, tem casa, porque o pobre viaja de avião. Nunca se viajou tanta viagem de avião e todo mundo ganhou dinheiro, todo mundo tem as mesmas condições, o pobre, a classe média, o rico, todo mundo está bem no nosso país e nunca houve tanta geração de emprego.
Então, no dia 26 de outubro, vamos voltar às urnas. Temos duas propostas bem diferentes uma da outro.
(Passa a ler.)
"Um projeto que privilegia os banqueiros, os interesses internacionais, os poderosos, e a mídia, em detrimento do trabalho e dos trabalhadores, que é o representado pela candidatura dos tucanos.
E outro projeto, bem diferente, que privilegia o interesse nacional, o trabalho, o emprego, a educação, o desenvolvimento do país com distribuição de renda e de oportunidades representado pela presidente Dilma Rousseff.
Nessas últimas eleições a mídia e as forças da direita tentaram transformar essa eleição num debate sobre corrupção tentando desviar a atenção da população sobre os principais temas de uma eleição presidencial.
Apesar disso a nossa presidenta não fugiu do tema proposto. Mostrou que a grande diferença entre os tucanos e o PT é que nós investigamos e organizamos as estruturas de investigação nesse país e eles jogaram a sujeira para debaixo do tapete.
O Brasil irá vencer a corrupção com a mudança das leis e com a reforma política - justamente mudanças que são por eles barradas no Congresso Nacional.
Além disso, nós, catarinenses, temos inúmeros motivos para votar com alegria e com a cabeça erguida na nossa presidenta. Nenhum presidente investiu tanto em Santa Catarina como a presidenta Dilma Rousseff.
É por isso que o governador Raimundo Colombo está com Dilma. É por isso que o PMDB catarinense, o PSB, o PSD estão com Dilma. É por isso que a maioria dos prefeitos apoia a presidenta, que tem encaminhado recursos para todos os municípios em todas as áreas da administração.
Quero aqui dar alguns exemplos: na área da Saúde em Santa Catarina já se somam 448 médicos que atendem um milhão e meio de catarinenses. O governo federal está construindo 389 unidades básicas de saúde em parceria com as prefeituras. Estão sendo construídas 35 UPAs no estado e já são 1.505 equipes do programa de Saúde da Família.
Na educação dos catarinenses nossa presidenta garantiu a construção da Universidade Federal da Fronteira Sul e quatro novos campi da UFSC, em Blumenau, Araranguá, Curitibanos e Joinville.
Em Santa Catarina 43 mil estudantes são beneficiados pelo Fies e 44 mil tem bolsa de estudo pelo ProUni. E temos agora mais de 30 unidades em funcionamento do IFSC e do IFC.
Dilma está ainda construindo mais de 160 unidades de educação infantil pelo estado, quatro delas serão em Blumenau.
Vocês sabiam que 3.200 jovens catarinenses estão estudando no exterior através do Programa Ciências Sem Fronteiras? E que temos mais de 590 escolas atendendo nossas crianças e jovens na escola em tempo integral? Temos 1.030 ônibus do Caminho da Escola que já foram entregues às prefeituras de Santa Catarina."
Então, muitas coisas boas têm acontecido no nosso estado. No dia 26 temos dois projetos e não podemos arriscar o futuro do Brasil, que está vivendo uma das melhores décadas de oportunidades para todos votando no outro candidato de Minas Gerais, mas que mora no Rio de Janeiro, um playboy que quer virar herói...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)