Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Ivan Ranzolin

1ª Sessão Ordinária - 20/02/2001

O SR. DEPUTADO IVAN RANZOLIN - Srs. Deputados, eu desejo, inicialmente, nesta primeira vez que ocupo a tribuna depois da eleição de V.Exa., Deputado Onofre Santo Agostini, cumprimentá-lo, conforme já fiz no Município de Urubici, e reafirmar o que lá disse: V.Exa. chegou à Presidência merecidamente. Já foi candidato em outras oportunidades, participou da Mesa, presidiu a Comissão de Justiça com muita seriedade, percorreu os caminhos desta Casa como um Deputado trabalhador, acima de tudo responsável, e chegando à Presidência da Casa.

Cumprimento V.Exa. e desejo êxito na sua missão, mas agora precisamos nos entender quanto à consolidação dos demais componentes da Mesa Diretora.

O meu Líder, Deputado Milton Sander, que também quero cumprimentar pelo trabalho que vem desempenhando, cedeu-me alguns minutos para eu poder manifestar a minha posição e a da nossa Bancada para responder o discurso do Deputado Romildo Titon. Um discurso lúcido, com colocações inteligentes e, acima de tudo, afirmações trazidas por ele que podem nos levar a um entendimento num curto espaço de tempo.

Conheço há muito tempo o referido Deputado, que manteve sempre a sua postura, a sua firmeza, mas tem sido um Deputado de Oposição que também tem aceitado os resultados democraticamente.

Por isso, Deputado Romildo Titon, nós queremos ratificar as suas posições e dizer que o Parlamento não pode ficar à mercê de alguns que não querem o entendimento levando notícias inverídicas para fora, empregando a discórdia, como aconteceu pela denúncia apresentada pelo Deputado Gilmar Knaesel.

Na realidade, nós temos o dever de buscar o entendimento. A luta em busca da Presidência pelos dois candidatos foi absolutamente legítima, sendo eleito o Deputado Onofre Santo Agostini.

Eu acredito que o Deputado Onofre Santo Agostini tem que conduzir a Casa para o entendimento, para o trabalho, porque este ano nós teremos uma tarefa e uma missão muito árduas em função do que exige a sociedade catarinense, em função das possibilidades de crescimento do Estado e também do Poder Judiciário, pois precisamos estar harmonicamente ligados, independentes, é verdade, mas de uma forma harmoniosa.

Temos Deputados que estiveram trabalhando em lados opostos pela candidatura do Deputado Jorginho Mello. E em conversas que mantivemos com ele estamos também sentindo que há possibilidade de buscarmos um entendimento e um acordo amplo com a participação dentro dos princípios constitucionais, que é a participação mais certa, mais legítima da proporcionalidade.

Entendo que poderemos chegar a este fim. A proposta foi lançada pelo Deputado Romildo Titon e nós estamos respondendo objetivamente. Agora, Deputado Onofre Santo Agostini, os Deputados que estiveram com a sua candidatura, precisam buscar o entendimento, a fim de fazermos uma composição com os Deputados e com os Partidos que estiveram com a outra candidatura, porque, na realidade, essa iniciativa tem que ser nossa. Nós é que teremos que buscar todos os Deputados para o entendimento e depois, então, formarmos uma Mesa ampla com todos os Partidos.

Por isso proponho que, ao encerrarmos esta sessão, nos reunamos novamente para vermos da possibilidade de buscarmos um entendimento com propostas, e entendo que a primeira proposta deve partir do nosso grupo, para que na semana que vem em diante não tenhamos que dizer que a Casa tem dois grupos, mas sim um grupo de 40 Deputados, e que V.Exa., como Presidente, vai comandar os demais 39. Entendo que a responsabilidade nos leva a isso e talvez possa ser a vontade de todos.

Deixo aqui os meus cumprimentos, mais uma vez, ao Deputado Romildo Titon, ao meu Líder, Deputado Milton Sander, que tem se esmerado no sentido de buscar um entendimento, reunindo a Bancada todas as vezes que se fizeram necessárias.

Também desejo cumprimentar todos os Parlamentares desta Casa, porque, na realidade, a partir da semana que vem, já disse isso e vou repetir, teremos uma tarefa árdua, precisamos decidir a formação da Mesa, das Comissões, porque há muitos projetos importantes para serem analisados e de profundo interesse à sociedade catarinense.

Portanto, deixo esta tribuna convencido de que nós buscaremos o entendimento, estabelecendo os critérios constitucionais da proporcionalidade, e, se Deus quiser, na semana que vem a imprensa vai voltar a elogiar os trabalhos desta Casa, como sempre fez, porque conheço muitas Assembléias Legislativas deste País e posso afirmar que a de Santa Catarina é uma das melhores, pela forma de trabalho dos seus integrantes e por tudo que temos feito aqui pela democracia e pelo nosso Estado.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)