92ª Sessão Ordinária - 27/11/2001
O SR. DEPUTADO NELSON GOETTEN - Sr. Presidente e Srs. Deputados, ocupo a tribuna, neste horário de Explicação Pessoal, para dizer, em primeiro lugar, que sempre tenho me manifestado com relação a alguns posicionamentos da Deputada Ideli Salvatti, mas muitos deles são pela deslealdade e pela falta da verdade que a referida Deputada comete, muitas vezes, neste microfone.
Quero registrar, para que não fique dúvida, essa questão da imunidade parlamentar, que é uma questão extremamente relativa, que devemos discuti-la com muita responsabilidade.
A Deputada Ideli Salvatti falava aqui de um ex-Prefeito, só não disse que hoje ele é Deputado, mas que está acobertado pela imunidade, quando a Deputada, que é bem esclarecida, bem informada, sabe muito bem que esse Deputado, esse ex-Prefeito não está acobertado pela imunidade porque em processo de improbidade administrativa, em ação civil pública, não existe imunidade! Portanto, esse Parlamentar responde esse processo na Justiça já há muito tempo.
Continuamos respondendo, se ela lesse mais profundamente o processo, iria ver que nesse processo houve apenas uma condenação por falta de presença no momento do julgamento, por um minuto de prazo, o qual ganhamos no Supremo o direito de nos defender. Então, ela tem que ter mais compromisso com a verdade, por isso que sempre a estou contestando. E ela sabe muito bem que processo de improbidade administrativo e ação civil pública não têm imunidade parlamentar. É isso que temos que deixar aqui claro.
Mas hoje ocupo esta tribuna, com muita satisfação, para deixar registrado nos Anais desta Casa - e isso é, no mínimo, meu dever neste Poder - o Projeto Retratos de Santa Catarina, que mostra, nesta Casa do povo, a representação do nosso querido Município de Taió. Município esse que me deu a oportunidade, que me produziu e me fez um agente político do povo catarinense, que também tenho o dever, a honra e o orgulho de representá-lo aqui e que me deu a oportunidade, primeiro, de ser o seu Legislador.
O mandato que exerci, primeiramente, na Câmara do Município de Taió foi de Legislador. Ele me deu a honra de poder também administrá-lo, e me sinto orgulhoso de poder ter colocado esse trabalho em meu currículo político. Município esse que está no coração do Alto Vale, no coração de Santa Catarina, que tem um povo com brio, que defende, acima de tudo, a solução para os seus problemas através do trabalho, que tem como nascedouro as águas do Rio Itajaí-Açu, que tem uma agricultura extremamente diversificada, um parque empresarial invejoso, importante, desde a indústria do leite, do queijo, até a indústria da carne, do sorvete, a indústria eletrônica, da madeira, de papel, de móveis e de artesanato.
Esse Município tem um comércio expoente, forte, tem potencial e riqueza vindos da sua cultura, da sua gente, mas, acima de tudo, o seu povo tem um veio empreendedor, surpreendente, que tem produzido valores extraordinários. Esse Município também foi o berço de importantes homens públicos deste Estado e do Brasil.
A exemplo da família Bértoli, que fez história nesta Casa de Leis, nesta Casa do povo, não só pela sua competência, pela sua seriedade no exercício da sua função de Legislador público, mas também pela forma carinhosa com que tratava os assuntos do seu Município, do seu povo que ajudou a desbravar.
Também depois a sessão foi entregue ao seu Moacir Bértoli, que também escreveu, nos Anais desta Casa Legislativa, uma história de trabalho, de luta não só por este Estado, mas, acima de tudo, pelo Alto Vale do Itajaí e por aquele nosso importante povo empreendedor e valoroso de Taió. Esse Município que me deu a honra de ser o meu berço, o berço da minha família.
Em 1903, a família de Ramiro Goetten descia dos campos de Santa Cecília e de Curitibanos para, de acordo com o correr e o descer das águas, ocupar e ali constituir a sua família, aquelas regiões do nosso Vale do Município de Taió, do Vale do Funil. Ali começava, então, a história daquele Município, a história de um Município que se transformava em importante, que não só dava a contribuição econômica e social fundamental para Santa Catarina, como também dava uma contribuição política importante ao nosso Estado, porque nunca se omitiu das questões políticas locais, regionais e estaduais.
Esse é o Município de Taió, o qual tenho a responsabilidade de, nesta Casa de Leis, nesta Casa Legislativa, em todas as minhas ações, sempre defendê-lo.
Mas também é certo que aquele povo de Taió mandou muitos dos seus filhos para ajudar a desenvolver os territórios brasileiros, especialmente para algumas das regiões industrializadas de Santa catarina, a exemplo de Joinville, de Blumenau, de Jaraguá do Sul e de Brusque. Essas foram as regiões que mais mandamos nossos filhos.
Nessas regiões encontrávamos homens dedicados ao trabalho, à amizade, porque aprendemos, adotamos, adquirimos, de berço e de história, a solidariedade, a competência, a determinação, o trabalho e, acima de tudo, a motivação. É um povo de fé que acredita, que luta, que constrói as suas ações voltadas para o desenvolvimento econômico e social do País.
Penso que se o Brasil tivesse um pouco mais da cara de Taió seria um Brasil que íamos nos orgulhar, porque aquele povo encontra condições de tratar o seu filho através do trabalho. Em Taió o índice de criminalidade chega próximo a zero. Não encontramos família que não tenha a sua casa para morar. Lá encontramos a solidariedade das pessoas.
Ah se o Brasil fosse um pouco mais do jeito daquela nossa querida cidade, do nosso importante Município do Alto Vale do Itajaí, que é o Município de Taió!
Então, esse Município vem a esta Casa, hoje, de forma simples, humilde e responsável, mostrar um pouco dos seus valores. Por certo não fomos preparados para este momento, mas o Projeto Retratos de Santa Catarina dá oportunidade para que nos organizarmos, a fim de mostrarmos o potencial do nosso Município de Taió.
Hoje, do nosso jeito, da nossa maneira, com as nossas condições, no hall da Assembléia Legislativa, estamos apresentando um pouco da história do nosso Município de Taió, que é o orgulho para Santa Catarina, para o Alto Vale e, acima de tudo, para aquele povo lutador e amigo e um orgulho para mim, Legislador...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)