16ª Sessão Ordinária - 12/03/2014
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, público que nos acompanha pela TVAL, pela Rádio Alesc Digital, especialmente os servidores públicos estaduais da Secretaria do Estado de Assistência Social, Trabalho e Habitação, que estão chegando ao plenário para anunciar que estão em greve, que estão em luta pela categoria, e também os trabalhadores do Imetro e outros setores do serviço público estadual que também estão em greve.
Quero dizer que vocês têm o nosso apoio e que estamos na perspectiva de que possa haver um processo de avanço nas negociações, que esses segmentos do serviço público possam ser tratados no mínimo com igualdade de direitos com relação aos demais servidores públicos.
E ser tratado com igualdade de direitos por alguns segmentos do estado significaria um bom avanço remuneratório, especialmente pelos setores de cúpula do serviço público estadual. Quero parabenizar todos vocês pelo movimento, dizer que somos solidários à manifestação, à greve, e que estaremos à disposição desse movimento que estão realizando.
Em segundo lugar, deputado Kennedy Nunes, não conseguimos salvar e trazer uma foto, uma imagem das mãos de uma Policial Militar, que apresentam queimaduras de elevado grau, ocasionada por exercício de treinamento físico lá na região oeste, no extremo oeste de Santa Catarina, em São Miguel d'Oeste.
E soube agora que aquela turma é a mesma que ano passado esteve aqui, porque não se queria na instituição Polícia Militar o ingresso dela, e que por gestão de v.exa. junto ao Judiciário, e da bancada feminina desta Casa, com a nossa participação, evidentemente, neste processo, elas entraram na Polícia Militar.
Não estou apontando o comandante da instituição como responsável diretamente, mas um instrutor, em São Miguel d'Oeste colocou as alunas a pagar apoio sobre solo num dia daqueles de 40º. E se no termômetro estava marcando essa temperatura, no asfalto deveria estar uns 60º, causando ferimentos por queimadura na palma da mão de algumas alunas e uma delas de forma bastante grave.
Espero que possa trazer as fotos, quiçá amanhã, para que v.exas. vejam. Isso já foi noticiado nos meios de comunicação. Não foi a Aprasc, não fomos nós que enviamos, a informação saiu de pessoas provavelmente daquela unidade, mas quero dizer que considero isso um atraso. Eu, como militar, tenho plena consciência de que não se prepara fisicamente um servidor público da área de segurança, especificamente um policial Bombeiro Militar sem treinamento, é evidente que tem que haver treinamento e inclusive forte. Mas as pessoas têm que ser preparadas para fazer o treinamento. E colocar a mão no asfalto num dia de sol de 40º e ficar pagando apoio, com certeza não é treinamento.
O que essa moça aprendeu com esse exercício? No máximo o que ela aprendeu é que não deve colocar a mão na chapa quente. Mas isso ela já sabia desde dois anos de idade, deve ter sido uma das primeiras coisas que seus pais ensinaram. Então, isso não é treinamento, é abuso de autoridade, um retrocesso, é castigo físico sem objetivo específico e tecnicamente, cientificamente necessário, pelo contrário, é o oposto. É a negação da preparação física.
Evidente que fica a dúvida. E o comando da Polícia Militar já se manifestou, inclusive dizendo que vai fazer um inquérito para buscar os responsáveis ou o responsável por essa situação. Mas não dá para excluir, e fica a reflexão, de que essa sacanagem, essa falta de respeito, inclusive, à instituição, ao ser humano e à mulher, foi uma retaliação porque elas foram lutar pelo seu direito de entrar e de serem policiais militares.
Todos aqui lembram que eles não queriam que elas entrassem porque não tinham 1,65m. E nós, a Assembleia Legislativa e o Judiciário dissemos que elas podiam entrar. E quem sabe algum iluminado quer convencê-las a sair.
Então, com certeza isso tem que ser levantado e, repito, o comando da Policia Militar informa que tem já o inquérito aberto para apurar a responsabilidade ou as responsabilidades sobre o ferimento por queimadura de uma aluna soldado no 11º Batalhão, em São Miguel d'Oeste.
E queria retornar, mais uma vez, ao debate que tenho prometido fazer com mais profundidade sobre a situação política, econômica e social de alguns países pelo mundo.
Estava falando ontem da Ucrânia, daquilo que é preciso ser dito, que derrubaram um governo que tinha sido eleito, e não estou aqui defendendo o governo que estava lá, o Yanukovich, e dizem até que era muito ruim, nem defendendo o governo da Russia, o Putin, até porque o processo lá já reverteu faz um quarto de século.
No entanto, os grandes meios de comunicação apresentam notícias produzidas pelas agências dos Estados Unidos e a culpa é da Rússia. Isso está absolutamente em falta com a verdade dos fatos e com a verdade histórica.
Infiltraram seus agentes, criaram desestabilização e derrubaram um governo, em nome de liberdade, em nome da democracia. E curiosamente, no dia seguinte, estes mesmos saíram às ruas caçando, no sentido literal, fisicamente os comunistas e judeus, com a suástica, sim, na bandeira daqueles que defendem a democracia, segundo os grandes líderes do mundo. Na Ucrânia, hoje, a democracia deles tem bandeira com suástica e usam ainda uniforme nazista.
E ninguém diz que aquilo lá é o contrário de democracia, que é a ultradireita mundial levantando a cabeça, a capacidade dos países imperialistas da Europa Central e dos Estados Unidos infiltrarem os seus agentes nos estados, nas sociedades e nos países que não são alinhados diretamente com a sua política. E a Venezuela é outro caso típico, pois espalham franco atiradores, bandidos, canalhas, a executar pessoas nas ruas. E dos dois lados! Atiram nos manifestantes contra o governo e atiram nos manifestantes a favor do governo, provocando mais ódio e mais distúrbio.
Perderam todas as eleições na Venezuela, inclusive a última, municipal, agora em dezembro, e estão apavorados. É uma direita golpista, que quer, sim, derrubar o governo pela força, retornando as velhas máfias ao poder do estado. Essas verdades precisam ser pronunciadas.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)