Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

7ª Sessão Ordinária - 22/02/2012

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, o Parlamento catarinense dá uma demonstração de responsabilidade quando os parlamentares de toda a região estão aqui marcando presença no seu trabalho, pois esse é o nosso compromisso, depois de uma festa de Carnaval, que já passou. Mas hoje, quarta-feira, até as 12h, era praticamente feriado, mas os parlamentares se fizeram aqui presentes, nesta tarde. É preciso reconhecer o trabalho e a responsabilidade do nosso Parlamento, através dos nossos deputados.

Nós vivemos dias de festas de Carnaval no Brasil, pois essa festa mexe com o povo brasileiro. Nós acompanhamos muito os desfiles do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Florianópolis, ocasião em que vi o deputado Edison Andrino novamente feliz pelo fato de a escola de samba da sua região ter sido novamente campeã. Isso é motivo para ele estar orgulhoso.

Foi um Carnaval bonito, houve um reconhecimento, um investimento do governo do estado, da prefeitura, para que Florianópolis continue tendo um bom Carnaval, já que é uma festa que traz muitos turistas para a nossa cidade, pois vêm pessoas do mundo inteiro para o Carnaval do Brasil.

Passando esses momentos de festa, temos que pensar em trabalho, mas para que o nosso estado continue recebendo turistas não dá para dizer que estamos totalmente realizados quando sabemos que pessoas ficam três horas, quatro horas, cinco horas numa fila na BR-101, em Tubarão, apenas num lote, o que é uma vergonha! Eu tenho até vergonha de falar na BR-101, em razão do Lote 26 e do Lote 29. Pelo menos agora no Lote 29 a empresa está lá tocando com força, deputado José Milton Scheffer. Mas o Lote 26, de Tubarão a Laguna, é uma vergonha. Estão trabalhando com uma máquina, com duas ou três pessoas! É uma vergonha! É um deboche! É debochar do povo catarinense. E acho que não merecemos isso.

Então, vou pedir ao deputado Edson Bez de Oliveira, que representa o fórum, que traga aqui alguém do DNIT, em nível nacional. Eles já vieram a esta Casa e ficaram dando pinote de brabos, assumindo compromissos, dizendo que até o final do ano a BR estaria toda pronta, menos os gargalos. Mas chegou o mês de janeiro, o mês de fevereiro e nada foi feito. Está um pouquinho diferente do que estava, mas está longe de uma conclusão.

E para ajudar a nossa região, querem fazer para a ponte, depois de dez anos licitada, um novo projeto de engenharia, não cumprindo o que a empresa já tinha feito, que foi a instalação de 900 funcionários em Laguna, em Cabeçuda. Aí a empresa teve que mandar todos os funcionários embora.

Havia ali umas balsas que foram retiradas, não existem mais. Mas vamos ter que pagar um preço por tudo isso?!

Então, teremos que fazer um novo projeto e colocá-lo para licitação. Quer dizer, vamos levar 20 anos para fazer uma obra. Não dá para acreditar!

Fizemos uma viagem extraordinária à Itália. Lá a obra é programada, sendo que o empresário que não se justifica é penalizado, é multado!

Na China, se ficar determinado que o prazo para a realização de uma obra é de dez meses, o prazo é cumprido! Agora, no Brasil não é assim. E lá, qual é o lucro? São 8%, 9%. Aqui o aditivo é de 20%. Então, uma obra levará 200 anos para ser concluída, para poder ir buscar aditivos.

Não dá para vivermos e convivermos numa situação dessas! É preciso, sim, tomar algumas medidas. É impossível que o dinheiro público possa render tanto dessa forma para fazer as obras que o povo espera.

A BR-470, já que vão licitar, vão duplicar quando as galinhas assobiarem diferente ou quando um cavalo criar aspas. O nosso dinheiro está sendo investido em buracos muito fundos. O Brasil precisa passar isso a limpo! Não dá mais para suportar essa situação!

Eu acho que precisamos, com os nossos minguados recursos, investir nas obras. Às vezes levamos um convênio para uma prefeitura e depois temos que ir lá parabenizar, porque é para asfaltar 1,5 Km e são asfaltados dois, até dois e meio, porque isso rende, porque a obra é feita rapidamente. Mas onde a obra demora o dinheiro não é suficiente.

Hoje, sabemos perfeitamente que o governo federal precisa reavaliar tudo isso. Uma obra tem que ter começo, meio e fim. Uma obra não pode ter aditivo a qualquer custo. Quer dizer, não atendem, não cumprem o compromisso e dê-lhe aditivo, dê-lhe 20%. Eu acho que está na hora de a sociedade cobrar, e ela tem como cobrar isso através dos deputados, porque representamos a sociedade catarinense. O Parlamento representa o povo de Santa Catarina. Por isso estamos aqui, com toda responsabilidade, para lutar, para trabalhar, para buscar resultado, porque é isso que o povo espera: resultados!

Nós estivemos, agora, na Itália, na China, num trabalho fantástico. A Cimolai é a segunda maior empresa do mundo que está aguardando Tubarão posicionar-se com um terreno para poder instalar lá uma fábrica que vai gerar empregos e um faturamento de um bilhão, que vai desenvolver toda a região.

Então, é preciso, sim, que a nova tecnologia venha de lá para cá. Quando olhamos para a China, ela nos espanta, mas quando chegamos lá, vemos tecnologia, organização e planejamento. Ela importou tecnologia e hoje está podendo emprestar para os outros. E nós temos que fazer o mesmo aqui no Brasil, ou seja, buscar tecnologia para poder avançar mais em defesa daquilo que o povo quer, que são obras, desenvolvimento, geração de emprego e renda e melhoria da qualidade de vida.

É com esse espírito que, passado o Carnaval, vamos partir para o trabalho, eminente deputado Sargento Amauri Soares, pois o povo espera ações nossas aqui no Parlamento. E vamos trabalhar buscando resultados!

Por isso, quero agradecer, sr. presidente, e cumprimentar todos os parlamentares que se deslocaram de todos os lugares de Santa Catarina e estão aqui no Parlamento cumprindo a sua missão.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)