Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

32ª Sessão Extraordinária - 21/09/2011

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, srs. deputados, especialmente srs. telespectadores da TVAL, o nosso governador esteve em Joinville, nesta semana, e talvez tenhamos tido a certeza de que o governador está realmente preocupado com o nosso norte. Talvez tenha sido essa viagem que ele fez que nos deu a certeza de que Joinville não está esquecido. Levou a Joinville, assinou alguns convênios, alguns repasses, no valor de R$ 66,4 milhões para investimentos na nossa região de maneira específica.

Grande parte desse valor, R$ 53,7 milhões, será destinada a obras de infraestrutura. Temos questões a serem resolvidas na saúde; temos questões a serem resolvidas na segurança; e questões a serem resolvidas na assistência social, na questão da assistência social. Mas considero um dos problemas mais sérios que enfrentamos em Joinville, na nossa região, a questão da Saúde. Vou citar para os senhores apenas um pequeno exemplo. A sra. Ângela Pereira, uma senhora que está com câncer, deu entrada no Hospital São José, no sábado, e ontem, terça-feira pela manhã, ainda se encontrava em uma maca, no corredor do hospital.

Vejam bem, com câncer, passando mal, desde sábado pela manhã, em uma maca, no corredor do Hospital São José. Então, por essa e por outras situações é que reputo como mais emergente, mais importante, a ida do sr. governador a Joinville, a sensibilidade para que possa destinar verbas de forma mais objetiva, especialmente para a nossa Saúde. E espero que o sr. governador tenha essa sensibilidade. Ele levou para lá e assinou repasses no valor de R$ 66 milhões. Mas temos R$ 40 milhões do BNDES que viraram uma verdadeira novela. Esse valor faz parte de um pacotão também para Joinville e que, a cada semana que passa, nós, representantes da cidade, da região, somos questionados em relação a esses fatídicos R$ 40 milhões.

Cada vez que questionamos alguém ligado ao governo, escutamos, sempre, que está para sair. E na segunda-feira eu ainda conversava com o governador Raimundo Colombo. E ele me dizia que naquele mesmo dia, à noite, teria uma resposta definitiva em relação a esse dinheiro. Infelizmente, esse dinheiro já não vai atender a 70% daquilo para o qual estava previsto quando foi feito o projeto para conseguir esse empréstimo junto ao BNDES.

Então o que aconteceu? Na segunda-feira, o governador falou. E ontem encontrei o secretário Valdir Cobalchini, em uma audiência pública, já com a certeza de que o dinheiro havia sido liberado. Disse ele: "Não, nesta semana, Nilson. Acho que dessa vez não passa, dessa vez não passa!"

Eu até nem diria que o governo do estado está nos enrolando, que o secretário está nos enrolando. Acho que a conversa vem sendo enrolada de cima para baixo; estão passando a informação para o governador, para o secretário, dando a certeza de que sai, e eles por sua vez dando para nós a notícia de que sai. Mas o dinheiro não sai.

São R$ 40 milhões. E estavam previstos: binário para vila Nova, o asfaltamento das estradas do Rio do Morro que dá acesso a Araquari, duplicação da via de acesso ao aeroporto, enfim, uma porção de coisas. Mas não vai dar nem para a metade disso tudo.

Hoje é quarta-feira, e temos ainda quinta e sexta. E tenho a esperança de que na sexta-feira esses R$ 40 milhões sejam liberados e somados ao repasse de mais R$ 66 milhões, por parte do governo do estado. Vamos ter aí cerca de R$ 100 milhões, nos próximos dias, começando a entrar para Joinville, em forma de infraestrutura, em forma de investimento na Saúde, na Educação.

Queira Deus que isso se concretize para o alívio de toda a população e principalmente para nós, representantes da região, que somos cobrados e muitas vezes até chamados de mentirosos, porque nos comprometemos também. Inclusive, estou igual a São Tomé, eis que tenho dito, nos meus programas de rádio e de televisão em Joinville, que só acredito vendo. E ninguém me leva mais para fazer solenidade de pedra fundamental, de lançamento de não sei o quê. Somente irei quando a máquina estiver roncando lá e as coisas estiverem acontecendo. Então, podem me convidar que eu vou; do contrário, não boto mais a minha cara para esse tipo de solenidade.

Tem primeiro o lançamento da pedra fundamental, a assinatura não sei do quê, depois tem outra, uma porção de coisas, mas as pessoas já não engolem mais isso, eles querem ver na verdade as situações acontecerem, as máquinas roncarem, como diz o ditado.

O meu querido amigo Reno Caramori é quem sabe disso, quando falava da BR-101, da sua região. "Quero ver a máquina roncando!" E foi isso que aconteceu, só que está roncando fraco e faz tempo que ronca, mas não sai do lugar. Esse que é o grande problema!

Então, era isso que tinha para comentar. Iria entrar em um assunto, mas, sr. presidente, é um assunto mais profundo que demandaria certamente mais tempo para conversar aqui, que é a questão da Serra Dona Francisca.

Eu pedi ao cinegrafista da minha equipe de trabalho da Tribuna do Povo, de Joinville, para ir até a serra Dona Francisca contar as lâmpadas apagadas que existem naquela serra e as acesas. E ele fez uma filmagem, mas agora não dá para mostrar; quem sabe, amanhã ou semana que vem eu mostro. E quero dizer que contamos todas as lâmpadas apagadas naquele percurso do início ao fim da serra Dona Francisca, eis que virou um verdadeiro perigo transitar por lá à noite, um verdadeiro perigo. É quase uma emboscada você andar por lá, pois há bandido escondido no escuro e você está sujeito a ser assaltado de uma hora para outra. Mas vamos voltar a este assunto na próxima semana.

Então, sr. presidente, agradeço a v.exa. pela atenção, ao Padre Pedro Baldissera pelo grande amigo que é e por ser uma pessoa especial. Eu aprendi a gostar do deputado Padre Pedro Baldissera por conta da sua dedicação aos menos favorecidos; aprendi a admirá-lo e sempre sou abençoado por ele, porque estou bem perto dele. Isso é importante.

Obrigado, sr. presidente.

(SEM REVISÃO DO ORADOR)