Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputada Simone Schramm

7ª Sessão Ordinária - 07/03/2006

A SRA. DEPUTADA SIMONE SCHRAMM - Sr. presidente, srs. deputados, eu gostaria de reiterar aqui as palavras proferidas pelo deputado João Henrique Blasi, que tão bem se referiu a nossa querida Escola de Teatro Bolshoi em Joinville, que mais uma vez, no dia de hoje, foi alvo de críticas nesta Casa.

Estamos todos muito empenhados em Joinville para resgatar a confiabilidade daquela instituição que veio de presente para Santa Catarina, com um gesto do então prefeito Luiz Henrique da Silveira, que não mediu esforços para que se instalasse em Joinville, que é a capital da dança, reconhecida, sim, em nível nacional. Muitos outros estados desejavam ter a Escola de Teatro Balé Bolshoi em seus municípios, mas ela está em Joinville.

Tivemos todo aquele período de desgaste pelo qual passamos aqui no passado, com os pais vindo a esta Casa pedir que os parlamentares não agissem de forma politiqueira, atacando aquela instituição. E hoje, mais uma vez, vejo a atitude de um colega professor, o qual repreendo pela forma como se porta nesta tribuna, e acho que não traz bom exemplo aos jovens, às crianças catarinenses, quando de forma pejorativa se refere ao governador do estado. Eu acredito que temos que respeitar as autoridades constituídas no nosso estado.

Eu creio que deva existir oposição, mas vir aqui de forma impetuosa, como assisti há poucos dias, a própria Associação Comercial Industrial também assistiu, e entrar numa discussão também orquestrada por um outro deputado, sem ter conhecimento dos fatos, isso denigre a imagem dos empresários da nossa cidade.

Eu lamento muito saber que Joinville está sendo alvo da Oposição, por ser o governador Luiz Henrique da Silveira oriundo daquela cidade, ter sido prefeito daquele município por tantos mandatos, ter ajudado a sua construção. Joinville, hoje, tem reconhecimento em nível mundial.

Há poucos dias a missão russa esteve na cidade de Joinville, foi recebida pelo prefeito Marco Tebaldi, foi recebida aqui pelo nosso governador, e visitou inúmeras empresas, a Embraco foi uma das empresas visitadas. Acredito que esse intercâmbio enriquece, sim, as negociações e a economia de Santa Catarina e pude verificar isso quando tive a oportunidade, no governo passado, de visitar a China e iniciar um programa de intercâmbio com os alunos chineses que vieram a Santa Catarina, e os alunos catarinenses foram àquele país aprender mandarim.

Mas o que nos traz a esta tribuna é uma notícia que precisamos dar com muita tristeza, até por ser uma situação que vivenciamos há poucos dias, deputado Lício Silveira, que foi a morte do menino Júlio César Ganzer da Cruz. Todos os esforços dos policiais se fazem necessários para a descoberta do assassino desse menino, de 17 anos de idade, que saiu de sua cidade para torcer pelo seu time, por sua paixão, o Joinville Esporte Clube, paixão de todos nós, joinvilenses, e foi atingido de uma forma brutal por uma pedra ao retornar de ônibus, depois de assistir a uma partida com um clube aqui da capital, morrendo horas após, por ter sofrido traumatismo craniano.

Sr. presidente e srs. deputados, foi uma morte bárbara, que causou comoção em Joinville; milhares de pessoas participaram de seu sepultamento, levando à família uma palavra de consolo. Eu tenho certeza de que, como mãe, não é fácil saber que seu filho saiu para torcer por seu time e voltou para casa morto! É muito triste!

Essa atitude nos leva à reflexão de que a violência se inicia também nos campos de futebol; por isso conclamo os policiais para que descubram seu assassino, senão teremos a reincidência desses fatos envolvendo o futebol.

Não é isso que queremos que aconteça. Temos paixão pelo futebol, pela necessidade de extravasar, mas não podemos ser fanáticos. Quando vamos a um estádio de futebol torcer pelo nosso time e o resultado não nos é favorável, não podemos partir para a agressão àquele que foi vitorioso.

Penso que precisamos levar isso para reflexão junto as nossas escolas, à secretaria da Segurança, no sentido de também se empenhar para fazermos um trabalho de conscientização junto aos estádios de futebol, com panfletagem e folhetos. E que este episódio tão marcante na vida de todos nós, catarinenses, não venha a se repetir, ou que nós, mães, não possamos mais permitir que nossos filhos de irem a um estádio de futebol, com medo de que, conforme o resultado da partida, aconteça o que aconteceu com o menino Júlio César.

Conclamo, então, para que todos os esforços policiais sejam feitos e que a pessoa que praticou esse ato entregue-se às autoridades policiais, que vá reparar o seu dano, que não tem mais volta, cumprindo aquilo que sua consciência está mostrando, para que ele possa olhar a sua família de frente e também a sociedade catarinense. Penso que a pessoa deve ser punida e deve pagar pelo ato que praticou.

Muito obrigada!

(SEM REVISÃO DA ORADORA)