30ª Sessão Extraordinária - 03/11/2010
O SR. DEPUTADO PEDRO UCZAI - Sr. presidente, sra. deputada e srs. deputados, nós também não podemos deixar de, neste pronunciamento, destacar a vitória do povo brasileiro, a vitória do projeto político, no último domingo, da presidente Dilma Rousseff.
Se a vitória de Lula foi que a esperança venceu o medo, a vitória de Dilma Rousseff foi que o futuro venceu o passado, que era neoliberal, que era de privatizações. E o segundo turno foi positivo também porque destacou o nosso projeto. Mesmo que o segundo turno tenha sido mais sofrido e mais angustiante para o Partido dos Trabalhadores, para Dilma Rousseff e para o projeto de continuidade, foi cristalino.
Primeiramente, o segundo turno comparou o governo anterior, que estava calcado em princípios liberais e neoliberais do estado mínimo, das privatizações, do combate à crise aumentando a desigualdade social, do arrocho salarial, do desemprego e da diminuição dos programas sociais, com o desmonte do estado brasileiro e o aumento da subordinação aos mecanismos e instituições internacionais, com um projeto de nação, com um projeto soberano calcado na distribuição de renda com crescimento econômico, no aumento dos programas sociais, no aumento da expectativa educacional e também na construção de programas e de políticas públicas de fortalecimento do estado.
Portanto, a vitória de Dilma Rousseff é a vitória de um futuro melhor para o povo brasileiro; é a vitória de mais universidades federais; é a vitória de mais escolas técnicas federais, é a vitória de mais infraestrutura - portos, aeroportos, rodovias e ferrovias; é a vitória do fortalecimento dos programas sociais.
E nesse aspecto, o programa de erradicação da miséria no país foi a marca da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República. Portanto, o aprofundamento das políticas sociais, o aprofundamento da distribuição de renda, o aprofundamento da construção de um país cada vez mais justo e solidário é que foi vitorioso nessas eleições.
Então, o futuro venceu e o jeito liberal, neoliberal, de exclusão social, de desigualdade social, de arrocho salarial, de diminuição da expectativa de emprego no país foi derrotado no último domingo. E isso é motivo de comemoração, de alegria. O povo brasileiro compreendeu, entendeu e deu a vitória ao seu próprio destino, deu a vitória ao seu próprio futuro e ao futuro de seus filhos e netos.
Nós, em Santa Catarina, também comemoramos, mesmo que o resultado não tenha sido aquele que gostaríamos. Mas os que estavam eleitos no primeiro turno, que discursavam em tantos lugares, lá em Chapecó e pelo estado afora, dizendo que fariam um milhão de votos a mais para José Serra, esses também foram derrotados, a sua arrogância também foi derrotada.
Por isso, quero cumprimentar toda a militância e as lideranças da minha querida cidade de Chapecó, de todo o oeste de Santa Catarina e também do estado, que escolheram, construíram e patrocinaram a grande vitória de Dilma Rousseff a presidente.
Vou ocupar um novo espaço político, a partir de fevereiro, em primeiro lugar, para sustentar o governo da presidente Dilma Rousseff; em segundo, para propor novas leis e novos direitos; em terceiro, para ser parceiro do nosso partido, do nosso projeto, das nossas prefeituras, dos nossos prefeitos, dos nossos vereadores, das nossas lideranças dos movimentos sociais e dos movimentos sindicais para avançar em novos direitos, para avançar numa nova cultura política. E nova cultura política significa reforma política calcada em alguns princípios fundamentais, como fidelidade partidária, voto em lista e financiamento público de campanha. São esses os pressupostos centrais de uma reforma política necessária para pensar o fortalecimento da democracia e para pensar o fortalecimento dos nossos partidos políticos para além dos cargos e dos mandatos.
Comemoramos essa vitória junto com o povo catarinense e brasileiro. E faremos, aqui no estado, um papel de oposição ao governo eleito pelo povo, que soberanamente decidiu nas urnas. Faremos, com muita responsabilidade, oposição ao governo do estado, que já sinaliza um jeito diferente do nosso de governar.
Por isso faremos, com muita responsabilidade, o debate e o embate de dois projetos distintos, faremos a disputa de interesses e de políticas públicas, faremos a luta para não privatizar a Celesc e a Casan. Elas têm que ser empresas estatais públicas, e é preciso investir cada vez mais nelas para que atendam à sociedade catarinense com água, esgoto, saneamento e energia. E, de preferência, cada vez com mais investimentos em energia limpa, em energia renovável. Faremos a luta para que a saúde seja pública, para que o estado possa conseguir políticas públicas em relação à saúde em Santa Catarina.
Quando vejo o deputado Jean Kuhlmann cobrar a duplicação da BR-470, ele o faz com legitimidade. Mas o mesmo deputado Jean Kuhlmann, que é do partido do governador eleito, precisa, efetivamente, ser cobrado, a partir de 1º de janeiro, com relação às SCs, pois elas estão abandonadas! O trecho da BR-280, catarinense, está cheio de buracos; a rodovia de São Miguel d'Oeste a Itapiranga está abandonada, assim como a de Chapecó ao Rio Grande do Sul e a de Concórdia à BR-282, em Jaborá! Tantas SCs estão abandonadas, como a rodovia de Chapecó a São Lourenço do Oeste e a de Xanxerê a São Domingos, além de outras SCs.
Infelizmente, o governo fez com a Cide os acessos aos municípios, mas não investiu em infraestrutura, nas SCs. Os deputados da base do governo do estado precisam, primeiramente, resolver os problemas das SCs para depois criticar as BRs. E se compararem BRs com SCs verão que não há comparação, porque o governo federal está investindo, recuperando e restaurando. E o próximo passo será duplicar trechos da BR-282, como o acesso à BR-282, em Chapecó, como o perímetro urbano em Xanxerê, que já está em obras, como também já está em obras o perímetro urbano de Lages.
E queremos duplicar a BR-470, sim, e também a BR-280; queremos investir no projeto ferroviário que já está com licitação aberta, e até 1º de dezembro vamos abrir cinco lotes para fazer o estudo básico de engenharia do trecho Itajaí/ Chapecó.
É nessa esperança que estamos construindo este país! Parabéns à Dilma Rousseff! Parabéns ao governo do presidente Lula! Parabéns ao povo brasileiro, que reconheceu a liderança da presidente eleita Dilma Rousseff. O segundo turno foi muito importante porque consolidou um projeto que foi comparado ao anterior, e o futuro venceu o passado. Fez-se a comparação, fez-se o embate dos projetos de privatização e o aprofundamento de um projeto de inclusão social, buscando o comprometimento com a erradicação da miséria no país. E o mais importante foi a consolidação da liderança de Dilma Rousseff, que de ministra passou a presidente. A vitória deu visibilidade a sua liderança, deu-lhe firmeza e determinação.
Dilma não teria tanta força política se tivesse ganhado no primeiro turno. Agora, não foi o presidente Lula quem ganhou no segundo turno, mas, sim, Dilma Rousseff, pela sua liderança e também por sua história que se mistura com a história do governo do presidente Lula.
Por isso, parabéns, Dilma Rousseff! Parabéns, povo brasileiro!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)