111ª Sessão Ordinária - 01/12/2009
A SRA. DEPUTADA PROFESSORA ODETE DE JESUS - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, sras. taquígrafas, funcionários desta Casa, imprensa falada, escrita e televisada, deliberamos, na comissão de Finanças e Tributação, da qual faço parte, sobre a realização de uma audiência pública para que possamos ouvir a manifestação de todos os prefeitos dos 293 municípios. Chegamos à conclusão de que o dia 1º seria a melhor oportunidade, porque os prefeitos estariam na cidade participando de um congresso e poderiam dar as suas sugestões sobre o PLC n. 0014/2009, que está tramitando nesta Casa.
Recebi muitos professores. O professor que conhecemos é uma pessoa doce, educada, que olha nos olhos quando conversa. Conhecemos o professor pela sua postura, pelo seu histórico, porque para ser professor ele estudou, investiu. Ele ouve quando alguém está falando, não fica pulando, esperneando, não fica gritando palavrões. Ele atende, ele ouve, ele olha nos olhos. Eu sou professora, fiz magistério e fiz curso superior.
O professor ensina o seu aluno a soltar tudo que tem na mão e a olhá-lo, para que o aluno possa captar os conhecimentos. Então, o professor ensina o aluno a ter disciplina, ensina a parar para ouvir, para poder aprender o que o professor está ensinando.
Mas, sr. presidente, vi e ouvi nesta Casa, durante a audiência pública, muita gente fingindo ser professor. Parecia que era, mas não era. Então, não consegui falar, não consegui manifestar-me, porque as pessoas que vieram a essa audiência pública vieram para esculhambar, vieram para gritar, para espernear, pular. Ora, parecia um parque de diversões.
Eu quero parabenizar o deputado Marcos Vieira, presidente da comissão de Finanças e Tributação, pela condução dos trabalhos. Agora, eu quero dizer uma coisa. Audiências públicas são muito importantes porque a população pode manifestar-se, falar, chegar a determinadas conclusões. Mas a de hoje não surtiu efeito, porque os deputados não conseguiram falar, não conseguiram transmitir o que desejavam. Eu cortei, resumi, enfim, quase não falei, porque havia uma pessoa no meio da plateia, um jovenzinho de uns 20 anos mais ou menos - e até dei um atendimento especial para aquele jovem - que inviabilizava tudo.
Quero dizer também que recebi professores verdadeiros, que vieram até o meu gabinete, professores da Escola Básica Venceslau Bueno, que trouxeram uma manifestação, que eu assinei, e aqui está a minha assinatura de apoio. Conversamos, eu prometi apoio àquela delegação de professores do município de Palhoça, e estarei empenhada para ajudar os meus colegas, porque sou professora.
Recebi um certificado, fiz um juramento, mas não posso aceitar pessoas que fingem ser professores, mas que não são professores, virem aqui, a uma audiência pública, para bagunçar, esculhambar, porque isso não está certo. Ninguém pode ser feliz dessa maneira, deputado Kennedy Nunes.
Nessa audiência pública havia pessoas que não tinham nada a ver com o magistério! Foram convidados os prefeitos, os secretários municipais de Educação, representantes do poder municipal, mas também entraram muitos penetras, que não têm nada a ver com nada e que não defendem nada. Vieram para ridicularizar.
Posso fazer um projeto de trabalho que vou desenvolver, mas de repente posso mudar de ideia, posso mudar o meu projeto. Um projeto é um projeto. Um projeto não é uma situação já encerrada. É apenas projeto e há muita água para rolar por debaixo da ponte.
Sabemos que alguns professores não aceitam a municipalização do ensino fundamental. Alguns prefeitos aceitam, outros não aceitam. Alguns pais de alunos aceitam e outros não aceitam. Então, temos que respeitar ambas as partes.
O secretário da Educação, deputado Paulo Bauer, pôde fazer uma exposição. Ele deu uma panorâmica do projeto. O outro projeto foi recolhido e veio um mais abrangente, com alterações.
Tenho 34 anos de magistério. Já tenho experiência com alfabetização, de 1ª a 4ª, de 5ª a 8ª, de 2° grau e experiência em secretaria de escolas. Sempre houve festas nas escolas para ajudar a APP, para recolher donativos para comprar alguma coisa.
Mas daqui a pouco falarei no horário dos Partidos Políticos porque o meu tempo está-se esgotando. Volto com esse tema no horário do meu Partido Republicano Brasileiro.
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)