Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

43ª Sessão Ordinária - 28/05/2008

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, srs. deputados, telespectadores da TVAL, visitantes que prestigiam, na tarde de hoje, o Parlamento catarinense, vou contar um pouquinho sobre a força, a pujança da nossa região.

A minha região, hoje, é uma das maiores produtoras de arroz irrigado em Santa Catarina. Alguns anos atrás, o arroz do Rio Grande era o mesmo plantado no extremo sul de Santa Catarina, só que o arroz do Rio Grande era do tipo 1 e o nosso era do tipo 3. Mas uma empresa catarinense que dá muito orgulho para a sociedade, a Epagri, com os seus agrônomos, com a sua equipe técnica, começou a implantar tecnologia na nossa região e de 40 sacas por hectare passamos a produzir 100, para 150 sacas e hoje estamos chegando a 200 sacas de arroz por hectare.

Então, o arroz que antes era do tipo 3, hoje é do tipo 1 e serve para arroz de semente. E o Rio Grande do Sul, que produzia arroz tipo 1, hoje produz arroz tipo 2. Então, nós tivemos realmente um avanço sem limites.

Mas os nossos agricultores passaram três anos com muitas dificuldades. O arroz, que há quatro anos tinha chegado a custar R$ 40,00 por saca, foi para R$ 20,00, chegando a R$ 16,00, ficando vários agricultores à beira da falência, e ainda estão até hoje comprometidos.

Evidentemente que os nossos agricultores, sejam catarinenses, sejam brasileiros, é um time que não desanima nunca. São pessoas que estão sempre com garra, com disposição e com vontade de ver as suas terras plantadas, verdinhas, enfeitadas pela agricultura.

Este ano, de repente, alguns países não produziram o que tinham que produzir e o Brasil passou novamente a ter uma valorização que hoje já está em torno de R$ 34,00 a saca, ficando mais despreocupados os nossos plantadores de arroz, os nossos agricultores de Santa Catarina e de todo o Brasil. Porque muitos agricultores venderam dez, 15, 20, 30 mil sacas de arroz apenas para pagar o banco e estão também com mais da metade da safra depositada ainda em seus engenhos ou nas secadoras.

Então, quando o vale do Araranguá consegue produzir de uma forma extraordinária, a um preço que alcança um patamar ideal, a região cresce, a região arrebenta, o comércio fortalece. Evidentemente que é assim que vai acontecer com a nossa região no extremo sul de Santa Catarina, com uma produção extraordinária de arroz, com um preço compatível, um pouquinho além da expectativa.

Tivemos uma produção de fumo extraordinária, com preços razoáveis, o que também deixou a nossa região em uma situação confortável. A nossa região que eu falo é a que começa em Imbituba, Tubarão inteira, Laguna, Jaguaruna, Sangão, Içara e Araranguá. E o que nos deixa confortável é saber que essa região vai viver um ano realizada, pagando as contas, podendo fazer alguns investimentos, e isso é fundamental para a nossa região.

O fumo também fez isso, é dividido mais geograficamente, porque são muitos os plantadores de fumo, e o lucro acaba sendo dividido, o comércio ganha muito, todos ganham, e isso é o que a região está vivendo neste momento.

Então, nós estamos fortes na agricultura, mas penalizados na área industrial em razão do fechamento de várias empresas, como as de Capivari, Imbituba, enfim, uma perda muito grande, que precisava de uma compensação.

Por isso o movimento da BR-101, o trabalho implantado por ela já cria uma perspectiva, porque o escoamento da produção das empresas da nossa região vai ser feito com mais facilidade, dando oportunidade a elas de começarem a pensar em implantar filiais na região sul do nosso estado, que ainda possui uma mão-de-obra obsoleta, onde é preciso haver um investimento. Mas já há uma luz no fim do túnel para que sejam feitos alguns investimentos importantes e fundamentais no sul do estado.

Então, precisamos vibrar e comemorar pela nossa agricultora, peça fundamental à nossa economia. E no momento em que houver investimento e garantia para aquilo que o agricultor planta, seremos um país de Primeiro Mundo e também abasteceremos muitos países do mundo inteiro, porque o Brasil tem terra fértil, tem clima temperado; no Brasil colhe-se o que se planta. No mundo inteiro não há um território e uma terra tão boa como no Brasil.

Por isso a agricultura ainda precisa avançar muito, mas o governo precisa também estabelecer o preço mínimo para aquele que planta, como garantia, porque assim ele poderá sobreviver com a agricultura.

Então, fala-se na lei da oferta e da procura, mas essa lei não precisa de governo, nesse caso qualquer um serve. Eu acho que governo deve dar estabilidade para a sociedade produtiva deste país, que é a nossa agricultura.

Eu não poderia deixar de fazer esse registro aos incansáveis agricultores, empreendedores de toda Santa Catarina, mais especificamente, aqueles que conheço, do sul do nosso estado, que têm dado resposta a cada instante para os governos estadual e federal, porque geram ICMS, e muitos outros tributos que beneficiam o governo do estado, o governo federal e a sociedade.

Quero deixar registrado na tarde de hoje o que significa a agricultura para Santa Catarina e para o Brasil, principalmente para a nossa região, que é formada de pequenos agricultores que precisam ter uma mão estendida nas horas de dificuldades. Hoje o estado de Santa Catarina, através do governo, está encontrando uma forma de manter o agricultor no campo, inclusive com casa própria, o que nunca existiu na história de Santa Catarina. Hoje tem casa própria para o filho do agricultor se manter no campo.

Vivemos o momento de alguém que planejou o estado, Luiz Henrique da Silveira, que busca resultados a cada instante. Eu, como líder da bancada do governo, sinto orgulho de poder registrar dados importantes e passos importantes para Santa Catarina e para o Brasil, porque significa um todo.

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)