Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

17ª Sessão Ordinária - 20/03/2007

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente e srs. deputados, assomo à tribuna para esclarecer algumas dúvidas aqui expostas pelo PP e pelo PT.

Ontem, numa reunião do partido que elegeu a grande liderança do sul e honrado homem de bem, Eduardo Pinho Moreira, houve, sim, um discurso inflamado pela emoção do ex-deputado Dejandir Dalpasquale. Ele teve em 2002 uma pequena desavença com o honrado governador Luiz Henrique da Silveira. Evidentemente que acabou fazendo um discurso bastante inflamado, mas em nenhum momento ele colocou que teria nomes. Pediu para que nós nos precavêssemos para que não aconteça o que aconteceu em Brasília com o mensalão e com o mensalinho. Esta foi a razão da reunião de ontem.

Quero aqui rapidamente falar um pouquinho para o deputado Joares Ponticelli - e s.exa. não está no plenário, mas está aqui ao lado e pode nos ouvir - sobre o presidente de honra do seu partido.

(Passa a ler.)

"Paulo Maluf, presidente de honra do PP e ex-presidiário, passou com o filho Flávio uma temporada como hóspede da Polícia Federal, acusado de um mega esquema de desvio de recursos públicos.

Na semana passada, Maluf e o filho foram acusados em Nova Iorque de lá também criar um esquema para desviar recursos públicos. Aprenderam aqui e já aplicaram por lá. Dessa vez foram quase 12 milhões de dólares, num plano de suborno e superfaturamento."

Este é o presidente de honra nacional do partido do deputado Joares Ponticelli.

(Continua lendo.)

"Pedro Corrêa, presidente nacional, licenciado do PP, foi acusado de participar do "valerioduto". É processado por contrabando e participação em adulteração de combustíveis e ainda consta como presidente licenciado do partido no site do PP."

E agora eu queria dizer ao deputado Joares Ponticelli que ouvi o seu discurso inflamado, dizendo que o deputado Leodegar Tiscoski, foi o grande coordenador do Severino Cavalcanti, cassado pelo mensalinho. Ele pensa que as pessoas esquecem o que é dito nesta tribuna. Eu disse que não sabia quem iria assumir o ministério. E eu não festejei, eu disse que poderia assumir o ministério, mas s.exa. fez um discurso vibrante aqui, no sentido de que já havia ganhado. E depois foi afastado pelo mensalinho.

(Continua lendo.)

"José Janene, ex-líder da bancada na Câmara - só escapou da cassação porque entrou em licença médica e se aposentou". Rapidamente, aposentou-se.

Quero dizer ao deputado Joares Ponticelli, que o ex-deputado, que estava no PP, homem honrado e de bem, João Linhares, também fez uma carta durante o governo Amin, da qual constava uma série de problemas com pessoas. É bom que v.exa. saiba que ninguém esquece nada.

E aí tem mais:

(Continua lendo.)

"Pedro Henry, ex-líder na Câmara, também foi acusado de saques das contas de Marcos Valério.

Em 2005, o deputado Joares Ponticelli veio aqui discursar, falando maravilhas do então presidente eleito da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti. Os anais desta Casa registram sua fala".

E tenho aqui uma série de pessoas que se envolveram em escândalos. Não são supostas acusações, são acusações reais.

E quero responder ao líder da bancada do PP, que aqui também levantou problemas.

(Continua lendo.)

"Antes de se preocupar com os problemas dos partidos alheios, o PT deveria se preocupar com seus problemas internos, como por exemplo, com seus líderes que foram denunciados pelo ministério Público Federal no gigantesco esquema de corrupção do mensalão.

Eis aqui alguns denunciados pelo ministério Público no caso mensalão: José Dirceu, ex-ministro; José Genoíno, ex-ministro; Delúbio Soares, ex-tesoureiro; Sílvio Pereira, ex-integrante da executiva nacional; Anderson Adauto Pereira, ex-ministro; Duda Mendonça, marqueteiro oficial do governo; Luiz Gushiken, ex-ministro; João Paulo Cunha, ex-deputado federal; professor Luizinho, deputado federal; Paulo Rocha, deputado federal; João Magno, deputado federal.

Isso sem mencionar outros escândalos envolvendo integrantes do PT."

E houve um pronunciamento inflamado, falando sobre problemas pessoais. Mas quero dizer que ele é uma pessoa que faz parte da história do PMDB, que não trabalhou nessas últimas duas eleições, mas tem que ser respeitado. E ele falou sobre as supostas denúncias que poderiam acontecer, prevenindo para não acontecer como na questão do mensalinho e do mensalão lá em Brasília. O governo de Luiz Henrique é um governo ético, comprometido com a luta pelo bem-estar do povo de Santa Catarina.

E o deputado Joares Ponticelli tentou novamente levantar a questão de Eduardo Pinho Moreira, que é um homem de bem, equilibrado e uma grande liderança. Nós não podemos aceitar essas denúncias vazias, quando estão tentando buscar amparo político, já que o seu partido está como uma espiga de milho, derramando-se todo. Aí é preciso fazer alguns tipos de denúncia, só que uma coisa é fazer denúncias e outra é, através da emoção, levantar alguns problemas.

Precisamos resgatar algumas coisas aqui desta tribuna.Primeiro, o PP tem uma carta de João Linhares, envolvendo muitas pessoas que eu respeito muito. Quanto ao ex-deputado, em nenhum momento ele acusou alguém, quem sabe nos 1700 cargos comissionados pode haver uma pessoa ou outra com problema que o governo não tenha conhecimento, mas se souber de alguma coisa, amanhã não estará no governo, porque eu conheço o governo ético e de responsabilidade de Luiz Henrique da Silveira, que trabalha em cima de dados e do profissionalismo, que foi aprovado nas urnas.

Então, evidentemente que vamos defender aquilo que é real e os homens de bem. E os partidos precisam se preocupar mais com os seus próprios partidos para depois se preocuparem com os partidos dos vizinhos; aqueles que foram derrotados nas urnas devem se preocupar com o seu partido, para resgatar o que perderam, já que houve uma debandada.

Eu não estou vendo nenhuma perda no meu partido, porque ele está pronto e preparado para uma grande missão, e vai realizá-la! É uma missão de responsabilidade e de lealdade com o povo catarinense. Esse é o grande compromisso do meu governo, do governo de Luiz Henrique da Silveira, ou seja, lealdade com o povo que o reelegeu nas urnas pela primeira vez na história do estado de Santa Catarina.

O Sr. Deputado Décio Góes - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Peço escusas ao nobre deputado que me pede aparte, mas meu tempo está-se esgotando e preciso concluir meu pronunciamento. Mas vou ficar devendo o aparte a v.exa.

Por isso, hoje eu quero deixar registrado mais uma vez, que todos que vierem aqui fazer acusações levianas podem crer que vou resgatar ponto por ponto a verdade. Porque eu acho que é preciso trabalhar em cima de dados reais ou de uma proposta para Santa Catarina e não apenas de acusações. E vejo aqui alguns partidos de Oposição que são vazios em termos de propostas para Santa Catarina retomar cada vez mais o desenvolvimento, porque é com isso que temos compromisso, e é isso que nós queremos para Santa Catarina e que o governador Luiz Henrique da Silveira quer para Santa Catarina.

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)