Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Natalino Lazare

47ª Sessão Ordinária - 28/05/2015

O SR. DEPUTADO NATALINO LÁZARE - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, eu ocupo esta tribuna para fazer uma menção especial a uma reunião, protagonizada pela comissão de Agricultura, na última semana, e agradecer a presença, naquele evento, dos deputados Dirceu Dresch e Gabriel Ribeiro.

Foi uma reunião memorável, eu assim considero, com todas as organizações produtivas do agronegócio catarinense, com destaque para Ocesc, Faesc, Fetaesc, Fecoagro. Enfim, estavam presentes representantes dos sindicatos e das associações ligadas a esse importante setor da economia, que é o agronegócio.

Gostaria de fazer uma menção especial a essa reunião, porque naquela oportunidade foi proposta pela comissão de Agricultura a criação do Fórum do Agronegócio Catarinense, com a finalidade de estabelecer um contato entre esta Casa e o agronegócio catarinense. Essa proposição foi aceita, aprovada e não tenho nenhuma dúvida de que será mais um instrumento importante na direção de, cada vez mais, dar condições para que aqueles que produzem e industrializam interajam e façam com que a nossa economia primária, o alicerce do setor produtivo, que é a agricultura, seja cada vez mais desenvolvida.

Por isso, faço um agradecimento especialíssimo a todas essas entidades que estiveram presentes na reunião, e um agradecimento especialíssimo à comissão de Agricultura, pela ideia que teve.

Quero também registrar que, sem dúvida nenhuma, a agricultura catarinense representa, hoje, 20% do PIB. E a maior parte da agricultura, o agronegócio, evidentemente está situada no oeste de Santa Catarina.

Temos que enaltecer aqui esses profissionais.

Eu tive oportunidade de conversar com eles durante o encontro e pude perceber quantos entraves burocráticos existem produzidos pelo setor público, e que, às vezes, impedem que esse negócio tenha mais celeridade. E a responsabilidade, na minha opinião, dos deputados e desta Casa é exatamente lutar sempre para desburocratizar cada vez mais esses entraves que impedem um maior crescimento da nossa agricultura, do agronegócio catarinense.

Nós não podemos nos iludir, pois a agricultura é, sem dúvida nenhuma, o primeiro alicerce da economia, porque é o agronegócio que produz o alimento, que produz a vida. E tanto quem produz, como quem comercializa, precisa, e deve, ser assistido pelos órgãos de governo.

Nós sabemos que em Santa Catarina, felizmente, o nosso governador; a secretaria de Agricultura, muito bem conduzida pelo deputado Moacir Sopelsa, e todas as suas filiadas, como Epagri, Cidasc; e todos os órgãos que trabalham nessa área têm feito um grande esforço para dar esse suporte. Mas ainda temos muito que avançar, como, por exemplo, no seguro agrícola e na condição logística. Nós temos que melhorar a energia elétrica, levar a internet e melhorar as estradas. E nessa direção, ainda, eu gostaria de ressaltar que essa foi uma das grandes reivindicações daquele encontro, ou seja, melhorar as condições viárias dos agricultores, a estrada do homem do campo.

Fui prefeito duas vezes de uma pequena cidade, Arroio Trinta, do que me orgulho muito, e aprendi ainda com o meu pai - e está escrito na "Bíblia", entre aspas - que a principal missão de um prefeito é arrumar as estradas e dar condições de trafegabilidade à população. Muitas vezes o homem do campo vê dificultada a sua atividade no sentido do escoamento da sua produção, porque não existem estradas adequadas.

Então, quando se fala em criar condições para que os prefeitos possam, efetivamente, melhorar as estradas, acho importante e defendo isso com veemência.

Por isso, mais uma vez, agradeço de maneira sensibilizada, a todos esses órgãos, tendo em vista as sugestões que nos deram. E o fórum permanente criado será um elo entre esta Casa, os produtores e todos que participam do agronegócio, para fazer com que a agricultura de Santa Catarina continue sendo um alicerce na economia catarinense e que se possa proporcionar melhores condições de vida para o homem do campo.

Repito: o homem público tem que trabalhar na direção de criar satisfação às pessoas. Se dermos condições a quem produz, se o agricultor puder produzir com tranquilidade, ele irá oferecer produtos de qualidade para que a população brasileira e mundial consuma - porque exportamos para o mundo inteiro. E, sobretudo, vai estabelecer um clima agradável, deixando de lado a palavra crise para criar novas alternativas, e que também é o nosso foco na comissão de Agricultura, e novos empreendimentos para que a economia catarinense continue crescendo e sendo um orgulho para Santa Catarina e o país.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)