Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Joares Ponticelli

79ª Sessão Ordinária - 04/10/2006

O Sr. Deputado Dionei Walter da Silva (intervindo) - Até caixa d'água encostada do lado de igreja.

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - O que há de canos enterrados por esse estado afora sem passar água dentro! Estão enterrando o cano e dizendo: vota que a água vem depois. Só enterraram o cano. Agora, esse dinheiro ninguém explica.

Eu fico feliz ao ler uma notícia no Diário Catarinense, hoje, deputado Dionei Walter da Silva. E quero corrigir v.exa., pois talvez não tenha lido a clipagem de hoje. O Diário Catarinense traz uma notícia: "Caso Aldo na Capital". Parece-me que agora as coisas começam a chamar a atenção.

Ora, se o caso da dinheirama do Jurerê tiver só a metade da repercussão do dinheirinho de Brasília - porque aqui é mais do que lá -, nós já vamos ter um longo debate durante essa campanha. E é preciso dar, no mínimo, o mesmo tratamento, porque lá em Brasília foi R$ 1,7 milhão, que nós precisamos saber de onde veio e para aonde iria, mas aqui foram R$ 2 milhões, e ninguém quer saber de onde veio, para aonde iria e o que seria feito.

Agora há essa notícia, hoje, de que o caso foi transferido da Polícia Federal de Itajaí para a de Florianópolis. Como aqui é a capital e as notícias chegam mais rápido, eu espero que se dê a mesma atenção que está sendo dada para o caso em Brasília, porque a sociedade catarinense precisa saber afinal o que aconteceu. É preciso dar, no mínimo, um tratamento isonômico para a explicação que se pede com tanta veemência em Brasília.

Mas há também outra matéria no jornal ANotícia que me deixou perplexo: "Pavan discute renúncia em caso de vitória". No meio da campanha do primeiro para o segundo turno, o candidato a vice, que não tem participado de debate nenhum - e espero que haja debates entre os dois candidatos a vice -, está discutindo se em caso de vitória vai ser vice ou não. Mas, então, isso é estelionato eleitoral! Se é candidato a vice para não ser vice, isso é estelionato eleitoral! Portanto, ele é candidato para quê? Só para guardar vaga? Para não deixar ninguém entrar? Qual é o objetivo disso?

Eu estou estarrecido com isso: ele se candidatou, mas, se ganhar, estará discutindo ainda se vai assumir ou não! Essa matéria aqui tem que ser explicada e debatida no horário eleitoral, para o eleitor catarinense não ser submetido a um estelionato eleitoral!

A outra matéria, também do jornal ANotícia, que me deixa perplexo hoje, é aquela que diz que Luiz Henrique da Silveira comemora apoio de Morastoni e jura que em Itajaí não vai pedir votos para o Alckmin. Então, o Luiz Henrique apóia o Alckmin, mas diz que lá em Itajaí não apoiará o Alckmin. Ele jurou para o prefeito Volnei Morastoni que não vai a Itajaí, durante a campanha, pedir votos para o Alckmin.

Mas como é isso? Então, de novo ele voltou para aquilo que fez em 2002: no primeiro turno era Serra e no segundo turno pulou para o Lula porque o Lula iria ganhar. Agora está fazendo o mesmo, tem dois candidatos. Como se explica isso? Como é esse negócio, deputado Dionei Walter da Silva? Ele é Alckmin em 292 municípios, mas não é em um. Em Itajaí, ele não é Alckmin e sim Lula! Realmente, está ficando um pouco complicado entender isso. Eu imagino o que se passa na cabeça do eleitor, diante de o governador Luiz Henrique apoiar o Alckmin, mas em Itajaí ele não apóia!

Então, acho que ele irá fazer um programa de televisão para o resto do estado e outro para Itajaí, porque no resto do estado ele vai pedir votos para o Alckmin e em Itajaí jurou que não pedirá. Portanto, vai mandar desligar a televisão no horário eleitoral. O santinho dele lá não pode pedir votos para o Alckmin. É assim que vai funcionar? E aí o vice está discutindo agora se vai renunciar ou não ao Senado para assumir a vaga de vice. Eu realmente não estou entendo mais nada!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)