15ª Sessão Ordinária - 11/03/2014
A SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA - SR. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, cumprimento também de forma especial esses valorosos servidores do estado de Santa Catarina, da Fatma, que pedem socorro, inclusive para este Parlamento.
No final do ano passado o governo mandou uma série de projetos para esta Casa, para a valorização profissional, mas infelizmente a Fatma ficou fora desse procedimento, inclusive com emendas da bancada do Partido dos Trabalhadores para que vocês todos, homens e mulheres, pudessem receber a gratificação necessária.
Então, vocês têm o nosso apoio na Assembleia Legislativa. Se o governo encaminhar, estaremos aprovando, sim, porque acho que vocês têm o direito, porque há 11 anos não recebem o reconhecimento do governo do estado de Santa Catarina. Sejam todos bem-vindos!
(Palmas)
A outra fala que me traz à tribuna, hoje, é sobre a questão do racismo, inclusive aparteei o deputado Sandro Silva que falava sobre o assunto.
Eu me lembrei de uma frase de Nelson Mandela que ficou 27 anos preso por causa dessas brigas na África, deputado Sargento Amauri Soares. Mas quando ele saiu e foi presidente da África, uma frase que foi muito marcante dele: "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor, pela raça, pela religião, as pessoas aprendem a odiar e podem ser ensinadas então a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto."
É dessa forma que temos que ensinar as nossas crianças, desde pequenas. Não medimos a valorização do ser humano pela cor dele, qualquer cor. Nós temos que ter respeito.
Isso me remete à questão das mulheres. Falarei sobre o dia oito de março, Dia Internacional da Mulher, comemorado no último sábado.
As mulheres sofrem muita discriminação, em qualquer sentido. Nós temos em qualquer momento que provarmos não que somos boas, mas que somos ótimas em tudo que fizemos. Nós temos que ser ótimas em tudo que fizemos. Temos que ser ótimas mães, donas de casa, profissionais, e na política nós somos exigidas mais ainda.
"Lá vem ela discutir de novo um assunto que diz respeito às mulheres". Mas tratando das mulheres nós estaremos também tratando da sociedade, porque são as mulheres que são detentoras da educação de meninas e de meninos. E nós precisamos de respeito.
Hoje, pela manhã, na comissão de Constituição e Justiça, o deputado Neodi Saretta mostrou-me um twiter que perguntava assim: "O que querem as mulheres?"
O que a mulheres querem é respeito. Respeito, nada mais do que isso. Respeito pelo que elas fazem. Respeito por ser um ser humano, das escolhas, do trabalho delas. Nós vivemos num mundo ainda que não respeita as mulheres como deveria ser.
Trato aqui da violência doméstica, onde milhares de mulheres estão sendo vítimas de espancamento e de morte.
Hoje, no horário do PT, tenho a satisfação de falar sobre esse tema. E para o nosso mandato e para a história temos contribuído na vida pública. Falo do dia oito de março, Dia Internacional da Mulher, que foi comemorado no último sábado.
Essa data histórica é um espaço para lembrarmos a luta que travamos até agora, e que não termina, das vitórias e avanços nesses últimos anos. Mas também é um dia para que possamos fortalecer a união de todas as mulheres para questões essenciais, como o direito ao reconhecimento justo, sem discriminações, no mercado de trabalho, sem violência ou qualquer outro tipo de manifestação que promova a exploração e o sofrimento do ser humano, em particular das mulheres.
Avançamos cada vez mais na construção de uma sociedade onde todas as mulheres tenham direito à felicidade, sonho pelo qual lutamos todos os dias. E para que esses avanços, srs. deputados e sras. deputadas, se concretizem, é fundamental um olhar atencioso para as políticas sociais que beneficiem as mulheres.
Com orgulho, apresento a todos vocês um pequeno trecho da fala da nossa presidente Dilma Rousseff, sobre os programas federais em apoio às mulheres, que foi ao ar no último sábado. E para quem não teve a oportunidade de ouvir, transmito agora no horário do PT.
(Procede-se à exibição de vídeo.
A presidente Dilma Rousseff é uma mãezona, deputado Mauro de Nadal.
Nós sabemos que as mudanças culturais não são fáceis e ocorrem muito lentamente. E nós gostaríamos que esse ritmo fosse mais rápido, principalmente de valorização das mulheres. E tem sido constante a luta neste Parlamento para isso. Mas uma realidade precisa ser modificada no estado de Santa Catarina, srs. deputados.
Infelizmente uma pesquisa que foi realizada no Brasil escolheu 100 municípios que cometem mais violência contra a mulher. E pasmem, dos 100 municípios que cometem violência contra as mulheres, cinco são de Santa Catarina. Em primeiro lugar está o município de Lages, constando na lista como o 117° mais violento do nosso país. O município de Criciúma está em segundo lugar, Balneário Camboriú está em terceiro lugar, Chapecó está em 29° lugar como um dos municípios mais violentos no estado de Santa Catarina.
Por isso a bancada feminina desta Casa, juntamente com os srs. deputados, precisa mudar a essa realidade, para que o estado não conste nessa lista de municípios que mais agridem as mulheres, com um grande número de homicídios, como no caso do município de Chapecó.
Além disso, também o estado de Santa Catarina consta como um estado que paga de uma forma diferenciada. Infelizmente esses dados estão nesta pesquisa realizada em nosso Brasil com um dos estados que tem cinco municípios mais violentos com uma diferença salarial.
Então, srs. parlamentares e público catarinense, o que as mulheres querem é respeito.
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)