Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Daniel Tozzo

70ª Sessão Ordinária - 20/06/2012

O SR. DEPUTADO DANIEL TOZZO - Muito obrigado, sr. presidente, e cumprimentando-o, estendo os cumprimentos aos demais parlamentares desta Casa, aos visitantes aqui presentes, ao povo de Santa Catarina que nos acompanha pela TVAL e pela Rádio Alesc Digital.

Venho à tribuna hoje para relatar as atividades que desenvolvi, vinculadas principalmente ao setor agrícola no oeste de Santa Catarina. Na semana passada, tivemos uma grande conferência sobre leite promovida pela Câmara Federal, mais especialmente pelo deputado Celso Maldaner, da qual participamos juntamente com outros deputados desta Casa.

O assunto foi muito debatido e tenho certeza de que a comissão permanente da Câmara Federal ajudará muito, principalmente aos produtores de Santa Catarina, que é o quinto maior produtor do Brasil. Trata-se de um setor muito representativo para a economia e também para fixar o homem no campo, combatendo, com isso, o êxodo rural.

Então, parabéns à Câmara Federal, que fez essa grande conferência em Chapecó muito prestigiada e aplaudida pelo setor.

Tivemos também uma audiência pública lá em São José do Cedro, cujo propositor foi o deputado Plínio de Castro, extremamente produtiva, pois conseguimos ouvir o produtor rural, que realmente tem muitas reivindicações. Os deputados que lá estiveram conseguiram fazer boas anotações e com certeza vão trabalhar para amenizar os problemas constatados, porque é preocupante a situação do produtor rural atingido pela seca, posto que existem prejuízos nas propriedade e até o dia 30 de julho os agricultores terão que pagar seus compromissos junto aos bancos.

Vimos produtor rural que teve que vender sua vaca, sua máquina, seu carro ou até seu pedaço de terra para poder saldar a dívida com o banco. Em quem perde com isso além do próprio produtor? A economia do estado catarinense, pois certamente não queremos que o produtor rural oestino se desfaça de seus bens para honrar compromissos com banco.

Conforme sugestão surgida na própria audiência, o mais fácil, o mais rápido neste momento é tentar conseguir a rolagem dessas dívidas, porque a seca do último ano foi a maior já registrada e os prejuízos foram enormes.

Mas, sr. presidente, ouvindo atentamente o pronunciamento do deputado Manoel Mota sobre a questão da BR-101/sul, cujas obras tiveram início há dez anos e até agora nada, lembrei-me da duplicação da BR-282, em Xanxerê, sobre a qual falei que eram cerca de 10km. Na verdade, eu medi. Tomei a liberdade de medir e são sete quilômetros. As obras iniciaram há mais de dois anos e há cerca de três meses estão paradas. O trecho está muito perigoso, e já houve um acidente com três mortes.

É impressionante! Se em dois anos não conseguimos terminar sete quilômetros na BR-282, que vem do oeste até a ponte de Florianópolis, com base nessa média, acho que apenas no próximo século é que será concluída a obra! Temos que acelerar o processo!

Por falar em acelerar obras, tivemos também a oportunidade de participar de uma bela audiência pública em Chapecó, que contou com a presença do ministro Paulo Sérgio Passos, que anunciou um investimento de mais de R$ 3 bilhões para melhorar a infraestrutura rodoviária de Santa Catarina.

Eu só peço que essas obras, que esses investimentos sejam feitos com velocidade porque se ficar na burocracia, na papelada, vai acontecer o mesmo que ocorre com a BR-101 - não anda, não acontece.

Já em relação à ferrovia, se não escoar a produção de maneira rápida, consequentemente os frigoríficos, as empresas que necessitam do grão, as que necessitam escoar sua produção depois do produto acabado até o porto irão embora daqui para se estabelecer em regiões onde há logística, pois é mais viável. O projeto ferroviário é excelente, mas tem que ter velocidade porque a iniciativa privada tem mais velocidade do que o setor público em função da burocracia. Se demorar, os frigoríficos sairão do nosso estado para ir para outras regiões onde os grãos são mais baratos ou onde há mais facilidade de transporte até o porto.

Assim, peço aos parlamentares, principalmente aos federais, que também nos acompanham, e aos que têm influência na esfera federal, que trabalhem para que seja agilizado o investimento o mais rapidamente possível.

Estamos fazendo uma indicação também para que o contorno viário leste, depois de 30 anos parado, reinicie as obras, notadamente no trecho Chapecó/Cordilheira Alta. Trata-se de uma obra que certamente contribuirá com a segurança e tenho certeza, pelas conversas preliminares com o secretário Valdir Cobalchini, com o deputado Gelson Merisio e com o prefeito de Chapecó, José Cláudio Caramori, de que essa indicação será acatada e as obras serão retomadas brevemente.

Fico feliz de poder anunciar que as obras do aeroporto de Chapecó foram concluídas. Meus parabéns às entidades envolvidas, que aceleraram o passo e concluíram tudo cerca de 20 dias antes do previsto. Agora necessitamos que a Anac libere rapidamente. Se tudo correr bem, na próxima semana estaremos com o aeroporto de Chapecó em funcionamento novamente, desta feita com uma estrutura melhor para atender não somente à região oeste, mas também a todo o sul e sudoeste do Paraná e noroeste do Rio Grande do Sul.

Para finalizar, gostaria de falar também sobre a Casan. Quantas são as reclamações em Chapecó? Muitas e não se referem somente à questão da seca que atinge o meio rural. Conversamos com o presidente Dalírio Beber, que disse que teremos novidade brevemente, pois a Casan vai acelerar o projeto que atende Xaxim, Xanxerê, Chapecó e outros municípios.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)