Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Onofre Santo Agostini

6ª Sessão Ordinária - 21/02/2007

O SR. DEPUTADO ONOFRE SANTO AGOSTINI - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, v.exa., sr. presidente, nos chamou ainda em nome da bancada do PFL, mas dentro de poucos dias nós vamos mudar de nome; passaremos a ser Partido Democrata. Vamos trocar apenas de nome, não de idéias, porque o PFL, como o futuro Partido Democrata, ainda defende a livre iniciativa.

Nós somos a favor do setor produtivo. Queremos que o setor que produz cresça cada vez mais para gerar tributos e gerar, acima de tudo, empregos. O grande problema que o Brasil vive, deputado Nilson Gonçalves, é o alto nível de desemprego.

Tenho certeza absoluta de que todos os deputados - principalmente aqueles que dão sustentação ao governo, mas também os deputados de Oposição -, têm recebido pilhas e pilhas de currículos ou têm sido visitados por pessoas solicitando empregos. Algumas pessoas têm mandado cartas, outras têm entrado em contato através da internet, pedindo emprego, porque é assustador o nível de desemprego que o Brasil vive. Isso acontece porque o setor que produz está tendo dificuldade para produzir, principalmente aqueles que exportam.

Nós viemos de uma região que produz madeira e a sua maior produção é para a exportação, deputado Nilson Gonçalves. A minha cidade, Curitibanos, é a maior produtora do mundo de cabo de vassoura de madeira. Ela exporta tudo, 100% da sua produção! Com a baixa do dólar, veja v.exa. o que estão vivendo os pequenos produtores - porque as pequenas indústrias de fundo de quintal e as pequenas e médias indústrias do setor madeireiro é que empregam pessoas que não têm especialidade na mão-de-obra e que estão indo para o desemprego -: as indústrias estão fechando. Recentemente várias indústrias do setor madeireiro, na região serrana, fecharam e, por conseqüência, o desemprego foi visível. Com isso a mão-de-obra comum, a que não tem especialização nenhuma, ficou abundante. E o que aconteceu com essa gente? Foram para as periferias das cidades grandes, Florianópolis, Joinville, Criciúma, Tubarão, Blumenau, à procura de emprego. Mas não conseguiram emprego também nas cidades grandes, de modo especial em Florianópolis, que já possui um alto índice de desemprego, principalmente na mão-de-obra mais qualificada. Mas vai para todas as regiões a mão-de-obra braçal, a mão-de-obra que não tem especialidade e, por conseqüência, temos um alto nível de desemprego.

A deputada Odete de Jesus assomou à tribuna para dizer que no período do carnaval pensou muito, assim como todos nós, principalmente sobre o alto número de acidentes ocorridos em todas as BRs e SCs. E eu gostaria de dizer para a nobre deputada que a BR-116 começou a ser recuperada no trecho Lages/Mafra, onde alguns trechos já estão prontos.

Muitas vezes aqui viemos, os deputados da região serrana e do oeste catarinense, para fazer um apelo no sentido de que se resolva de uma vez por todas o problema da BR-282, porque não basta apenas concluir o trecho de São José do Cerrito a Inferninho, apesar de ser muito importante aquele trecho. Agora que se conseguiu asfaltar de Lages a São José do Cerrito, falta o de Lages a Inferninho, no trevo da BR-470, mas estão trabalhando na obra. E o grande problema que está havendo é onde existe o asfalto. No trecho da serra de Santo Amaro da Imperatriz até Alfredo Wagner e de Alfredo Wagner para frente está um desastre. O governo federal, através do Deinfra, está começando a corrigir alguns defeitos na pista, mas isso não resolve tudo. A solução seria o recapeamento desse trecho de cima da serra porque à noite, com chuva, é impossível se trafegar pela região que chamamos de Lomba Alta, onde acontecem inúmeros acidentes, onde seres humanos perdem a vida, como aconteceu recentemente na BR-101.

Ouvi que ocorreram 41 mortes envolvendo acidentes em Santa Catarina. Fomos campeões, recorde, no Brasil. Santa Catarina teve o maior índice de acidentes de carro com vítimas fatais neste final de semana. Então, a situação é dramática.

É claro que não podemos culpar o governo do Lula. Mas ao longo da história muita gente é culpada, e é claro que até o próprio motorista, já que às vezes o acidente é causado por falha humana, outras vezes por falha técnica.

Se analisarmos a BR-101, no trecho de Florianópolis a Joinville, veremos que o número de acidentes diminuiu. Há meses que não acontece nenhum acidente. Se verificarmos os acidentes ocorridos entre Florianópolis e Rio Grande do Sul, na BR-101, veremos que são assustadores. Isso também acontece na BR-282, na BR-470 e BR-116. As rodovias que cortam o estado de Santa Catarina precisam ser recuperadas o quanto antes para que os acidentes sejam evitados e mortes de seres humanos não aconteçam, às vezes causadas por imprudência, mas na grande maioria pela deficiência em que se encontram as estradas.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)